INVOCAÇÕES: Espírito de Cristo santificai-me. Coração de Cristo
vivificai-me. Corpo de Cristo salvai-me. Sangue de Cristo inebriai-me. Água do
lado de Cristo lavai-me. Paixão de Cristo confortai-me. Ó bom Jesus ouvi-me.
Nas Vossas chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo
maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para
vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos.
Amem.
Hoje é domingo, 25 de março de 2018
Tema do Dia
Disse Jesus aos seus discípulos e a nós:
Então Jesus deu
outra vez um forte grito, e entregou o espírito. Imediatamente a cortina do
santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo; a terra tremeu, e as
pedras se partiram. Os túmulos se abriram e muitos santos falecidos
ressuscitaram.
Ó Deus, que este sacramento da caridade nos inflame em vosso amor, e
sempre voltado para o vosso Filho, aprendamos a reconhecê-lo em cada irmão. Por
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem!
DOMINGO DE RAMOS DA PAIXÃO DO SENHOR DA
QUARESMA
(vermelho – ofício do dia)
Primeira Leitura
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela
Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura do Livro do Profeta Isaías: 4 O Senhor Deus
me deu a capacidade de falar como discípulo, para que eu saiba ajudar os
desanimados com uma palavra de coragem. Toda manhã ele faz meus ouvidos ficar
atentos para que eu possa ouvir como discípulo. 5 O Senhor Deus abriu meus
ouvidos e eu não fiz resistência nem recuei. 6 Apresentei as costas para
aqueles que me queriam bater e ofereci o queixo aos que me queriam arrancar a
barba, e nem escondi o meu rosto dos insultos e escarros. 7 O Senhor Deus me
ajuda, por isso não me sinto humilhado; endureço o meu rosto como pedra, porque
sei que não vou me sentir fracassado. – Palavra do Senhor. Graças a Deus.
Isaías 50, 4 – 7
Meu encontro com Deus Minha expressão de louvor e
gratidão ao Pai pelo dia de hoje.
Salmo Responsório: 21(22), 8 – 9. 17 – 18a. 19 –
20. 23 – 24 (R.2a)
REFLEXÃO: Meu Deus, meu Deus, por que me
abandonastes?
1. Riem de mim todos aqueles que me vêem, torcem os
lábios e sacodem a cabeça: Ao Senhor se confiou, ele o liberte e agora o salve,
se é verdade que ele o ama! – R.
2. Cães numerosos me rodeiam furiosos, e por um
bando de malvados fui cercado. Transpassaram minhas mãos e os meus pés e eu
posso contar todos os meus ossos. Eis que me olham e, ao ver-me, se deleitam! –
R.
3. Eles repartem entre si as minhas vestes e
sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe,
ó minha força, vinde logo em meu socorro! – R.
4. Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio
da assembléia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe
louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o toda a raça de
Israel! – R.
Penso na existência de Deus, um Deus de amor,
sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de
Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.
Hoje eu vou experimentar e viver a ciência em minha
vida!
Ó Espírito Santo, concedei-me o dom da Ciência,
para que conheça cada vez mais minha própria miséria e fraqueza, a beleza da
virtude, o valor inestimável da alma e ver claramente a sua luz, que me
indicará o caminho a seguir.
Segunda Leitura
Leio cuidadosamente a Palavra de
Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses: 6 Ele
tinha a condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus. 7 Pelo
contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se
semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como simples homem, 8 humilhou-se
a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz! 9 Por isso, Deus
o exaltou grandemente, lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome; 10
para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a
terra; 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de
Deus Pai. – Palavra do Senhor. Graças a Deus.
Filipenses 2, 6 – 11
Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente
livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre
nós.
O evangelho do Dia Quero estar atento e ouvir o que
Deus tem a dizer através do evangelho
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São
Marcos: 1 Faltavam dois dias para a festa da Páscoa e para a festa dos Ázimos.
Os chefes dos sacerdotes e os doutores da Lei procuravam um modo esperto de
prender Jesus e depois matá-lo. 2 Eles diziam: «A fim de que, durante a festa,
não haja confusão no meio do povo.» 3 Jesus estava em Betânia, na casa de
Simão, o leproso. Enquanto faziam a refeição, chegou uma mulher com um vaso de
alabastro, cheio de um perfume de nardo puro, muito caro. Ela quebrou o vaso, e
derramou o perfume na cabeça de Jesus. 4 Alguns que aí estavam ficaram com
raiva, e comentavam: «Por que desperdiçar esse perfume? 5 O perfume poderia ser
vendido por mais de trezentas moedas de prata, que poderiam ser dadas aos
pobres. E criticavam a mulher. 6 Mas Jesus disse a eles: «Deixem-na. Por que
vocês a aborrecem? Ela está me fazendo uma coisa muito boa. 7 Vocês terão
sempre os pobres com vocês, e poderão fazer-lhes o bem quando quiserem. Mas eu
não vou estar sempre com vocês. 8 Ela fez o que podia: derramou perfume em meu
corpo, preparando-o para a sepultura. 9 Eu garanto a vocês: por toda a parte,
onde a Boa Notícia for pregada, também contarão o que ela fez, e ela será
lembrada. 10 Judas Iscariotes, um dos doze discípulos, foi ter com os chefes
dos sacerdotes, para entregar Jesus. 11 Eles ficaram muito contentes quando
ouviram isso, e prometeram dar dinheiro a Judas. Então Judas começou a procurar
uma boa oportunidade para entregar Jesus. 12 No primeiro dia dos Ázimos, quando
matavam os cordeiros para a Páscoa, os discípulos perguntaram a Jesus: «Onde
queres que vamos preparar para que comas a Páscoa?» 13 Jesus mandou então dois
de seus discípulos, dizendo: «Vão à cidade. Um homem carregando um jarro de
água virá ao encontro de vocês. Sigam-no 14 e digam ao dono da casa onde ele
entrar: ‘O Mestre manda dizer: Onde é a sala em que eu e os meus discípulos
vamos comer a Páscoa?’ 15 Então ele mostrará para vocês, no andar de cima, uma
sala grande, arrumada com almofadas. Preparem aí tudo para nós. 16 Os
discípulos saíram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus havia dito. E
prepararam a Páscoa. 17 Ao cair da tarde, Jesus chegou com os Doze. 18 Enquanto
estavam à mesa comendo, Jesus disse: «Eu garanto a vocês: um de vocês vai me trair.
É alguém que come comigo. 19 Os discípulos começaram a ficar tristes e, um
depois do outro, perguntaram a Jesus: «Será que sou eu?» 20 Jesus lhes disse:
«É um dos Doze. É aquele que põe comigo a mão no prato. 21 O Filho do Homem vai
morrer, conforme diz a Escritura sobre ele. Contudo, ai daquele que trair o
Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!» 22 Enquanto comiam,
Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a bênção, o partiu, distribuiu a eles,
e disse: «Tomem, isto é o meu corpo.» 23 Em seguida, tomou um cálice, agradeceu
e deu a eles. E todos eles beberam. 24 E Jesus lhes disse: «Isto é o meu
sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. 25 Eu garanto
a vocês: nunca mais beberei do fruto da videira, até o dia em que beberei o
vinho novo no Reino de Deus. 26 Depois de terem cantado salmos, foram para o
monte das Oliveiras. 27 Então Jesus disse aos discípulos: «Vocês todos vão
ficar desorientados, porque a Escritura diz: ‘Ferirei o pastor, e as ovelhas se
dispersarão’. 28 Mas, depois de ressuscitar, eu irei à frente de vocês para a
Galiléia. 29 Pedro declarou a Jesus: «Mesmo que todos fiquem desorientados, eu
não ficarei.» 30 Jesus disse a Pedro: «Eu garanto a você: ainda hoje, esta
noite, antes que o galo cante duas vezes, você me negará três vezes.» 31 Mas
Pedro repetiu com mais força: «Ainda que eu tenha de morrer contigo, mesmo
assim não te negarei.» E todos disseram a mesma coisa. 32 Eles chegaram a um
lugar chamado Getsêmani. Então Jesus disse aos discípulos: «Sentem-se aqui,
enquanto eu vou rezar.» 33 Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João, e começou a
ficar com medo e angústia. 34 Então disse a eles: «Minha alma está numa
tristeza de morte. Fiquem aqui e vigiem.» 35 Jesus foi um pouco mais adiante,
prostrou-se por terra e pedia que, se fosse possível, aquela hora se afastasse
dele. 36 Ele rezava: «Abba! Pai! Tudo é possível para ti! Afasta de mim este
cálice! Contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres. 37 Depois
Jesus voltou, encontrou os três discípulos dormindo, e disse a Pedro: «Simão,
você está dormindo? Você não pôde vigiar nem sequer uma hora? 38 Vigiem e
rezem, para não cair na tentação! Porque o espírito está pronto para resistir,
mas a carne é fraca. 39 Jesus se afastou de novo e rezou, repetindo as mesmas
palavras. 40 Voltou novamente, e encontrou os discípulos dormindo, porque seus
olhos estavam pesados de sono. E eles não sabiam o que dizer a Jesus. 41 Então
Jesus voltou pela terceira vez, e disse: «Agora vocês podem dormir e descansar.
Basta! Chegou a hora! Eis que o Filho do Homem vai ser entregue ao poder dos
pecadores. 42 Levantem-se! Vamos! Aquele que vai me trair já está chegando. 43
Logo mais, enquanto Jesus ainda falava, chegou Judas, um dos Doze, com uma
multidão armada de espadas e paus. Iam da parte dos chefes dos sacerdotes, dos
doutores da Lei e dos anciãos do povo. 44 O traidor tinha combinado com eles um
sinal, dizendo: «Jesus é aquele que eu beijar. Prendam, e levem bem guardado.
45 Judas logo se aproximou de Jesus, dizendo: «Mestre!» E o beijou. 46 Então
eles lançaram as mãos sobre Jesus, e o prenderam. 47 Mas um dos presentes puxou
a espada, e feriu o empregado do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha. 48
Jesus perguntou: «Vocês saíram com espadas e paus para me prender, como se eu
fosse um bandido? 49 Todos os dias eu estava com vocês no Templo, ensinando, e
vocês não me prenderam. Mas, isso é para se cumprirem as Escrituras. 50 Então
todos fugiram, abandonando Jesus. 51 Um jovem, vestido só com um lençol, estava
seguindo Jesus, e eles o prenderam. 52 Mas o jovem largou o lençol, e fugiu nu.
53 Então eles levaram Jesus à casa do sumo sacerdote. E se reuniram todos os
chefes dos sacerdotes, os anciãos e os doutores da Lei. 54 Pedro seguiu Jesus
de longe, e entrou no pátio da casa do sumo sacerdote. Sentou-se junto com os
guardas, e se esquentava junto ao fogo. 55 Ora, os chefes dos sacerdotes e todo
o Sinédrio procuravam contra Jesus algum testemunho, a fim de o condenar à
morte. E nada encontraram, 56 porque muitos testemunhavam falsamente contra
Jesus, mas os testemunhos deles não estavam de acordo. 57 Alguns se levantaram
e testemunharam falsamente contra Jesus, 58 dizendo: «Nós o ouvimos dizer: ‘Vou
destruir esse templo feito por homens, e em três dias construirei um outro, que
não será feito pelos homens!’» 59 Mas, nem mesmo assim o testemunho deles
estava de acordo. 60 Então o sumo sacerdote levantou-se e, no meio de todos,
interrogou a Jesus: «Nada tens a responder aos que testemunham contra ti?» 61
Mas Jesus continuou calado, e nada respondeu. O sumo sacerdote o interrogou de
novo: «És tu o Messias, o Filho do Deus Bendito?» 62 Jesus respondeu: «Eu sou.
E vocês verão o Filho do Homem sentado à direita do Todo-poderoso, e vindo
sobre as nuvens do céu. 63 Então o sumo sacerdote rasgou as próprias vestes, e
disse: «Que necessidade temos ainda de testemunhas? 64 Vocês ouviram a
blasfêmia! O que parece a vocês?» Então todos eles decretaram que Jesus era réu
de morte. 65 Então alguns começaram a cuspir em Jesus. Cobriram o rosto de
Jesus e o esbofeteavam, dizendo: «Faze uma profecia!» E os guardas lhe davam
bofetadas. 66 Pedro estava embaixo, no pátio. Chegou então uma criada do sumo
sacerdote, 67 e quando viu Pedro se esquentando, olhou bem para ele, e disse:
«Você também estava com Jesus Nazareno!» 68 Mas Pedro negou: «Não sei, nem
compreendo o que você diz!» E o galo cantou. 69 A criada viu Pedro, e começou a
dizer novamente aos que estavam perto: «Esse aí é um deles!» 70 Mas Pedro negou
outra vez. Pouco depois, os que estavam junto diziam novamente a Pedro: «É
claro que você é um deles, pois você é da Galiléia. 71 Então Pedro começou a
maldizer e a jurar, dizendo: «Nem conheço esse homem de quem vocês estão
falando!» 72 Nesse instante, o galo cantou pela segunda vez. Pedro se lembrou
de que Jesus lhe havia dito: «Antes que o galo cante duas vezes, você me negará
três vezes.» Então Pedro começou a chorar. 1 De manhã, os chefes dos
sacerdotes, com os anciãos, os doutores da Lei e todo o Sinédrio, prepararam um
conselho. Amarraram Jesus, o levaram e entregaram a Pilatos. 2 Pilatos
interrogou a Jesus: «Tu és o rei dos judeus?» Jesus respondeu: «É você que está
dizendo isso.» 3 E os chefes dos sacerdotes faziam muitas acusações contra
Jesus. 4 Pilatos o interrogou novamente: «Nada tens a responder? Vê de quanta
coisa te acusam!» 5 Mas Jesus não respondeu mais nada, e Pilatos ficou
impressionado. 6 Na festa da Páscoa, Pilatos soltava o prisioneiro que eles
pedissem. 7 Nesse tempo, um homem chamado Barrabás estava preso junto com os
rebeldes, que tinham cometido um assassinato na revolta. 8 A multidão subiu, e
começou a pedir que Pilatos fizesse como costumava. 9 Pilatos perguntou: «Vocês
querem que eu solte o rei dos judeus?» 10 Pilatos bem sabia que os chefes dos
sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja. 11 Porém os chefes dos sacerdotes
atiçaram a multidão para que Pilatos soltasse Barrabás. 12 Pilatos perguntou de
novo: «O que farei então com Jesus que vocês chamam de rei dos judeus?» 13 Mas
eles gritaram de novo: «Crucifique!» 14 Pilatos perguntou: «Mas, que mal fez
ele?» Eles, porém, gritaram com mais força: «Crucifique!» 15 Pilatos queria
agradar à multidão. Soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para
ser crucificado. 16 Então os soldados levaram Jesus para o pátio, dentro do
palácio do governador, e convocaram toda a tropa. 17 Vestiram Jesus com um
manto vermelho, teceram uma coroa de espinhos e lha puseram na cabeça. 18
Depois começaram a cumprimentá-lo: «Salve, rei dos judeus!» 19 E batiam-lhe na
cabeça com uma vara. Cuspiam nele e, dobrando os joelhos, prestavam-lhe
homenagem. 20 Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho, o
vestiram de novo com as próprias roupas dele, e o levaram para fora, a fim de o
crucificarem. 21 Passava por aí um homem, chamado Simão Cireneu, pai de
Alexandre e Rufo. Ele voltava do campo para a cidade. Então os soldados
obrigaram Simão a carregar a cruz de Jesus. 22 Levaram Jesus para o lugar
chamado Gólgota, que quer dizer «lugar da Caveira». 23 Deram-lhe vinho misturado
com mirra, mas Jesus não tomou. 24 Eles o crucificaram, e repartiram as roupas
dele, fazendo um sorteio, para ver a parte de cada um. 25 Eram nove horas da
manhã quando crucificaram Jesus. 26 E aí estava uma inscrição, com o motivo da
condenação: «O Rei dos judeus.» 27 Com ele crucificaram dois bandidos, um à
direita e outro à esquerda. 28 Desse modo cumpriu-se a Escritura que diz: «Ele
foi incluído entre os fora-da-lei.» 29 As pessoas que passavam por aí o
insultavam, balançando a cabeça e dizendo: «Ei! Você que ia destruir o Templo,
e construí-lo de novo em três dias, 30 salve-se a si mesmo! Desça da cruz!» 31
Do mesmo modo, os chefes dos sacerdotes, junto com os doutores da Lei, zombavam
dele dizendo: «a outros ele salvou... A si mesmo não pode salvar! 32 O Messias,
o rei de Israel... Desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!» Os que
foram crucificados com Jesus também o insultavam. 33 Ao chegar o meio-dia, até
às três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 34 Pelas três horas
da tarde, Jesus deu um forte grito: «Eloi, Eloi, lamá sabactâni?», que quer
dizer: «Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?» 35 Alguns dos que estavam
aí junto, ouvindo isso, disseram: «Vejam, ele está chamando Elias!» 36 Alguém,
correndo, encheu de vinagre uma esponja, colocou-a na ponta de uma vara, e deu
para Jesus beber, dizendo: «Deixem, vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz!» 37
Então Jesus lançou um forte grito, e expirou. 38 Nesse momento, a cortina do
santuário se rasgou de alto a baixo, em duas partes. 39 O oficial do exército,
que estava bem na frente da cruz, viu como Jesus havia expirado, e disse: «De
fato, esse homem era mesmo Filho de Deus!» 40 Aí estavam também algumas
mulheres, olhando de longe. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de
Tiago, o menor, e de Joset, e Salomé. 41 Elas haviam acompanhado e servido a
Jesus, desde quando ele estava na Galiléia. Muitas outras mulheres estavam aí,
pois tinham ido com Jesus a Jerusalém. 42 Ao entardecer, como era o dia da
Preparação, isto é, a véspera do sábado, 43 chegou José de Arimatéia. Ele era
membro importante do Sinédrio, e também esperava o Reino de Deus. José
encheu-se de coragem, foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. 44 Pilatos ficou
admirado que Jesus já tivesse morrido. Chamou o oficial do exército, e
perguntou se Jesus já estava morto. 45 Depois de informado pelo oficial,
Pilatos mandou entregar o cadáver a José. 46 José comprou um lençol de linho,
desceu o corpo da cruz, e o enrolou no lençol. Em seguida, colocou Jesus num
túmulo, que tinha sido cavado na rocha, e rolou uma pedra para fechar a entrada
do túmulo. 47 Maria Madalena e Maria, mãe de Joset, ficaram olhando onde Jesus
tinha sido colocado. – Palavra da salvação. Glória a Voz Senhor.
São Marcos 14, 1 – 15, 47
No silêncio do meu coração, o que Deus quer me
dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste
dia
"Reflexão da
Palavra"
Jesus disse aos seus discípulos e a nós: Jesus
respondeu: «Eu sou. E vocês verão o Filho do Homem sentado à direita do
Todo-poderoso, e vindo sobre as nuvens do céu. Procuravam um meio de prender
Jesus à traição, para matá-lo. Já Pensou. Nisso?
Muitos fiéis adultos (trabalhadores, profissionais
das mais variadas áreas, e também intelectuais, ou simples pessoas cultas) se
sentem mal quando, na semana santa, pelo especial significado desses dias, ou
por acompanhar a família –e com as lembranças de uma infância e juventude
talvez religiosa–, entram numa igreja, captam o ambiente, e escutam a pregação.
Sentem-se imediatamente submersos de novo naquele mundo de conceitos, símbolos,
referências bíblicas... que elaboram uma mensagem sobre a base de uma crença
central que fora do templo alguém nunca se encontra em nenhum outro domínio da
vida: a "Redenção". Estamos na Semana Santa, e o que celebramos – assim
percebem no templo – é o grande mistério de todos los tempos, o mais importante
que ocorreu desde que o mundo é mundo: a "Redenção"... O
"homem" foi criado por Deus (só em segundo termo a mulher, segundo a
Bíblia), mas esta, a mulher, convenceu o homem para que comessem junto um fruto
proibido por Deus. Aquilo foi o fracasso do plano de Deus, que veio abaixo, se
interrompeu, e precisou ser substituído por um novo plano, o plano da Redenção,
para redimir o ser humano que caiu na "desgraça de Deus" desde que
cometeram aquele "pecado original", devido à infinita ofensa que este
"pecado" infligiu a Deus.
Oração: Pai Santo queremos ser discípulos missionários, terra boa e dar
frutos para o Teu Reino de Amor. Nós Te pedimos que o seu salário fosse aceito
por todos nós a Palavra de Jesus; que nos ensines a cultivá-la com carinho e
dedicação; e que nos ajudes na sua partilha com os irmãos. Pelo mesmo Jesus,
Teu Filho e nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amem.
Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!





