domingo, 18 de setembro de 2011

HOJE É DOMINGO DIA DO SENHOR: XXV SEMANA DO TEMPO COMUM.





INVOCAÇÕES: Alma de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 18 de setembro de 2011

Tema do Dia

O Filho do Homem veio para dar a sua vida como resgate para muitos!

Oração depois da Santa comunhão.
Ó Deus, que este sacramento da caridade nos inflame em vosso amor, e sempre voltados para o vosso Filho, aprendamos a reconhecê-lo em cada irmão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem!

XXV DO TEMPO COMUM
(verde, glória, creio - I semana do saltério)

 Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura do livro do profeta Isaías -6 Procurem Javé enquanto ele se deixa encontrar; chamem por ele enquanto está perto. 7 Que o ímpio deixe o seu caminho e o homem maldoso mude os seus projetos. Cada um volte para Javé e ele terá compaixão; volte para o nosso Deus, pois ele perdoa com generosidade. 8 Os meus projetos não são os projetos de vocês, e os caminhos de vocês não são os meus caminhos - oráculo de Javé. 9 Tanto quanto o céu está acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos caminhos de vocês, e os meus projetos estão acima dos seus projetos. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Isaías 55, 6 – 9.

Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo Responsorial: 144(145), 2 – 3. 8 – 9. 17 – 18 (Rua18a).
REFRÃO: O Senhor está perto da pessoa que o invoca!

1. Dia a dia vos bendirei, e louvarei o vosso nome eternamente. Grande é o Senhor e sumamente louvável, insondável é a sua grandeza. - R.

2. O Senhor é clemente e compassivo, longânime e cheio de bondade. O Senhor é bom para com todos, e sua misericórdia se estende a todas as suas obras. - R.

3. O Senhor é justo em seus caminhos, e santo em tudo o que faz. O Senhor se aproxima dos que o invocam, daqueles que o invocam com sinceridade. - R.

 Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver o entendimento em minha vida!!!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação e da doutrina na Santa Religião
.

Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses - Naqueles dias, 20 O que desejo e espero é não fracassar, mas, agora como sempre, manifestar com toda a coragem a glória de Cristo em meu corpo, tanto na vida, como na morte. 21 Pois para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. 22 Mas, se eu ainda continuar vivendo, poderei fazer algum trabalho útil. Por isso é que não sei bem o que escolher. 23 Fico na indecisão: meu desejo é partir dessa vida e estar com Cristo, e isso é muito melhor. 24 No entanto, por causa de vocês, é mais necessário que eu continue a viver. 27 Uma só coisa: comportem-se como pessoas dignas do Evangelho de Cristo. Desse modo, indo vê-los ou estando longe, eu ouça dizer que vocês estão firmes num só espírito, lutando juntos numa só alma pela fé do Evangelho - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Filipenses 1, 20 – 24. 27

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós.

O evangelho do Dia
Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 1 «De fato, o Reino do Céu é como um patrão, que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. 2 Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. 3 Às nove horas da manhã, o patrão saiu de novo. Viu outros que estavam desocupados na praça, 4 e lhes disse: ‘Vão vocês também para a minha vinha. Eu lhes pagarei o que for justo’. 5 E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. 6 Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que vocês estão aí o dia inteiro desocupados?’ 7 Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Vão vocês também para a minha vinha’. 8 Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chame os trabalhadores, e pague uma diária a todos. Comece pelos últimos, e termine pelos primeiros’. 9 Chegaram aqueles que tinham sido contratados pelas cinco da tarde, e cada um recebeu uma moeda de prata. 10 Em seguida chegaram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. No entanto, cada um deles recebeu também uma moeda de prata. 11 Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 12 ‘Esses últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor do dia inteiro!’ 13 E o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto com você. Não combinamos uma moeda de prata? 14 Tome o que é seu, e volte para casa. Eu quero dar também a esse, que foi contratado por último, o mesmo que dei a você. 15 Por acaso não tenho o direito de fazer o que eu quero com aquilo que me pertence? Ou você está com ciúme porque estou sendo generoso?’ 16 Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.»
«PALAVRA DA SALVAÇÃO! GLÓRIA A VOZ SENHOR»
  Mateus 20, 1 – 16.

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia

"Reflexão da Palavra”

Estás com inveja porque eu estou sendo bom?
A graça e a misericórdia de Deus se contrapõem à mentalidade religiosa judaica dos tempos de Jesus. Diante da teologia do mérito do sistema religioso se opõe a teologia da graça pregada por Jesus. Partindo dessa perspectiva, a salvação não se alcança somente por méritos próprios mas pela misericórdia de Deus que no-la concede, apesar de não merecê-la.
O texto do segundo Isaias centra sua atividade profética no tema da consolação do povo desterrado. Porém, o desterro foi pela desobediência do povo e de seus dirigentes que se afastaram de Deus e quebraram a aliança. Contudo, Deus não abandona seu povo. Se o povo é infiel à aliança, Deus permanece sempre fiel.
Os caminhos do Senhor são distintos dos caminhos humanos. O profeta insiste no convite a buscar o Senhor. Faz um chamado à conversão e ao arrependimento porque Deus é clemente e misericordioso e sempre está disposto ao perdão. Os planos de Deus não são tão limitados e mesquinhos como os nossos.
Paulo, na carta aos Filipenses, propõe uma questão: ou morrer para estar com Cristo ou ficar no meio do povo para ajudá-lo em suas dificuldades. Paulo, prisioneiro por Cristo, pressente que seus dias já estão chegando ao fim. Perseguido, caluniado, encarcerado, açoitado e desprezado por muitos, viveu em sua própria carne a paixão do Senhor.
Conseqüente com sua pregação, sempre se esforçou por viver o evangelho de Jesus. É normal, pois, que tenha a mesma sorte que o mestre. Porém, também tem a plena convicção de participar da glória da ressurreição. Tanto sua vida como sua morte estão em função de Cristo. Se está vivo, é para continuar anunciando o evangelho, se morre é para entrar na plena comunhão dos justificados por Ele.
Assim Paulo sente que sua missão está chegando ao fim. Como Jesus, pode dizer que tudo foi cumprido. Porém, Paulo ainda tem uma grande preocupação, que é a fragilidade das comunidades, cuja fé está fortemente ameaçada pelo ambiente cultural e religioso das colônias do império.
Na parábola dos trabalhadores descontentes com o pagamento, se reflete o modo de agir de Deus, contrario à nossa mentalidade utilitarista. A parábola pode ser situada no contexto da controvérsia de Jesus com as autoridades judaicas pela relação de Jesus com pessoas de reputação duvidosa, como publicanos, pecadores, enfermos, crianças, pagãos e mulheres, precisamente aqueles que eram considerados impuros e, portanto, excluídos do círculo de santidade.
Porém, no contexto da comunidade de Mateus, percebe-se o conflito produzido entre os judeu-cristãos e pagãos convertidos ao cristianismo que faziam parte da mesma comunidade. Era inaceitável que os recém convertidos tivessem o mesmo trato dos que já pertenciam há muito tempo à comunidade, como era o caso do povo eleito. É claro que o encontro entre judaísmo e cristianismo no seio de uma mesma comunidade ficou bastante complicado. Assim o manifestam outros escritos do novo testamento como a carta aos gálatas.
A parábola narrada por Jesus parte de um fato real. O proprietário representa os donos de terras, conquistadas dos camponeses. Os desocupados simbolizam os que haviam perdido tudo e ofereciam seu trabalho por qualquer valor para poder sobreviver. Evidentemente que havia os clientes fixos dos proprietários, isto é, aqueles que sempre eram contratados e durante o dia apareciam os de última hora.
A chave de leitura da parábola não está na atitude equitativa do patrão, pois ele poderia pagar como queria. O que chamou a atenção dos ouvintes é que tenha preferido os que não eram seus trabalhadores (os da última hora) preferindo aos que já eram seus trabalhadores (os da primeira hora). Situação incompreensível sob qualquer ponto de vista.
O sistema religioso do tempo de Jesus e das primeiras comunidades centrava a prática religiosa no mérito e no pagamento. A salvação já se havia convertido em um mercado de compra e venda. Jesus questiona a fundo essa mentalidade que tanto mal fez ao povo. A salvação é dom gratuito de Deus. E a graça tem a ver com o amor misericordioso. Deus não manipula nossos esquemas contábeis, interesseiros e lucrativos. Para Deus, tanto os primeiros como os últimos são objeto de seu imenso amor e misericórdia.
Hoje temos que superar todo espírito de competição e cobiça. Temos que superar, sobretudo, o "exclusivismo" que ainda está presente no subconsciente cristão: já não falamos nem o sustentamos, porém muitos continuam pensando: nós, nossa religião, é a única verdadeira, e portanto, superior, definitiva, insuperável, aquele que as demais religiões e culturas devem confluir...
Se já muitos abandonaram aquela visão veterotestamentaria de que "as nações e os povos virão adorar a Deus em Sião", porque sociologicamente já não parece previsível nem viável que o mundo um dia seja todo ele cristão, não deixamos de ter essa consciência de "exclusivismo" quando nossas autoridades e hierarquias condenam autoritariamente e sem dialogo algumas opiniões sociais, critérios éticos, que se dão em distintas sociedades, apoiados no convencimento de que nossa verdade é inquestionavelmente superior à dos demais, por principio e que teríamos direito a impor na sociedade (laica, aconfessional), sem necessidade sequer de dialogar e convencer a população... É uma atitude de complexo de superioridade que não tem nenhuma justificativa.
A abertura a todos, o reconhecimento sincero de que não temos um "gratuito e imerecido direito de primogenitura", que não somos "os (únicos) eleitos", que os que nos consideramos tradicionalmente "últimos" (ou posteriores a nós) não o são, que Deus é "gratuito" e sem favoritismos... são ainda reflexões pendentes para as Igrejas cristãs...
Não há dúvida de que aceitar em profundidade a mensagem evangélica de hoje de que "os primeiros serão os últimos", exige de nós uma mudança profunda de mentalidade. Também o pluralismo religioso e do dialogo intercultural devem ser elencados entre esses grandes desafios gerados pela descoberta mais profunda da "gratuidade de Deus" que a parábola do evangelho de hoje volta a colocar diante de nossos olhos.

Oração Final
Pai Santo queremos ser discípulos missionários, terra boa e dar frutos para o Teu Reino de Amor. Nós Te pedimos que semeies em nós a Palavra de Jesus; que nos ensines a cultivá-la com carinho e dedicação; e que nos ajudes na sua partilha com os irmãos. Pelo mesmo Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amem.

Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!