domingo, 9 de outubro de 2011

HOJE É DOMINGO DIA DO SENHOR: XXVIII SEMANA DO TEMPO COMUM

INVOCAÇÕES Espírito de Cristo de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 09 de outubro de 2011

Tema do Dia

CONVIDAI LA A FESTA TODOS OS QUE ENCONTRARDES!

Oração: Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu, Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo. Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que podem e Sabedoria para distinguir uma das outras. Por Jesus Cristo, vosso Filho, e Nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amem!

XXVIII DO TEMPO COMUM
(verde, glória, creio - IV semana do saltério)

Primeira Leitura
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura do livro profeta Isaías - 6 Javé dos exércitos vai preparar no alto deste monte, para todos os povos do mundo, um banquete de carnes gordas, um banquete de vinhos finos, de carnes suculentas, de vinhos refinados. 7 Neste monte, Javé arrancará o véu que cobre todos os povos, a cortina que esconde todas as nações; 8 ele destruirá para sempre a morte. O Senhor Javé enxugará as lágrimas de todas as faces, e eliminará da terra inteira a vergonha do seu povo - porque foi Javé quem falou. 9 Nesse dia se dirá: «Vejam o nosso Deus! “É nele que esperávamos para que nos salvasse: celebremos e festejemos a sua salvação». 10 A mão de Javé pousará sobre este monte, enquanto Moab será pisado no chão, como se pisa a palha no lodo da esterqueira. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Isaías 25, 6 – 10

Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 22(23), 1 – 3a. 3b – 4. 5. 6 (R/. 6)
REFRÃO: Na casa do Senhor habitarei eternamente.

1. Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, nada me faltará. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. - R.

2. Restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. - R.

3. Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça. A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias. - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver o entendimento em minha vida!!! Ó

Espírito Santo, concedei-me o dom do Entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação e da doutrina na Santa Religião.
Segunda leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses - Irmãos, 12 Aprendi a viver na necessidade e aprendi a viver na abundância; estou acostumado a toda e qualquer situação: viver saciado e passar fome, ter abundância e passar necessidade. 13 Tudo posso naquele que me fortalece. 14 Entretanto, vocês fizeram bem, tomando parte na minha aflição. 19 O meu Deus, por sua vez, atenderá com grandeza a todas as necessidades de vocês, conforme a riqueza dele em Jesus Cristo. 20 Ao nosso Deus e Pai seja dada a glória para sempre. Amém. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Filipenses 4, 12 – 14. 19 – 20

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós. É bom lembrar que ser cristão consiste, fundamentalmente, em promover a solidariedade, a misericórdia e a justiça, em compreender que a vida do ser humano é o bem mais valioso e sagrado que existe. O cristão de coração é aquele que ama a Deus, ama os seus irmãos que são templos dele e procura servir a Deus no serviço aos irmãos e irmãs, na valorização da pessoa humana e promoção da sua dignidade. O cristão de coração fala pouco e nem sempre sabe falar bonito, mas ama muito, é solidário, generoso e fraterno.

O evangelho do Dia Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 1 Jesus voltou a falar em parábolas aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo. 2 Ele dizia: «O Reino do Céu é como um rei que preparou a festa de casamento do seu filho. 3 E mandou seus empregados chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram ir. 4 O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Falem aos convidados que eu já preparei o banquete, os bois e animais gordos já foram abatidos, e tudo está pronto. Que venham para a festa’. 5 Mas os convidados não deram a menor atenção; um foi para o seu campo, outro foi fazer os seus negócios, 6 e outros agarraram os empregados, bateram neles, e os mataram. 7 Indignado, o rei mandou suas tropas, que mataram aqueles assassinos, e puseram fogo na cidade deles. 8 Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não a mereceram. 9 Portanto, vão até as encruzilhadas dos caminhos, e convidem para a festa todos os que vocês encontrarem’. 10 Então os empregados saíram pelos caminhos, e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. 11 Quando o rei entrou para ver os convidados, observou aí alguém que não estava usando o traje de festa. 12 E lhe perguntou: ‘Amigo, como foi que você entrou aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu. 13 Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrem os pés e as mãos desse homem, e o joguem fora na escuridão. Aí haverá choro e ranger de dentes’. 14 Porque muitos são chamados, Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
Mateus  22, 1 – 14

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia.

"Reflexão da Palavra"

Convidai La a festa todos os que encontrardes.
Isaias, o profeta mais influente na tradição judaica e cristã, através de sua linguagem poética e simbólica, contribui para que mantenhamos a esperança em contextos de morte como os que vivem hoje em dia os povos latino-americanos e do terceiro mundo em geral. O profeta não nos deixa perder a esperança em “outro mundo é possível”.
Através de Isaías se configura o projeto profético de Jesus: o anúncio do Reino de Deus, denunciando tudo que faz parte do anti-reino na sociedade, apontando para a possibilidade de mudança dessa realidade.
A imagem do convite ao banquete abre um caminho para ler em chave profética, o evangelho já que a partir da tradição de Isaias encontramos o convite para a festa, à qual acudiram todos os povos e será no “monte”, o lugar do encontro com Deus.
São Paulo, a partir da conhecida frase “tudo posso naquele que me conforta”, nos coloca na mesma linha de Isaias: o Senhor Deus saciará todas as nossas necessidades na pessoa de Cristo, na abundancia e na escassez, na abertura e na fome. Cristo é tudo para nós.
Lendo detidamente as três leituras da liturgia de hoje, nos deparamos com um fio condutor que, seguindo a imagem do banquete, nos permite saborear o gosto desta palavra que hoje tem sabor de alimento, esse mesmo que escasseia em muitos lugares do terceiro mundo e causa a morte de tantos.
A comunidade de Mateus responde à pergunta “o que é o Reino de Deus?”. Ele nos apresenta sua resposta a partir da imagem de um banquete de bodas, que se realiza em uma cidade (v. 7: mandou matar os homicidas e ateou fogo em sua cidade).
O Reino de Deus é um banquete ao qual todos são convidados e têm um lugar, onde há alimento para todos e todas, com a conotação de transformar uma realidade histórico-social má e injusta em outra boa e justa, o reino de Deus é como no banquete: há lugar para todos e exige corrigir as práticas que vão contra este principio, isto é, tudo que seja anti-reino.
A parábola expressa a relação entre o Senhor e seus convidados. Entre eles há duas categorias. Em primeiro lugar, alguns, que eram donos de campos e negócios, além de assassinos; estes não são dignos de entrar no Reino de Deus, por isso se auto-excluem da proposta do Reino que Deus nos oferece. O segundo tipo de convidados: estavam nas encruzilhadas dos caminhos e eram pessoas da rua, maus e bons, de tudo que há na vinha do Senhor. A sala, que havia sido preparada com toda etiqueta para o primeiro tipo de convidados, se encheu deste segundo tipo de comensais, nos quais não se havia pensado inicialmente. Para eles o banquete é agora. Chegou o momento, é sua oportunidade: o “Kayrós”, o tempo de participar ativamente na realização do projeto de Deus, as bodas de Deus com a humanidade.
Os primeiros convidados, “não dignos”, foram chamados três vezes ao banquete, porém não fizeram caso, pois estavam ocupados, cuidando de suas coisas e interesses. Os outros participantes, que não haviam recebido um primeiro convite oficial, aceitam e acolhem, animados, o convite informal para desfrutar do banquete das bodas...
Essa diferença de atitude permite constatar que há, claramente, diversas formas de responder ao chamado a participar na construção do Reio de Deus. Por isso, diz o evangelho, que “são muito os chamados e poucos os escolhidos”.
O v. 11 acrescenta um elemento novo à parábola, que muda a perspectiva: a presença do Rei oferece a chave que indica uma idéia de juízo, que recai sobre cada um dos convidados que estão desfrutando do banquete; faz sentido, então, a pergunta pela veste de festa, pois entre os convidados há alguém que não está devidamente vestido, isto é, que não está preparado e é lançado fora, para as trevas. É interessante perceber como o evangelho coloca as trevas no lado de fora do banquete, da comunidade, da igreja...
A partir desta historia, que tem como eixo central expressões a realidade do Reino de Deus, os convidados, a presidência do banquete, seria bom o questionamento: a que grupo de convidados nos assemelhamos? Que atitude assumimos diante do convite para participar do Reino? Somos sensíveis diante do conflito reino anti-reino? Estamos preparados (vestidos de festa) para assumir as exigências do Reino?
Apesar de tudo que foi dito, cabe-nos assumir a “objeção à totalidade” que muitos ouvintes e pessoas cultas e com verdadeira sensibilidade para os problemas atuais, vão sentir diante do texto do evangelho e diante da cosmovisão teológica a qual lançamos mão para explicá-la e aplicá-la. A sensação certa, ainda em muitos que não se consiga expressar com nitidez, é que este tipo de metáforas globais são profundamente inadequadas, estão gastas e ultrapassadas e não somente não dizem nada (por isso precisam de tanta explicação) como também se tornam ininteligiveis e até produzem rejeição. Como afirma a teóloga Sally McFague, são metáforas não somente obsoletas, mas perniciosas. Com toda probabilidade, Jesus já não as usaria hoje, e ficaria pasmo de ver muitos domingos dando volta em torno delas, querendo dar vida a uma simbologia e uma doutrina que estão mortas. É outro tema muito importante que precisamos nos acostumar a propor mais e mais. (cf.: “Fazem falta novas imagens religiosas”, Agenda Latino-americana 2011, p. 228). Acessível também no Arquivo digital da Agenda: serviciokoinonia.org/agenda/archivo

Oração Final: Pai Santo queremos ser dissípulos missionários, terra boa e dar frutos para o Teu Reino de Amor. Nós Te pedimos Senhor que fosse aceito por todos nós a Palavra de Jesus; que nos ensines a cultivá-la com carinho e dedicação; e que nos ajudes na sua partilha com os irmãos. Pelo mesmo Jesus, Teu Filho e nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém...

Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!