INVOCAÇÕES Espírito
de Cristo de Cristo, santificai-me. ‘Coração de Cristo vivificai-me. Corpo de
Cristo salvai-me.’ Sangue de Cristo inebriai-me. ‘Água do lado de Cristo
lavai-me. Paixão de Cristo confortai-me.’ Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS
chagas escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno
defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para
que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.
Hoje é domingo, 01 de
abril de 2012
Tema do
Dia
BENDITO O QUE VEM EM
NOME DO SENHOR. HOSANA NO MAIS ALTO DOS CÉUS!
Oração: Eu seguro
minha mão na sua, uno meu coração ao seu, Para que juntos, possamos fazer
aquilo que sozinho não consigo. Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para
aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que
podem e Sabedoria para distinguir uma das outras. Por Jesus Cristo, vosso
Filho, e Nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amem!
Vermelho.
Domingo de Ramos da Paixão do Senhor Quaresma.
Primeira Leitura
Leio cuidadosamente
a Palavra de Deus indicada pela Igreja, que me ajudará a
viver como verdadeiro cristão.
Leitura do Livro do Profeta Isaías - 4 O
Senhor Javé me deu a capacidade de falar como discípulo, para que eu saiba
ajudar os desanimados com uma palavra de coragem. Toda manhã ele faz meus
ouvidos ficar atentos para que eu possa ouvir como discípulo. 5 O Senhor Javé
abriu meus ouvidos e eu não fiz resistência nem recuei. 6 Apresentei as costas
para aqueles que me queriam bater e ofereci o queixo aos que me queriam
arrancar a barba, e nem escondi o meu rosto dos insultos e escarros. 7 O Senhor
Javé me ajuda, por isso não me sinto humilhado; endureço o meu rosto como
pedra, porque sei que não vou me sentir fracassado.
Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Isaías 50, 4 – 7
Meu encontro com
Deus
Minha expressão de
louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.
Salmo Responsorial: 21(22), 8 –
9. 17 – 18a. 19 – 20. 23 – 24 (R.2a)
REFRÃO: Meu Deus, meu Deus, por
que me abandonastes?
1. Riem de mim todos aqueles
que me vêem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: 'Ao Senhor se confiou, ele o
liberte e agora o salve, se é verdade que ele o ama!' - R.
2. Cães numerosos me rodeiam
furiosos, e por um bando de malvados fui cercado. Transpassaram minhas mãos e
os meus pés e eu posso contar todos os meus ossos. Eis que me olham e, ao
ver-me, se deleitam! - R.
3. Eles repartem entre si as
minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não
fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro! - R.
4. Anunciarei o vosso nome a
meus irmãos e no meio da assembléia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao Senhor
Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o toda
a raça de Israel! - R.
Penso na existência
de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior,
coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de
oração.
Hoje eu vou
experimentar e viver o entendimento em minha
vida!!! Ó
Espírito Santo
conceda-me o dom do Entendimento, para que,
iluminado pela luz celeste da Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da
salvação e da doutrina na Santa Religião.
Segunda leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra
de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses - 6 Ele tinha
a condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus. 7 Pelo
contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se
semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como simples homem, 8 humilhou-se
a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz! 9 Por isso,
Deus o exaltou grandemente, e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro
nome; 10 para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e
sob a terra; 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a
glória de Deus Pai. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Filipenses 2, 6 – 11
Pela verdadeira fé
que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da
promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós. É bom lembrar que
ser cristão consiste, fundamentalmente, em promover a solidariedade, a
misericórdia e a justiça, em compreender que a vida do ser humano é o bem mais
valioso e sagrado que existe. O cristão de coração é aquele que ama a Deus, ama
os seus irmãos que são templos dele e procura servir a Deus no serviço aos
irmãos e irmãs, na valorização da pessoa humana e promoção da sua dignidade. O
cristão de coração fala pouco e nem sempre sabe falar bonito, mas ama muito, é
solidário, generoso e fraterno.
O evangelho do Dia:
Queremos,
estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer
através do evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos - 1
Faltavam dois dias para a festa da Páscoa e para a festa dos Ázimos. Os chefes
dos sacerdotes e os doutores da Lei procuravam um modo esperto de prender Jesus
e depois matá-lo. 2 Eles diziam: «A fim de que, durante a festa, não haja
confusão no meio do povo.» 3 Jesus estava em Betânia, na casa de Simão, o
leproso. Enquanto faziam a refeição, chegou uma mulher com um vaso de
alabastro, cheio de um perfume de nardo puro, muito caro. Ela quebrou o vaso, e
derramou o perfume na cabeça de Jesus. 4 Alguns que aí estavam ficaram com
raiva, e comentavam: «Por que desperdiçar esse perfume? “5 O perfume poderia
ser vendido por mais de trezentas moedas de prata, que poderiam ser dadas aos
pobres.» E criticavam a mulher. 6 Mas Jesus disse a eles: «Deixem-na. Por que
vocês a aborrecem? Ela está me fazendo uma coisa muito boa. 7 Vocês terão
sempre os pobres com vocês, e poderão fazer-lhes o bem quando quiserem. Mas eu
não vou estar sempre com vocês. 8 Ela fez o que podia: derramou perfume em meu
corpo, preparando-o para a sepultura. “9 Eu garanto a vocês: por toda a parte,
onde a Boa Notícia for pregada, também contarão o que ela fez, e ela será
lembrada.» 10 Judas Iscariotes, um dos doze discípulos, foi ter com os chefes
dos sacerdotes, para entregar Jesus. 11 Eles ficaram muito contentes quando
ouviram isso, e prometeram dar dinheiro a Judas. Então Judas começou a procurar
uma boa oportunidade para entregar Jesus. 12 No primeiro dia dos Ázimos, quando
matavam os cordeiros para a Páscoa, os discípulos perguntaram a Jesus: «Onde
queres que vamos preparar para que comas a Páscoa?» 13 Jesus mandou então dois
de seus discípulos, dizendo: «Vão à cidade. Um homem carregando um jarro de
água virá ao encontro de vocês. Sigam-no 14 e digam ao dono da casa onde ele
entrar: ‘O Mestre manda dizer: Onde é a sala em que eu e os meus discípulos
vamos comer a Páscoa?’ 15 Então ele mostrará para vocês, no andar de cima, uma
sala grande, arrumada com almofadas. “Preparem aí tudo para nós.» 47 Mas um dos presentes puxou a
espada, e feriu o empregado do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha. - Palavra
da salvação. Glória a vos Senhor.
Marcos 14, 1 - 15,
47
No silêncio do meu
coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por
sua mensagem ao longo deste dia.
"Reflexão da
Palavra"
Paixão
de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Vamos fazer um comentário
pensando nas pessoas do povo, com suas preocupações diárias da vida. Pra
começar, vale a pergunta: É possível celebrar a semana santa de uma forma
alternativa? Comecemos perguntando: o que sentem o que sentimos, diante da
semana santa? Muitos trabalhadores, profissionais dos mais variados setores, e
também intelectuais, ou pessoas de alguma cultura, se sentem mal quando, na
semana santa, pela significação especial de tais dias, ou para acompanhar a
família, e pela lembrança de uma infância e juventude religiosa, entram em uma
igreja, captam o ambiente e escutam a pregação.
Sentem-se imersos de novo
naquele mundo de conceitos, símbolos, referencias bíblicas, que transmitem uma
mensagem em base a uma crença fora do tempo, mas que já não se encontra em
nenhum outro setor da vida: o tema é o da “redenção”. Estamos na semana santa,
e o que celebramos é o grande mistério de todos os tempos, o mais importante
acontecimento: a redenção.
O “homem” foi criado por Deus
(só em segundo plano a mulher), porém esta, a mulher, convenceu o varão a
comerem juntos uma fruta proibida por Deus. Foi uma queda e o plano de Deus
veio abaixo, foi interrompido, e precisou ser substituído por um novo plano, o
plano da redenção, para redimir o ser humano em “desgraça com Deus” desde o
momento da prática daquele “pecado original”, devido à infinita ofensa que tal
“pecado” infringiu a Deus.
Esse novo plano, de redenção,
exigiu a “vinda de Deus ao mundo”, mediante sua encarnação em Jesus, para assumir
assim nossa representação jurídica diante de Deus e “pagar” por nós a Deus uma
reparação adequada por semelhante ofensa infinita. E por isso Jesus sofreu
indizíveis tormentos em sua
Paixão e Morte, para “reparar” a ofensa, redimindo dessa
forma a humanidade, e conseguindo o perdão de Deus e o resgate do poder e
domino do pecado.
Esta é a interpretação, a
teologia sobre a qual se constroem e giram a maior parte das interpretações em
curso durante a semana santa. E este é o ambiente diante do qual muitos crentes
de hoje se sentem mal. Diante de tais sensações sentem-se asfixiados. Vêem-se
transladados a um mundo que nada tem com o mundo real de cada dia, nem com o da
ciência, com a informação, o com o sentido mais profundo de sua vida. Por este
mal estar, outros cristãos deixaram a semana santa tradicional e a própria
Igreja.
Há outra forma de entender a
Semana Santa, que não nos obrigue a transitar pelo mundo dessa teologia na qual
tantos já não cremos?
Podemos não crer em tal
teologia. Não se trata de nenhum dogma de fé. Trata-se de uma maravilhosa
construção interpretativa do mistério de Cristo, graças à genialidade medieval
de santo Anselmo de Canterbury, que a partir de sua visão de direito romano,
construiu, “imaginou” uma forma de explicar para si mesmo, e conforme o
contexto cultural da época, o sentido da morte de Jesus. Condicionado por
muitas crenças, próprias da Idade Média, fez o que pode e o fez bem feito:
elaborou uma fantástica interpretação que cativou tanto as mentes de seus
coetâneos que perdurou até o século XX. Por este feito, é preciso felicitar
santo Anselmo, sem dúvida.
O Concílio Vaticano II é o
primeiro momento eclesial que supõe um certo abandono da hipótese da Redenção,
ou uma interpretação da significação de Jesus para além da redenção. Sem
dúvida, nos documentos conciliares aparece a materialidade do conceito,
numerosas vezes inclusive, porém a estrutura do pensamento e da espiritualidade
conciliar vão muito mais além. O significado de Jesus para a Igreja
pós-conciliar deixa passar pela redenção, pelo pecado original, pelos terríveis
sofrimentos expiatórios de Jesus e pela genial “substituição penal
satisfatória” idealizada por Anselmo de Canterbury.
Desaparecem estas referencias,
e quando ouvidas, soam estranhas, incompreensíveis, ou causam rejeição. É o
caso do filme de Mel Gibson, que foi rejeitado por muito espectadores crentes,
não por outra coisa senão pela imagem do “Deus cruel e vingador” que dava por
suposta, imagem que, evidentemente, hoje não somente já não se crê, mas que
convida veementemente à rejeição.
Como celebrar a semana santa
quando se é um cristão que já não comunga com essas crenças? A pessoa se sente
profundamente cristão, admirador de Jesus, discípulo seu, seguidor de sua
causa, lutador por sua Utopia... porém sente-se mal nesse outro ambiente
asfixiante das representações da paixão ao nove e velho estilo de Mal Gibson,
dos via-crúcis, os passos da semana santa, das meditações das sete palavras,
das horas santas que retomar repetitivamente as mesmas categorias teológicas de
santo Anselmo do século XI... estando como estamos no século XXI.
Por trás da semana santa que
celebramos não deixam de estar aí, mesmo que bem longe, as raízes ancestrais,
as festa que os indígenas originários já celebravam sobre a base certa do
equinócio astronômico. Trata-se de uma festa que evoluiu muito criativamente ao
ser herdada de um povo a outro, de uma cultura a outra, de uma religião a
outra. Uma festa que foi herdada e recriada também pelos nômades israelitas com
a festa do cordeiro pascal, e depois transformada pelos israelitas sedentários
como que a festa dos pães ázimos, como lembrança e atualização da Páscoa, pedra
angular da identidade israelita... Festa que os cristãos logo cristianizaram
como a festa da Ressurreição de Cristo e que somente mais tarde, com o devir
dos séculos, na obscura Idade Media, ficou opaca sob a interpretação jurídica
da redenção por obra do genial santo já mencionado.
Podemos pensar que “outra
semana santa é possível”... e urgente! Mesmo não havendo espaço para
desenvolver aqui uma nova interpretação desta festa, podemos por enquanto
aliviar aos que se sentiam culpado pelo desejo de que ‘outra semana santa é
possível’, e convidar também a todos à criatividade, livre, consciente,
responsável e gozosa. Certamente não vai ser possível em todas as partes ou em
qualquer contexto, porém o será em muitas comunidades concretas. Se não é
possível na minha comunidade, poderá sê-lo em alguma outra comunidade mais
livre e criativa que talvez não esteja muito longe da minha... por que não
perguntar, por que não buscar essa comunidade?
Oração Comunitária: Deus, pai
nosso, tu enviaste teu Filho entre nós, para que descubramos todo o amor que
nos tens. E quando nós respondemos a esse amor com nossa rejeição, matando a teu
filho, tu não voltaste atrás, mas que seguiste adiante com teu plano de ser
nosso melhor amigo. Abranda nossos corações para que saibamos responder a teu
amor com o nosso. Por Cristo nosso Senhor.
Oração: Pais Santos nós
queremos ser dissípulos missionários, terra boa e dar frutos para o Teu Reino
de Amor. Nós Te pedimos Senhor que fosse aceito por todos nós a Palavra de
Jesus; que nos ensines a cultivá-la com carinho e dedicação; e que nos ajudes
na sua partilha com os irmãos. Pelo mesmo Jesus, Teu Filho e nosso Senhor, na
unidade do Espírito Santo. Amém...
Repouse ó Santo
Espírito em minha alma,
e conduze-me com o
fogo do vosso amor!



