domingo, 24 de abril de 2011

PÁSCOA DA RESSIRREIÇÃO:DOMINGO DIA DO SENHOR.

JESUS RESSUSCITADO.
INVOCAÇÕE Espírito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me.  E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 24 de abril 2011

Tema do Dia

ELE DEVIA RESSUSCITAR DOS MORTOS!

Oração
Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu,
Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo.
 Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que podem e Sabedoria para distinguir uma das outras. Por Jesus Cristo, vosso Filho, Nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amem!

PÁSCOA DA RESSIRREIÇÃO
(branco, glória, seqüência, creio, pref. da Páscoa I - I semana do saltério)

Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura dos Atos dos Apóstolos - Naqueles dias, 34 Pedro então começou a falar: «De fato, estou compreendendo que Deus não faz diferença entre as pessoas. 37 Vocês sabem o que aconteceu em toda a Judéia, a começar pela Galiléia, depois do batismo pregado por João. 38 Eu me refiro a Jesus de Nazaré: Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder. E Jesus andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os que estavam dominados pelo diabo; porque Deus estava com Jesus. 39 E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles mataram a Jesus, suspendendo-o numa cruz. 40 Deus, porém, o ressuscitou no terceiro dia e lhe concedeu manifestar a sua presença, 41 não para todo o povo, mas para as testemunhas que Deus já havia escolhido: para nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ele ressuscitou dos mortos. 42 E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos. “43 Sobre ele todos os profetas dão o seguinte testemunho: todo aquele que acredita em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados.» - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Atos dos Apóstolos 10, 34. 37 – 43

Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 117(118), 1 – 2. 16 – 17. 22 – 23 (R.24)
REFRÃO: Este é o dia que o Senhor fez para nós:/alegremo-nos e nele exultemos!

1. Aleluia. Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque eterna é a sua misericórdia. Diga a casa de Israel: Eterna é sua misericórdia. - R.

2. A destra do Senhor fez prodígios, levantou-me a destra do Senhor; fez maravilhas a destra do Senhor. Não hei de morrer; viverei para narrar às obras do Senhor. - R.

3. A pedra rejeitada pelos arquitetos tornou-se a pedra angular. Isto foi obra do Senhor, é um prodígio aos nossos olhos. - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver o conselho em minha vida!!!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Conselho, tão necessário nos melindrosos passos da vida, para que escolha sempre aquilo que mais Vos seja do agrado, e siga em tudo, Vossa divina graça e saiba socorrer meu próximo com bons conselhos.

Segunda leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da carta de São Paulo aos Colossenses-Irmãos,  1 Se vocês foram ressuscitados com Cristo, procurem as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus.  2 Pensem nas coisas do alto, e não nas coisas da terra.  3 Vocês estão mortos, e a vida de vocês está escondida com Cristo em Deus.  4 Quando Cristo se manifestar, ele que é a nossa vida, então vocês também se manifestarão com ele na glória. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Colossenses 3, 1 – 4

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós. É bom lembrar que ser cristão consiste, fundamentalmente, em promover a solidariedade, a misericórdia e a justiça, em compreender que a vida do ser humano é o bem mais valioso e sagrado que existe. O cristão de coração é aquele que ama a Deus, ama os seus irmãos que são templos dele e procura servir a Deus no serviço aos irmãos e irmãs, na valorização da pessoa humana e promoção da sua dignidade. O cristão de coração fala pouco e nem sempre sabe falar bonito, mas ama muito, é solidário, generoso e fraterno.

O evangelho do Dia
Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João – Naquele tempo, 1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus bem de madrugada, quando ainda estava escuro. Ela viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2 Então saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo que Jesus amava. E disse para eles: «Tiraram do túmulo o Senhor, e não sabemos onde o colocaram.» 3 Então Pedro e o outro discípulo saíram e foram ao túmulo. 4 Os dois corriam juntos. Mas o outro discípulo correu mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao túmulo. 5 Inclinando-se, viu os panos de linho no chão, mas não entrou. 6 Então Pedro, que vinha correndo atrás, chegou também e entrou no túmulo. Viu os panos de linho estendidos no chão 7 e o sudário que tinha sido usado para cobrir a cabeça de Jesus. Mas o sudário não estava com os panos de linho no chão; estava enrolado num lugar à parte. 8 Então o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo, entrou também. Ele viu e acreditou. 9 De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura que diz: «Ele deve ressuscitar dos mortos.» - Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
João 20, 1 - 9

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia.

"Reflexão da Palavra"

Fica conosco, pois já é tarde.
(A-) Comentário comum
A primeira leitura dos atos reflete o esforço das primeiras comunidades por apresentar o ministério de Jesus em forma simples e atrativa. O texto que lemos hoje é uma espécie de “credo”, kerigma, ou anuncio fundamental. São narrados os acontecimentos da missão de Jesus e o significado de sua ação para os pobres. Logo se dá uma grande ênfase no trabalho da comunidade como testemunha da ressurreição.
A comunidade cristã sempre esteve interessada em comunicar o significado e valor da vida, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré e não somente em narrar o acontecimento como tal. Toda a vida apostólica de Jesus foi concentrada nessa pregação, destinada a mostrar aos novos discípulos como a ação do Mestre da Galileia que perdura na obra da comunidade.
O discurso de Pedro conserva a lembrança fidedigna do que eles, os apóstolos, pregavam depois da ressurreição de Jesus. É o chamado “kerigma” ou proclamação solene do núcleo da fé cristã, destinada aos judeus e aos pagãos, convidando-os a crer em Jesus Cristo, a confiar nele e a ingressar na sua Igreja.
Não se trata de uma ideologia nem de um código moral detalhado. Trata-se do anuncio dos acontecimentos que acabamos de celebrar na semana santa: a vida de Jesus de Nazaré, circunscrita geograficamente desde a Galileia, ao norte do país, até Jerusalém, a capital.
Sua pregação e seus milagres são sinais da misericórdia de Deus. Sua morte na cruz e sua ressurreição dentre os mortos, da qual os apóstolos foram constituídos testemunhas fidedignas. Aos seus ouvintes e a nós hoje, Pedro exorta a crer em Jesus Cristo para obter a salvação.
Este é o conteúdo fundamental de nossa fé, que todos devemos testemunhar alegremente com nossa vida e com nossas palavras. Porque são fatos salvadores, libertadores, pelos quais Deus se doa como Pai, perdoando nossos pecados e dando-nos sentido à nossa vida, às vezes tão extraviada e tão sofrida.
Na segunda leitura, da carta aos Colossenses, recebemos o convite a radicalizar nosso estilo de vida cristã. A exortação a buscar os bens “de cima” não é uma maneira de legitimar a evasão de nossas responsabilidades no presente, mas, pelo contrario, um convite a assumir o projeto de Jesus, a partir da sua perspectiva e dos valores por ele proclamados.
Os valores de cima são os valores que, em sua vida histórica, proclamou e viveu o ressuscitado: o amor universal, a justiça e a solidariedade. Os valores que nos conduzem a ele, para sua experiência de ressurreição. Os valores do “mundo” são aqueles modos de vida que imperam nos sistemas que impõem o egoísmo, o individualismo e o acúmulo de bens. Por “mundo” não se entende nossa existência histórica como tal, mas as organizações humanas que criam modos de vida, com freqüência incompatíveis com o evangelho.
O evangelho de João nos fala hoje, precisamente, desse conjunto de dificuldades que obscurecem o entendimento humano e o tornam incapaz de compreender as verdades da fé. Os discípulos não devem ir em busca do Mestre no sepulcro.
O lugar de Jesus de Nazaré não está entre os mortos, mas na presença de Deus, de onde anima a comunidade a continuar sua missão. Maria Madalena compreende perfeitamente este acontecimento e, no profundo do coração, experimenta uma alegria transbordante quando descobre que o lugar para buscar o seu Senhor não é o cemitério.
Pedro e o outro discípulo correm, alertados pela voz de Madalena. Porém, somente o outro discípulo compreende o significado da ausência de Jesus. Pedro examina o túmulo e os panos, porém seu entendimento ainda está preso aos seus temores.
O evangelho conclui com a frase: “Até então não haviam compreendido a Escritura”, para mostrar como a comunidade de crentes teve de percorrer um longo caminho antes de compreender o significado e o alcance histórico da ressurreição de Jesus. Enquanto eles e elas ainda choravam de dor pela ausência do Mestre, ele já estava animando a vida da comunidade na eucaristia, na vida comunitária e na solidariedade para com os mais pobres.
O texto nos convida a fazer um caminho de fé que nos faça compreender o significado da ressurreição de Jesus para nossas vidas. Não basta correr de um lado para outro buscando o Senhor sem compreender o que significa sua ressurreição.
É necessário aprender a descobrir nos sinais de morte ou o gérmen da vida. Aí onde o discípulo desprevenido experimenta o vazio da tumba, o “outro discípulo”, o que ama intensamente ou entranhavelmente o Senhor, descobre a manifestação mais profunda do Deus da vida.
B) Segundo esquema
Como em outros anos, incluímos aqui um segundo esquema de homilia, nitidamente na linha da espiritualidade latino-americana da libertação, que intitulamos “O Ressuscitado é o Crucificado”.
O que não é a ressurreição de Jesus
Pode-se dizer teologicamente que a ressurreição de Jesus não é um fato “histórico”, com isto não se quer dizer que seja um fato irreal, mas que sua realidade está mais além do físico. A ressurreição de Jesus não é um fato realmente que possa ser registrado pela historia: ninguém teria a possibilidade de fotografar a ressurreição.
Objeto de nossa fé, a ressurreição de Jesus é mais que um fenômeno físico. De fato, os evangelhos não narram a ressurreição: ninguém a viu. As testemunhas falam a partir de suas experiências de crentes: sentem que o ressuscitado “está vivo”, porém não são testemunhas do fato mesmo da ressurreição.
A ressurreição de Jesus não tem semelhança alguma com o “reavivamento” de Lázaro. Jesus não voltou a esta vida nem aconteceu a reanimação de um cadáver (de fato, em teoria, não teríamos problema em acreditar na ressurreição de Jesus ainda que seu cadáver houvesse ficado entre nós, porque o corpo ressuscitado não é, sem mais, o cadáver).
A ressurreição (tanto de Jesus quanto a nossa) não é uma volta para trás, mas um passo adiante, um passo para outra forma de vida, a vida de Deus.
Importa realçar este aspecto para que nos demos conta de que nossa fé na ressurreição não é a adesão a um “mito” como ocorre em tantas religiões, que possuem seus mitos de ressurreição. Nossa afirmação da ressurreição não tem por objetivo um fato físico, mas uma verdade de fé com um sentido mais profundo, que é o que queremos desenvolver.
A “boa noticia” da ressurreição foi conflitiva
Uma primeira leitura de Atos provoca estranheza: por que a notícia da ressurreição suscitou a ira e a perseguição por parte dos judeus? Noticias de ressurreição não eram tão infreqüentes naquele mundo religioso. Não deveria ofender a ninguém a noticia de que alguém tivesse tido a sorte de ser ressuscitado por Deus.
Contudo, a ressurreição de Jesus foi recebida com uma gravidade extrema por parte das autoridades judaicas. Faz pensar no forte contraste com a situação atual: hoje ninguém se irrita ao escutar essa notícia. A ressurreição de Jesus hoje provoca indiferença? Por que esta indiferença? Será que não anunciamos a mesma ressurreição? Ou não anunciamos a mesma coisa no anúncio da ressurreição de Jesus?
Lendo mais atentamente o livro de Atos, percebe-se que o anúncio mesmo que faziam os apóstolos tinha um ar polêmico: anunciavam a ressurreição “desse Jesus a quem vocês crucificaram”. Isto é, não anunciavam a ressurreição em abstrato, como se a ressurreição de Jesus fosse simplesmente a afirmação do prolongamento da vida depois da morte.
Tampouco estavam anunciando a ressurreição de alguém qualquer, como se o que importante fosse simplesmente que um ser humano, qualquer que fosse, havia transpassado as portas da morte.
O crucificado e o ressuscitado
Os apóstolos anunciavam uma ressurreição muito concreta: a daquele homem chamado Jesus, a quem as autoridades civis e religiosas haviam rejeitado, excomungado e condenado. Quando Jesus foi atacado pelas autoridades, ficou só. Seus discípulos o abandonaram, e Deus mesmo guardou silencio como se estivesse de acordo. Tudo parecia concluir com a crucificação.
Porém, aí ocorreu algo. Uma experiência nova e poderosa se lhes impôs: sentiram que estava vivo. Foram invadidos por uma certeza estranha: que Deus confirmava a missão de Jesus e se empenhava em reivindicar seu nome e sua honra.
Jesus está vivo; não puderam vencê-lo com a morte. Deus o ressuscitou, sentou-o à sua direita, confirmando a veracidade e o valor de sua vida, de sua palavra, de sua Causa. Jesus tinha razão e não as autoridades que o expulsaram deste mundo e desprezaram sua Causa. Deus está do lado de Jesus, Deus respalda a Causa do Crucificado. O crucificado ressuscitou e vive!
E foi isto que verdadeiramente irritou as autoridades judaicas: Jesus deixou-as irritadas estando vivo e, igualmente, estando ressuscitado. Também a elas, o que as irritava não era o fato físico mesmo de uma ressurreição, que um ser humano morra ou ressuscite; o que não podiam tolerar era pensar que a Causa de Jesus, seu projeto, sua utopia, que já haviam considerado tão perigosa em vida e que já acreditavam enterrada, voltasse e se colocasse novamente em pé, isto é, que houvesse ressuscitado. E não podiam aceitar que Deus estivesse se comprometendo por aquele crucificado, condenado e excomungado. Eles acreditavam em outro Deus.
Crer com a fé de Jesus
Porém, os discípulos que redescobriram em Jesus o rosto de Deus (como o Deus de Jesus) compreenderam que Jesus era o Filho, o Senhor, a Verdade, o Caminho, a Vida, o Alfa, o Ômega. A morte não tinha nenhum poder sobre ele. Estava vivo. Havia ressuscitado. E não podiam senão confessá-lo e “segui-lo”, “aderindo à sua Causa”, obedecendo a Deus antes que aos homens, ainda que custasse a vida.
Trata-se de crer que a ressurreição não é para eles a afirmação de um fato físico-histórico, que aconteceu ou não, nem uma verdade teórica abstrata (a vida pós-morte), mas a afirmação contundente da validez suprema da Causa de Jesus, à altura mesma de Deus (à direita de Deus Pai), pela qual é necessário viver e lutar até a doação da própria vida.
E se nossa fé reproduz realmente a fé de Jesus (sua visão da vida, sua opção diante da historia, sua atitude diante dos pobres), será tão conflitiva como o foi na pregação dos apóstolos ou na vida mesma de Jesus.
Se, no entanto, reduzimos a ressurreição de Jesus a um símbolo universal da vida pós-morte, ou à simples afirmação de uma vida para além da morte, ou a um fato físico-histórico que ocorreu há vinte séculos. Então essa ressurreição fica esvaziada do conteúdo que teve em Jesus e já não diz nada a ninguém, nem irrita os poderes deste mundo, mas chega até a desmotivar ou desmobilizar o seguimento e o compromisso pala Causa de Jesus.
O importante não é crer em Jesus, mas crer como Jesus. Não é ter fé em Jesus, mas ter a fé de Jesus: sua atitude diante da história, sua opção pelos pobres, sua proposta, sua luta decidida, sua Causa.
Crer lucidamente em Jesus na América Latina, ou neste Continente “cristão”, onde a noticia de sua ressurreição já não irrita a tantos que invocam seu nome para justificar inclusive as atitudes contrarias às de Jesus, implica voltar a descobrir o Jesus histórico e o sentido da fé na ressurreição.
Crendo com essa fé de Jesus, as “coisas de cima” e as da terra não são já duas direções opostas, nem sequer distintas.
As “coisas de cima” são da Terra Nova que está enxertada já aqui embaixo. É preciso fazê-la nascer no doloroso parto da História, sabendo que nunca será fruto adequado de nossa planificação, mas dom gratuito daquele que vem. Buscar as “coisas de cima” não é esperar passivamente que soe a hora escatológica (que já soou na ressurreição de Jesus), mas tornar realidade em nosso mundo o Reinado do Ressuscitado e sua Causa: Reino de vida, de Justiça, de Amor e de Paz.
Oração comunitária
Ó Deus, origem e fonte de nossa vida, que nos enches de alegria por ocasião das festas da Páscoa, ajuda-nos. Renovados pela grande alegria experimentada pela comunidade, queremos trabalhar sempre para vencer a morte e fazer crescer a vida, até que a experimentemos em sua consumação plena. Por teu Filho Jesus, morto e ressuscitado. Amém.
Complementamos a reflexão com este soneto de Dom Pedro Casaldáliga:
“Eu mesmo O verei”
E seremos nós, para sempre,
Como é Tu o que foste, em nossa terra,
Companheiro de todos os caminhos.
Seremos o que somos, para sempre,
Porém gloriosamente restaurados,
Como são tuas essas cinco chagas,
Imprescritivelmente gloriosas.
Como Tu és o que foste humano, irmão,
Exatamente igual na tua morte,
Jesus, o mesmo e totalmente outro,
Assim seremos para sempre, exatos,
O que fomos, somos e seremos,
Totalmente outros, porém, tão nós mesmos.

Oração Final
Pai Santo, que assumiste a nossa humanidade na encarnação de Teu Filho amado, dá-nos sabedoria e força para que também nós nos tornemos discípulos missionários. Um povos que sofrem fome no mundo ou que estejam sedentos de justiça, de paz e de verdade e Vida em abundância. Por meio de seu Filho permita que todos os povos possam satisfazer suas necessidades e avancem para a comunhão fraterna de amizade e solidariedade. Contigo, revelando aos irmãos à luz interior do Teu Espírito que habita em nós; Pelo mesmo Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!