domingo, 8 de abril de 2012

HOJE É DOMINGO DE PASCOA. DIA DO SENHOR. A GRANDE VITORIA DE JESUS POR NOSSOS PECADOS. JESUS MORREU POR TODOS NÓS PARA NOS DAR DE PRESENTE A SALVAÇÃO E ENTROCA ELE SÓ QUER QUE NOS AMAMOS UNS AOS OUTROS QUE BARATINHO NÃO É? REFLETIMOS SOBRE ISSO.

INVOCAÇÕES: Espírito de Cristo santificai-me. “Coração de Cristo vivificai-me. Corpo de Cristo salvai-me. Sangue de Cristo inebriai-me. Água do lado de Cristo lavai-me. Paixão de Cristo confortai-me. Ó bom Jesus ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me.  E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.


Hoje é domingo, 08 de abril de 2012

Tema do Dia
ELE DEVIA RESSUSCITAR DOS MORTOS!

Oração depois da Santa comunhão: Ó Deus, que este sacramento da caridade nos inflame em vosso amor, e sempre voltado para o vosso Filho, aprendamos a reconhecê-lo em cada irmão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem!

Domingo da Páscoa

 Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura dos Atos dos Apóstolos - Naqueles dias, 34 Pedro então começou a falar 37 Vocês sabem o que aconteceu em toda a Judéia, a começar pela Galiléia, depois do batismo pregado por João. 38 Eu me refiro a Jesus de Nazaré: Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder. E Jesus andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os que estavam dominados pelo diabo; porque Deus estava com Jesus. 39 E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles mataram a Jesus, suspendendo-o numa cruz. 40 Deus, porém, o ressuscitou no terceiro dia e lhe concedeu manifestar a sua presença, 41 não para todo o povo, mas para as testemunhas que Deus já havia escolhido: para nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ele ressuscitou dos mortos. 42 E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos. “43 Sobre ele todos os profetas dão o seguinte testemunho: todo aquele que acredita em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados.» - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Atos dos Apóstolos 10, 34. 37 – 43

Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo Responsorial: 117(118), 1 – 2. 16ab – 17. 22 – 23 (R.24)
REFRÃO: Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!

1. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! 'Eterna é a sua misericórdia!' casa de Israel agora o diga: 'Eterna é a sua misericórdia!' - R.

2. A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, Não morrerei, mas ao contrário, viverei para cantar as grandes obras do Senhor! - R.

3. 'A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular. Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: Que maravilhas ele fez a nossos olhos! - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver o temor de Deus em minha vida!!!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Temor de Deus, para que eu me lembre sempre, com suma reverência e profundo respeito, da Vossa divina presença e de seu incondicional amor para conosco
.


Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses Irmãos, 1 Se vocês foram ressuscitados com Cristo, procurem as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. 2 Pensem nas coisas do alto, e não nas coisas da terra. 3 Vocês estão mortos, e a vida de vocês está escondida com Cristo em Deus. 4 Quando Cristo se manifestar, ele que é a nossa vida, então vocês também se manifestarão com ele na glória. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Colossenses 3, 1 – 4

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós.

O evangelho do Dia: Queremos estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João - 1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus bem de madrugada, quando ainda estava escuro. Ela viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2 Então saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo que Jesus amava. E disse para eles: «Tiraram do túmulo o Senhor, e não sabemos onde o colocaram.» 3 Então Pedro e o outro discípulo saíram e foram ao túmulo. 4 Os dois corriam juntos. Mas o outro discípulo correu mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao túmulo. 5 Inclinando-se viu os panos de linho no chão, mas não entrou. 6 Então Pedro, que vinha correndo atrás, chegou também e entrou no túmulo. Viu os panos de linho estendidos no chão 7 e o sudário que tinha sido usado para cobrir a cabeça de Jesus. Mas o sudário não estava com os panos de linho no chão; estava enrolado num lugar à parte. 8 Então o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo, entrou também. Ele viu e acreditou. 9 De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura que diz: «Ele deve ressuscitar dos mortos.» - Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
João 20, 1 – 9

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia.

"Reflexão da Palavra"
 Ele devia ressuscitar dos mortos.
A Ressurreição de Jesus comporta um “não decidido à impunidade e à violência. Jesus não ressuscita para reivindicar sua morte, mas para proclamar que a Vida plena é a vontade de Deus. Nele os verdugos, nem os acusadores, nem os traidores tem a última palavra. Somente Deus leva a voz constante, pois somente ele é capaz de dirigir a história de maneira imprevista e insuspeita.
A festa cristã da Páscoa é, sobretudo, uma festa da vida recuperada, da vida autentica, da capacidade de manter a proposta de Deus por cima da mesquinhez que impõem certas instituições sociais. A páscoa não é uma festa que nasce do desejo de celebrar algum sentimento, mas do desejo de reivindicar uma esperança sustentada com a intransigência da generosidade.
A comunidade se reúne para proclamar que a existência desse simples homem de Nazaré ilumina e muda toda historia humana. Uma historia feita de violências intermináveis, sobre uma terra sedenta de esperança na qual despontam permanentemente as flores recônditas da solidariedade.
A ressurreição nos convida a não sufocar com a sórdida amargura os intermináveis afãs cotidianos. A Páscoa de Jesus nos mostra outro mundo, um mundo que começa justamente nos limites da precariedade de nossa existência; um mundo que não nos alheia, mas que abre nossos olhos para uma vida nova. Uma via que não nasce do voluntarismo  ou do desejo de querer impor uma opinião ou um ponto de vista. Antes o contrário: a ressurreição é primicia de uma vida que nasce do perdão, da misericórdia e da reconciliação. Porque somente quem é capaz de reconhecer o germe da vida futura em meio deste vale de lágrimas, será capaz de recolher a colheita do reino.
A Páscoa é a festa da reconciliação, da esperança, da resistência. Com a ressurreição, Jesus rompe o cerco da impunidade. Sua atitude de reconciliação é um grito de justiça. Jesus perdoa seus algozes porque sabendo que eles estão fanatizados por uma moral que legitima a injustiça. As instituições religiosas e políticas “somente fazem o que sabem”. Instauram a violência e a intolerância como os únicos meios para legitimar seu poder.
Porém, com a ressurreição, Jesus apela para a justiça de Deus que é o absoluto respeito pela vida humana e pela liberdade de todo ser humano. O perdão, então, nasce de uma consciência soberanamente madura e tolerante e os prepara para uma reconciliação verdadeira. Porque a injustiça cometida não é reparada com uma agressão maior. Porque la injusticia cometida no se remedia con una agresión mayor.
Jesus sabe que o perdão não atenua a atrocidade do crime. O perdão questiona a consciência do agressor e a resposta do ofendido. Pois o perdão não é um recurso de emergência para tapar com flores brancas a irremediável fatalidade do crime. Nem é tampouco a vã pretensão de querer superar a violência com a violência. A reconciliação e o perdão nascem de uma fé muito profunda, de uma confiança radial no Deus da Vida, de uma nova maneira de ver a realidade.
A atitude conciliadora é consciente de que a vida social não se rege pela força bruta. A realidade é percebida como um infinidade de laços afetivos que sustentam a existência humana. Desse modo, a historia humana, sob a luz do novo dia, mostra um rosto desconhecido no qual predomina o encontro, a generosidade, a entrega, a confiança, a tolerância e o amor. Uma realidade que não se identifica pela mecânica eficácia dos gestos conhecidos, mas que nos mostra uma nova humanidade com os braços abertos ao mundo. De um lado fica o punho cerrado pela fúria e pela violência e agora as mãos acariciam com suavidade, oferecendo sua palma como gesto de abertura sincera.
Com a ressurreição, a vida humana supera a mera estatística das intermináveis fatalidades para converter-se em uma alternativa irrenunciável: a vida é um direito que não se negocia; a vida é única e cada existência tem um valor infinito. A sacralidade da existência humana se revela como o dado absoluto e inalienável que constitui a vida social. Por esta via é possível propiciar um diálogo criativo, único modo de resolver os irremediáveis conflitos que surgem na convivência inter-humana.
Isto nos leva a meditar sobre um aspecto da ressurreição de Jesus que as vezes esquecemos, porém que é essencial para compreender como uns transformação pessoal, uma transformação interior de um pequeno grupo, é capaz de mudar o rumo da historia dessa comunidade, desse grupo. Isto foi o que aconteceu aos discípulos e discípulas de Jesus quando se encontraram de repente com uma realidade surpreendente que se lhes impôs: Jesus havia ressuscitado.
Não era a ocorrência de algumas mulheres desconsoladas ou de alguns discípulos confundidos. Era a potente experiência de uma comunidade que havia descoberto que Jesus os estava chamando para continuar a missão de anunciar o evangelho aos pobres. Então a ressurreição se converteu em uma experiência tão desconcertante como novidadeira, uma realidade que obrigou a toda a comunidade a revisar suas expectativas e a colocar-se de novo a caminho.
A ação mais palpável da ressurreição de Jesus foi sua capacidade de transformar o interior dos discípulos. O ressuscitado convoca sua comunidade ao redor do evangelho e a enche de seu espírito de perdão. Os corações de todos estavam feridos. Na hora da verdade, todos eram dignos de reprovação: ninguém havia entendido corretamente a proposta do Mestre.
Por isso, quem não havia traído Jesus, o havia abandonado à sua sorte. E se todos eram dignos de reprovação todos estavam necessitados de perdão. Voltar a dar coesão à comunidade de seguidores, dar-lhes coesão interna no perdão mútuo, na solidariedade, na fraternidade e na igualdade... era humanamente impossível. Contudo, a presença e a força interior do ressuscitado conseguiu esse intento.
Quando os discípulos desta primeira comunidade sentem interiormente esta presença transformadora de Jesus e quando a comunicam, é quando realmente experimentam sua ressurreição. E é então quando já lhes sobram todas as provas exteriores da mesma. A imprevista e intempestiva novidade do ressuscitado arranca desde os cimentos das falsas seguranças e anca a toda a comunidade a encarar a missão com uma força e uma dignidade até esse momento desconhecida.
Apresentamos também uma segunda proposta para as homilias de Páscoa, que pode ser intitulada “O Ressuscitado e o Crucificado”.
O que não é a ressurreição de Jesus
Pode-se dizer teologicamente que a ressurreição de Jesus não é um fato “histórico”, com isto não se quer dizer que seja um fato irreal, mas que sua realidade está mais além do físico. A ressurreição de Jesus não é um fato realmente que possa ser registrado pela historia: ninguém teria a possibilidade de fotografar a ressurreição. Objeto de nossa fé, a ressurreição de Jesus é mais que um fenômeno físico. De fato, os evangelhos não narram a ressurreição: ninguém a viu. As testemunhas falam a partir de suas experiências de crentes: sentem que o ressuscitado “está vivo”, porém não são testemunhas do fato mesmo da ressurreição.
A ressurreição de Jesus não tem semelhança alguma com o “reavivamento” de Lázaro. Jesus não voltou a esta vida nem aconteceu a reanimação de um cadáver (de fato, em teoria, não teríamos problema em acreditar na ressurreição de Jesus ainda que seu cadáver houvesse ficado entre nós, porque o corpo ressuscitado não é, sem mais, o cadáver). A ressurreição (tanto de Jesus quanto a nossa) não é uma volta para trás, mas um passo adiante, um passo para outra forma de vida, a vida de Deus.
Importa realçar este aspecto para que nos demos conta de que nossa fé na ressurreição não é a adesão a um “mito” como ocorre em tantas religiões, que possuem seus mitos de ressurreição. Nossa afirmação da ressurreição não tem por objetivo um fato físico, mas uma verdade de fé com um sentido mais profundo, que é o que queremos desenvolver.
A “boa noticia” da ressurreição foi conflitiva
Uma primeira leitura de Atos provoca estranheza: por que a notícia da ressurreição suscitou a ira e a perseguição por parte dos judeus? Noticias de ressurreição não eram tão infreqüentes naquele mundo religioso. Não deveria ofender a ninguém a noticia de que alguém tivesse tido a sorte de ser ressuscitado por Deus. Contudo, a ressurreição de Jesus foi recebida com uma gravidade extrema por parte das autoridades judaicas. Faz pensar no forte contraste com a situação atual: hoje ninguém se irrita ao escutar essa notícia. A ressurreição de Jesus hoje provoca indiferença? Por que esta indiferença? Será que não anunciamos a mesma ressurreição? Ou não anunciamos a mesma coisa no anúncio da ressurreição de Jesus?
Lendo mais atentamente o livro de Atos, percebe-se que o anúncio mesmo que faziam os apóstolos tinha um ar polêmico: anunciavam a ressurreição “desse Jesus a quem vocês crucificaram”. Isto é, não anunciavam a ressurreição em abstrato, como se a ressurreição de Jesus fosse simplesmente a afirmação do prolongamento da vida depois da morte. Tampouco estavam anunciando a ressurreição de alguém qualquer, como se o que importante fosse simplesmente que um ser humano, qualquer que fosse, havia transpassado as portas da morte.
O crucificado e o ressuscitado
Os apóstolos anunciavam uma ressurreição muito concreta: a daquele homem chamado Jesus, a quem as autoridades civis e religiosas haviam rejeitado, excomungado e condenado. Quando Jesus foi atacado pelas autoridades, ficou só. Seus discípulos o abandonaram, e Deus mesmo guardou silencio como se estivesse de acordo. Tudo parecia concluir com a crucificação.
Porém, aí ocorreu algo. Uma experiência nova e poderosa se lhes impôs: sentiram que estava vivo. Foram invadidos por uma certeza estranha: que Deus confirmava a missão de Jesus e se empenhava em reivindicar seu nome e sua honra. “Jesus está vivo; não puderam vencê-lo com a morte. Deus o ressuscitou, sentou-o à sua direita, confirmando a veracidade e o valor de sua vida, de sua palavra, de sua Causa. Jesus tinha razão e não as autoridades que o expulsaram deste mundo e desprezaram sua Causa. Deus está do lado de Jesus, Deus respalda a Causa do Crucificado. O crucificado ressuscitou e vive!
E foi isto que verdadeiramente irritou as autoridades judaicas: Jesus deixou-as irritadas estando vivo e, igualmente, estando ressuscitado. Também a elas, o que as irritava não era o fato físico mesmo de uma ressurreição, que um ser humano morra ou ressuscite; o que não podiam tolerar era pensar que a Causa de Jesus, seu projeto, sua utopia, que já haviam considerado tão perigosa em vida e que já acreditavam enterrada, voltasse e se colocasse novamente em pé, isto é, que houvesse ressuscitado. E não podiam aceitar que Deus estivesse se comprometendo por aquele crucificado, condenado e excomungado. Eles acreditavam em outro Deus.
Crer com a fé de Jesus
Porém, os discípulos que redescobriram em Jesus o rosto de Deus (como o Deus de Jesus) compreenderam que Jesus era o Filho, o Senhor, a Verdade, o Caminho, a Vida, o Alfa, o Ômega. A morte não tinha nenhum poder sobre ele. Estava vivo. Havia ressuscitado. E não podiam senão confessá-lo e “segui-lo”, “aderindo à sua Causa”, obedecendo a Deus antes que aos homens, ainda que custasse a vida.
Trata-se de crer que a ressurreição não é para eles a afirmação de um fato físico-histórico, que aconteceu ou não, nem uma verdade teórica abstrata (a vida pós-morte), mas a afirmação contundente da validez suprema da Causa de Jesus, à altura mesma de Deus (à direita de Deus Pai), pela qual é necessário viver e lutar até a doação da própria vida.

E se nossa fé reproduz realmente a fé de Jesus (sua visão da vida, sua opção diante da historia, sua atitude diante dos pobres... ), será tão conflitiva como o foi na pregação dos apóstolos ou na vida mesma de Jesus.
Se, no entanto, reduzimos a ressurreição de Jesus a um símbolo universal da vida pós-morte, ou à simples afirmação de uma vida para além da morte, ou a um fato físico-histórico que ocorreu há vinte séculos... então essa ressurreição fica esvaziada do conteúdo que teve em Jesus e já não diz nada a ninguém, nem irrita os poderes deste mundo, mas chega até a desmotivar ou desmobilizar o seguimento e o compromisso pala Causa de Jesus.
O importante não é crer em Jesus, mas crer como Jesus. Não é ter fé em Jesus, mas ter a fé de Jesus: sua atitude diante da história, sua opção pelos pobres, sua proposta, sua luta decidida, sua Causa...
Crer lucidamente em Jesus na América Latina, ou neste Continente “cristão”, onde a noticia de sua ressurreição já não irrita a tantos que invocam seu nome para justificar inclusive as atitudes contrarias às de Jesus, implica voltar a descobrir o Jesus histórico e o sentido da fé na ressurreição.
Crendo com essa fé de Jesus, as “coisas de cima” e as da terra não são já duas direções opostas, nem sequer distintas. As “coisas de cima” são da Terra Nova que está enxertada já aqui embaixo. É preciso fazê-la nascer no doloroso parto da História, sabendo que nunca será fruto adequado de nossa planificação, mas dom gratuito daquele que vem. Buscar as “coisas de cima” não é esperar passivamente que soe a hora escatológica (que já soou na ressurreição de Jesus), mas tornar realidade em nosso mundo o Reinado do Ressuscitado e sua Causa: Reino de vida, de Justiça, de Amor e de Paz.

Oração comunitária: Ó Deus, origem e fonte de nossa vida, que nos enches de alegria por ocasião das festas da Páscoa, ajuda-nos. Renovados pela grande alegria experimentada pela comunidade, queremos trabalhar sempre para vencer a morte e fazer crescer a vida, até que a experimentemos em sua consumação plena. Por teu Filho Jesus, morto e ressuscitado. Amém.

ORAÇÃO: Ó Deus. Realizemos nesta terra o teu Reino, ajuda-nos a assumir, em meio a nossos trabalhos diários, nossa condição de filhos teus e irmãos de todos, Senhor faze de nós discípulos missionários, artesãos do Reino que tu queres que construamos entre todos, com nosso trabalho e com os talentos que tu nos deste, e que assim estejamos sempre alegres em teu serviço, porque servir a ti e aos irmãos consiste a alegria plena e verdadeira. Por Cristo nosso Senhor. Amém.


Repouse ó Santo Espírito em minha alma, 
e conduze-me com o fogo do vosso amor.