O DISCÍPULO MISSIONÁRIO É AQUELE QUE ESTÁ SEMPRE PRESENTE, PRESTA ATENÇÃO, OUVI COM BASTANTE CUIDADO. DENUNCIA E AGEM COM JUSTIÇA. EM FAVOR DOS MAIS POBRES, MARGINALIZADOS SEM VOZ E SEM VEZES. PROCURA SEMPRE REPARTIR O PÃO. O PÃO QUE VEIO DO CÉU. JESUS CRISTO.
domingo, 17 de abril de 2011
DOMINGO DE RAMOS E PAIXÃO DO SENHOR
JESUS REI DOMINGO DE RAMOS |
INVOCAÇÕES Espírito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.
Hoje é domingo, 17 de abril 2011
Tema do Dia
PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO!
Oração
Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu, Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo. Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que podem e Sabedoria para distinguir uma das outras. Por Jesus Cristo, vosso Filho, Nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amem...
RAMOS E PAIXÃO DO SENHOR
(vermelho, creio, pref. próprio - II semana do saltério)
Primeira Leitura
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura do livro do profeta Isaías - Naqueles dias, 4 O Senhor Javé me deu a capacidade de falar como discípulo, para que eu saiba ajudar os desanimados com uma palavra de coragem. Toda manhã ele faz meus ouvidos ficar atentos para que eu possa ouvir como discípulo. 5 O Senhor Javé abriu meus ouvidos e eu não fiz resistência nem recuei. 6 Apresentei as costas para aqueles que me queriam bater e ofereci o queixo aos que me queriam arrancar a barba, e nem escondi o meu rosto dos insultos e escarros. 7 O Senhor Javé me ajuda, por isso não me sinto humilhado; endureço o meu rosto como pedra, porque sei que não vou me sentir fracassado. Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Isaias 50, 4 – 7
Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.
Salmo responsorial: 21(22), 8 - 9. 17 - 18a. 19 - 20. 23 - 24 (R. 2a)
REFRÃO: Meu Deus, por que me abandonastes?
1. Todos os que me vêem zombam de mim; dizem, meneando a cabeça: Esperou no Senhor, pois que ele o livre, que o salve, se o ama. - R.
2. Sim, rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores. Traspassaram minhas mãos e meus pés: poderia contar todos os meus ossos. Eles me olham e me observam com alegria, - R.
3. Repartem entre si as minhas vestes, e lançam sorte sobre a minha túnica. Porém, vós, Senhor, não vos afasteis de mim; ó meu auxílio, bem depressa me ajudai. - R.
4. Então, anunciarei vosso nome a meus irmãos, e vos louvarei no meio da assembléia. Vós que temeis o Senhor, louvai-o; vós todos, descendentes de Jacó, aclamai-o; temei-o, todos vós, estirpe de Israel, - R.
Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.
Hoje eu vou experimentar e viver a Sabedoria em minha vida!!!
Ó Espírito Santo, concedei-me o dom da Sabedoria, a fim de que cada vez mais aprecie as coisas divinas e, abrasado pelo fogo do Vosso amor, prefira com alegria as coisas do céu afaste tudo que é mundano e me una para sempre a Cristo, se entregando neste mundo por Seu amor.
Ó Espírito Santo, concedei-me o dom da Sabedoria, a fim de que cada vez mais aprecie as coisas divinas e, abrasado pelo fogo do Vosso amor, prefira com alegria as coisas do céu afaste tudo que é mundano e me una para sempre a Cristo, se entregando neste mundo por Seu amor.
Segunda leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses -Irmãos, 6 Ele tinha a condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus. 7 Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como simples homem, 8 humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz! 9 Por isso, Deus o exaltou grandemente, e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome; 10 para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a terra; 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Filipenses 2, 6 – 11
Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós. A transfiguração nos mostra que Jesus, verdadeiro homem, vive todas as dimensões da existência humana, ou seja, da glória até o sofrimento e a morte. No alto do Monte Tabor, a sua glória torna-se manifesta, porém Jesus está diante de Moisés e Elias, ou seja, diante de todas as profecias que foram feitas em relação a ele, principalmente as que se referem à sua morte e ressurreição. E Jesus nos mostra que a verdadeira realização humana encontra-se em fazer a vontade de Deus, ou seja, amar até o fim. A morte de cruz foi colocada pelos homens como condição para que Jesus amasse até o fim, e Jesus não fugiu do seu compromisso, nos mostrando que é perfeitamente possível cumprir a vontade do Pai até o fim. (Mc 9, 2 -13)
O evangelho do Dia
Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho.
Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus – Naquele tempo, 14 Então um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi aos chefes dos sacerdotes, 15 e disse: «O que é que vocês me darão para eu entregar Jesus a vocês?» Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16 E a partir desse momento, Judas procurava uma boa oportunidade para entregar 17 No primeiro dia dos ázimos, os discípulos se aproximaram de Jesus, e perguntaram: «Onde queres que façamos os preparativos para comermos a Páscoa?» 18 Jesus respondeu: «Vão à cidade, procurem certo homem, e lhe digam: ‘O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo, eu vou celebrar a Páscoa em sua casa, junto com os meus discípulos.’ « 19 Os discípulos fizeram como Jesus mandou, e prepararam a Páscoa. 20 Ao cair da tarde, Jesus se pôs à mesa, com os doze discípulos. 21 Enquanto comiam, Jesus disse: «Eu lhes garanto: um de vocês vai me trair.» 22 Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: «Senhor, será que sou eu?» 23 Jesus respondeu: «Quem vai me trair, é aquele que comigo põe a mão no prato. 24 O Filho do Homem vai morrer, conforme a Escritura fala a respeito dele. Porém, ai daquele que trair o Filho do Homem. Seria melhor que nunca tivesse nascido!» 25 Então Judas, o traidor, perguntou: «Mestre, será que sou eu?» Jesus lhe respondeu: «É como você acaba de dizer.» 26 Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a bênção, o partiu, distribuiu aos discípulos, e disse: «Tomem e comam, isto é o meu corpo.» 27 Em seguida, tomou um cálice, agradeceu, e deu a eles dizendo: «Bebam dele todos, 66 O que vocês acham?» Responderam: «É réu de morte!» Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
Mateus 26, 14 - 27, 66
No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia.
"Reflexão da Palavra"
Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo
Vamos fazer um comentário pensando nas pessoas do povo, com suas preocupações diárias da vida. Pra começar, queremos nos perguntar: É possível celebrar a semana santa de uma forma alternativa? Comecemos perguntando-nos: o que sentem, o que sentimos, diante da semana santa? Muitos trabalhadores, profissionais dos mais variados setores e também intelectuais, ou pessoa de alguma cultura, se sentem mal quando, na semana santa, pela significação especial de tais dias, ou para acompanhar a família, e com a lembrança de uma infância e juventude religiosa, entram em uma igreja, captam o ambiente e escutam a pregação.
Sentem-se imersos de novo naquele mundo de conceitos, símbolos, referencias bíblicas... que elaboram uma mensagem sobre a base de uma crença central fora do templo a pessoa não se encontra nunca em nenhum outro setor da vida: a “redenção”. Estamos na semana santa, e o que celebramos é o grande mistério de todos os tempos, o mais importante acontecimento: a redenção.
O “homem” foi criado por Deus (só em segundo plano a mulher), porém esta, a mulher, convenceu o varão a comerem juntos uma fruta proibida por Deus. Aquilo foi uma queda no plano de Deus, que veio abaixo, foi interrompido, e precisou ser substituído por um novo plano, o plano da redenção, para redimir o ser humano que está em “desgraça com Deus” desde que praticou aquele “pecado original, devido à infinita ofensa que tal “pecado” infringiu a Deus.
Esse novo plano, de redenção, exigiu a “vinda de Deus ao mundo”, mediante sua encarnação em Jesus, para assumir assim nossa representação jurídica diante de Deus e “pagar” por nós a Deus uma reparação adequada por semelhante ofensa infinita. E é por isso, pelo que Jesus sofreu indizíveis tormentos em sua Paixão e Morte, para “reparar” a ofensa, redimindo dessa forma a humanidade, e conseguindo o perdão de Deus e o resgate do poder do domino sob o qual permanecia cativa.
Esta é a interpretação, a teologia sobre a qual se constroem e giram a maior parte das interpretações em curso durante a semana santa. E este é o ambiente diante do qual muitos crentes de hoje se sentem mal, muito mal. Sentem que se asfixiam. Se vêem transladados a um mundo que nada tem com o mundo real de cada dia, nem com o da ciência, o da informação, o do sentido mais profundo de sua vida. Por este mal estar, outros cristãos não somente se foram da semana santa tradicional como também da Igreja.
Há outra forma de entender a Semana Santa, que não nos obrigue a transitar pelo mundo dessa teologia na qual tantos já não cremos?
Podemos não crer em tal teologia. Não se trata de nenhum dogma de fé. Trata-se de uma maravilhosa construção interpretativa do mistério de Cristo, graças à genialidade medieval de santo Anselmo de Canterbury, que a partir de sua visão de direito romano, construiu, “imaginou” uma forma de explicar a si mesmo, naquele contesto cultural, o sentido da morte de Jesus. Estava condicionado por muitas crenças próprias da Idade Média e fez o que pode e o fez bem feito: elaborou uma fantástica interpretação que cativou tanto as mentes de seus coetâneos que perdurou até o século XX. É preciso felicitar santo Anselmo, sem dúvida.
O Concílio Vaticano II é o primeiro momento eclesial que supõe certo abandono da hipótese da Redenção, ou uma interpretação da significação de Jesus para mais além da redenção. Sem dúvida, nos documentos conciliares aparece a materialidade do conceito, numerosas vezes inclusive, porém a estrutura do pensamento e da espiritualidade conciliar vão muito mais além.
O significado de Jesus para a Igreja posconciliar – não digamos da Igr3eja com espiritualidade da libertação – deixa passa pela redenção, pelo pecado original, pelos terríveis sofrimentos expiatórios de Jesus e pela genial “substituição penal satisfatória” idealizada por Anselmo de Canterbury.
Desaparecem estas referencias, e quando ouvidas, soam estranhas, incompreensíveis, ou causam rejeição. É o caso do filme de Mel Gibson, que foi rejeitado por muito espectadores crentes, não por outra coisa senão pela imagem do “Deus cruel e vingador” que dava por suposta, imagem que, evidentemente, hoje não somente já não se crê, mas que convida veementemente à rejeição.
Como celebrar a semana santa quando se é um cristão que já não comunga com essas crenças? A pessoa se sente profundamente cristão, admirador de Jesus, discípulo seu, seguidor de sua causa, lutador por sua Utopia, porém sente-se mal nesse outro ambiente asfixiante das representações da paixão ao novo e velho estilo de Mel Gibson, das via-crúcis, os passos da semana santa, das meditações das sete palavras, das horas santas que retomar repetitivamente as mesmas categorias teológicas de santo Anselmo do século XI estando como estamos no século XXI.
Por trás da semana santa que celebramos não deixam de estar aí, mesmo que bem longe, as raízes ancestrais, as festa que os indígenas originários já celebravam sobre a base certa do equinócio astronômico. Trata-se de uma festa que evoluiu muito criativamente ao ser herdada de um povo a outro, de uma cultura a outra, de uma religião a outra.
Uma festa que foi herdada e recriada também pelos nômades israelitas com a festa do cordeiro pascal, e depois transformada pelos israelitas sedentários como que a festa dos pães ázimos, como lembrança e atualização da Páscoa, pedra angular da identidade israelita. Festa que os cristãos logo cristianizaram como a festa da Ressurreição de Cristo e que somente mais tarde, com o devir dos séculos, na obscura Idade Media, ficou opaca sob a interpretação jurídica da redenção por obra do genial santo já mencionado.
Podemos pensar que “outra semana santa é possível” e urgente! Mesmo não havendo espaço para desenvolver aqui uma nova interpretação desta festa, podemos por enquanto aliviar aos que se sentiam culpado pelo desejo de que ‘outra semana santa é possível’, e convidar também a todos à criatividade, livre, consciente, responsável e gozosa.
Certamente não vai ser possível em todas as partes ou em qualquer contexto, porém o será em muitas comunidades concretas. Se não é possível na minha comunidade, poderá sê-lo em alguma outra comunidade mais livre e criativa que talvez não esteja muito longe da minha por que não perguntar, por que não buscar essa comunidade?
Oração Final
Pai Santo, para bem compreender a missão de evangelizar que nos deste, livra-nos de dúvidas do egoísmo, da ambição, da insegurança e da idolatria do dinheiro. Ponhamos nossas vidas nas mãos de Deus, para que nos dê a humildade necessária a fim de reconhecer diante dele que estamos a caminho e que nos falta muito que aprender. Faze-nos discípulos missionários leves, alegres, confiantes no poder da Tua Graça e nas promessas de Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, que Contigo reina na unidade do Espírito Santo. AMÉM...
Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!
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