INVOCAÇÕES: Espírito de Cristo santificai-me. Coração de
Cristo vivificai-me. Corpo de Cristo salvai-me. Sangue de Cristo inebriai-me.
Água do lado de Cristo lavai-me. Paixão de Cristo confortai-me. Ó bom Jesus,
ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do
inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve
com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.
Hoje é domingo,
25 de março
2012
Tema do Dia
SE O GRÃO DE TRIGO CAIR NA TERRA E MORRER, PRODUZIRÁ MUITO FRUTO!
Oração da Serenidade: Eu seguro minha mão na sua, uno meu
coração ao seu, Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo.
Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas
que não posso modificar.
Coragem para modificar aquelas que podemos e Sabedoria para
distinguir uma das outras.
Por Jesus Cristo, vosso Filho, e Nosso Senhor na unidade do
Espírito Santo. Amem!
V DA
QUARESMA
(roxo,
creio - I semana do saltério)
Primeira Leitura
Leio cuidadosamente a Palavra
de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Jeremias 31, 31 – 34
Meu
encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.
Salmo Responsorial: 50(51), 3 –
4. 12 – 15. 18 – 19 (R. 12a)
REFRÃO: Criai em mim um coração
que seja puro!
1. Tende piedade de mim,
Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidão de vossa misericórdia
apagai a minha iniqüidade. Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me
de meu pecado. - R.
2. Ó meu Deus, criai em mim um
coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza. De vossa face não me
rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito. - R.
3. Restituí-me a alegria da
salvação, e sustentai-me com uma vontade generosa. Então aos maus ensinarei
vossos caminhos, e voltarão a vós os pecadores. - R.
Penso na existência de Deus, um Deus de amor,
sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido
neste momento diário de oração.
Hoje eu vou experimentar e viver o conselho em minha vida!
Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Conselho, tão necessário nos melindrosos passos da vida, para que escolha sempre aquilo que mais Vos seja do agrado, e siga em; tudo Vossa divina graça e saiba socorrer meu próximo com bons conselhos.
Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra
de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura da carta aos Hebreus - 7 Durante a sua vida na
terra, Cristo fez orações e súplicas a Deus, em alta voz e com lágrimas, ao
Deus que o podia salvar da morte. E Deus o escutou, porque ele foi submisso. 8
Embora sendo Filho de Deus, aprendeu a ser obediente através de seus
sofrimentos. 9 E, depois de perfeito, tornou-se a fonte da salvação eterna para
todos aqueles que lhe obedecem. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Hebreus 5, 7 – 9
Pela verdadeira fé que nos foi
revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso,
não há motivo para desunião entre nós.
O
evangelho do Dia
Quer estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho.
Quer estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho.
João 12, 20 – 33
No silêncio do meu coração, o que
Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem
ao longo deste dia.
"Reflexão da
Palavra"
Se o grão de trigo cair na terra e morrer,
produzirá muito fruto.
No meio da aflição que sente ao ver Jerusalém
destruída e os judeus divididos entre os que ficaram e os que foram deportados,
ouve-se as palavras do profeta Jeremias como um canto ao perdão e à esperança.
Com razão os estudiosos chamam estes capítulos de Jeremias de “o livro da
consolação”.
Deus quer começar de novo com seu povo, propondo
selar uma “nova aliança”, que rege relações novas entre Deus e seu povo. Que
tipo de aliança? Uma que já não esteja escrita nas tábuas da lei, mas no
coração das pessoas. Deus deixa claro que não é a simples lei, por si mesma,
mas o espírito, o que nos aproxima de Deus.
Quando se tem a Deus “no coração”, a lei se
humaniza se “relativiza”, acolhida no coração, sem legalismos, com sinceridade,
e o ser humano começa a fazer parte do povo de Deus. Com isso, o outro presente
que Deus nos dá é conquistar gratuitamente seu conhecimento.
Não é preciso pagar nem matrícula, nem mensalidade.
Não precisa ser maior ou menor, nem de uma raça ou de outra: Deus se revela na
historia de cada povo, sem discriminações, sem esquecer ninguém.
A carta aos Hebreus destaca as atitudes de Jesus no
cumprimento da vontade do Pai. A passagem lembra a cena do horto das Oliveiras
quando Jesus ora ao Pai diante da possibilidade de ser libertado da morte. A
oração teve como efeito o fortalecimento de Jesus para levar a termo a sua
missão, e não para poupá-lo do cumprimento da missão.
Nós cristãos temos muito a aprender nesse sentido,
pois na maioria das vezes as nossas palavras, mais que orações ou súplicas,
parecem ordens dadas a Deus para que não se faça sua vontade, mas a nossa.
O texto nos aproxima também do sofrimento que Jesus
assume como prova de sua obediência aos desígnios do Pai. Oração e sofrimento
de Jesus são sinais concretos desta solidariedade partilhada com toda a
Humanidade. Por esta aproximação tão perfeita à vontade do Pai é por isso que
Jesus se converte em manifestação da presença de Deus entre nós, caminho e
modelo de salvação aberto a todos os homens e mulheres do mundo.
No evangelho de João vemos judeus ou convertidos ao
judaísmo, vindos a Jerusalém para a festa pascal. Em meio à caravana aparecem
alguns gregos que aproveitam para pedir a Felipe: “Queremos ver Jesus”. A pergunta
não é “onde está?”, pergunta que qualquer um poderia ter respondido com uma
afirmação adequada, mas um pedido que vai unido ao desejo de mediação dos
discípulos para conhecer pessoalmente Jesus.
Os discípulos são reconhecidos por sua proximidade
ao mestre e se convertem em mediadores, testemunhas e companheiros de caminho
para quem quer ver Jesus. O fato de que sejam gregos os que buscam a Jesus
talvez queira ser um símbolo de universalidade do evangelho, pois “inclusive os
pagãos buscam a Jesus”.
A ocasião é aproveitada para anunciar que o tempo
das palavras e os sinais está chegando ao fim, pois se aproxima a “hora” do
“sinal” maior: sua paixão e morte na cruz para alcançar a redenção do mundo.
Jesus acode a uma breve parábola. Só o grão de
trigo que more dá muito fruto. Esta brevíssima parábola apresenta, uma vez mais
e de outro modo, a lição fundamental do Evangelho inteiro, o ponto máximo da
mensagem de Jesus: o amor oblativo, o amor que se dá a si mesmo e que por esse
perder-se a si mesmo, por esse morrer a si mesmo, gera vida.
Estamos diante dos típicos paradoxos do evangelho:
“perder” a vida por amor é a forma de “ganhá-la” para a vida eterna (ou seja,
em vista dos valores definitivos); morrer para si mesmo é a verdadeira maneira
de viver, entregar a vida é a melhor forma de retê-la, dá-la é a melhor forma
de recebê-la… “Paradoxo” é uma figura literária que consiste em uma
“contradição aparente”: perder-ganhar, morrer-viver, entregar-reter,
dar-receber… Parecem dimensões ou realidades contraditórias, porém não o são na
realidade. Chegar a dar-se conta de que não há tal contradição, captar a
verdade do paradoxo, é descobrir o evangelho.
E estamos diante de um dos pontos altos da
revelação cristã. Em Jesus se expressa, uma vez mais, o acesso da Humanidade à
captação desse paradoxo. Na “natureza”, no mundo animal sobretudo, o principal
instinto é o da auto-conservação. É certo que há mecanismos “altruístas”,
controlados hormonalmente para acompanhar os momentos da reprodução.
É a criação da descendência ou a defesa da
coletividade, porém não se trata verdadeiramente de “amor”, mas de instinto, um
instinto de auto-conservação, que centra o individuo sobre si mesmo. A natureza
animal está centrada sobre si mesma. O que pode ser contrario a esta regra não é
mais que uma exceção que confirma a regra.
O ser humano, ao contrario, se caracteriza por ser
capaz de amar, de sair de si mesmo ou de entregar sua vida ou entregar-se a si
mesmo por amor. A humanização ou hominização seria esse “centramento” de si
mesmo, que é também centramento nos demais e no amor. A parábola sobre a qual
estamos refletindo expressa um ponto alto desse amadurecimento da humanidade;
tanto que pode ser considerada como uma expressão sintética do ápice do amor.
No fundo esta parábola equivale ao mandamento novo:
“Este é o meu mandamento, que se amem uns aos outros “como eu” os tenho amado;
não há maior amor do que “dar a vida” (Jo 15,12-13). As palavras de Jesus tem
aí também a intenção de síntese; aí se encerra toda a mensagem do Evangelho.
E, na realidade, se encerra aí toda a mensagem
religiosa: também as outras religiões chegaram a descobrir o amor, a
solidariedade… o “descentramento” de si mesmo como a essência da religião.
Jesus é uma dessas expressões máximas da busca da Humanidade e do avanço da
presença de Deus em seu sei.
Se as sementes somos nós, para que devemos morrer?
Esta hora neoliberal que vive o mundo de hoje, ainda que se tenha dado um
notável avanço em aspectos como a tecnologia, a intercomunicação mundial, e até
um notável desenvolvimento econômico (tremendamente desequilibrado), não
podemos deixar de descobrir certo “retrocesso” em humanização: diante do
pensamento utópico, as “ideologias” (no sentido positive da palavra) que
buscavam a “socialização” humana, a realização máxima possível da solidariedade
entre os humanos e a coletividade, a realização de uma sociedade fraternal e
reconciliada, em vista do fracasso simplesmente econômico, militar ou
tecnológico de alguns dos setores em conflito, acabou por se impor o retorno a
uma economia supostamente “natural”, descontrolada, sem intervenção, deixada ao
azar dos interesses dos grupos, chegando a proclamar que a solidariedade e este
retrocesso de humanização transparece cada vez mais sua verdadeira natureza, e
a inconformidade surge em qualquer lugar.
“Outro mundo é possível”, apesar do esforço da
propaganda neoliberal por convencer-nos de que “não há alternativa” e de que
estamos no “final (insuperável) da historia”… Se com o evangelho cremos que
“não há maior amor do que dar a vida”, que a lei suprema é “morrer como o grão
de trigo para dar vida” (evangelho deste domingo), deveríamos comprometer-nos
para que a sociedade se conscientize sobre a necessidade de superar políticas
econômicas tão “naturais” e tão pouco “sobrenaturais”como a atual política
neoliberal.
Oração: Deus Pai e Mãe, nós te pedimos que nos
mantenhas em nossa fé, nossa caridade e, sobretudo, em nossa esperança para que
nos comprometamos cada vez mais em fazer crescer a vida, ainda que para isto
devamos entregar a nossa vida a cada dia. Que com isso possamos acelerar a
chegada do teu reino de Justiça, Paz e Solidariedade. Nós o pedimos em nome de
Jesus Cristo, nosso irmão maior. Amém.
Oração: “Ó Deus Pai, fazei nós
discípulos missionários, em Jesus acolhemos tua Palavra, feita carne e sangue,
força e ternura, morte e ressurreição; dá-nos a força necessária para seguir os
passos e o caminho que ele traçou para chegar a ti, abraçando, em nosso
caminhar para ti, a todos os irmãos e irmãs. à Tua Palavra’, para que nossa
vida seja cada vez mais conforme ao que tu nos ensinas. Possamos celebrar, com
verdadeira alegria, e assim caminhemos seguindo teus passos e construamos, com
a tua ajuda, teu reino entre nós, até o dia em que tu no-lo concedas em toda
sua plenitude. Em Jesus
Cristo , que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém!
Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!



