domingo, 27 de novembro de 2011

HOJE É I DO ADVENTO: DOMINGO DIA DO SENHOR!!! VIGIAI E VIGIAI...

INVOCAÇÕES: Espírito de Cristo santificai-me. Coração de Cristo vivificai-me. Corpo de Cristo salvai-me. Sangue de Cristo inebriai-me. Água do lado de Cristo lavai-me. Paixão de Cristo confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me.  E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.


Hoje é domingo, 27 de novembro 2011

Tema do Dia

VIGIAI: NÃO SABEIS QUANDO O DONO DA CASA VEM!

I DO ADVENTO
(roxo, creio, prefácio do advento I - I semana do saltério)

Primeira Leitura
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
 Leitura do livro do profeta Isaías - 16 porque tu és o nosso pai, pois Abraão não nos reconhece mais e Israel não se lembra de nós. Javé, tu és o nosso pai. Teu nome é, desde sempre, Nosso Redentor. 17 Javé, por que nos deixas desviar de teus caminhos? Por que fazes nosso coração endurecer e, assim, perdermos o teu temor? Volta atrás, por amor dos teus servos e das tribos que são a tua herança. 19 Estamos como outrora, quando ainda não nos governavas, quando sobre nós o teu nome nunca fora invocado. Quem dera rasgasses o céu para descer! Diante de ti as montanhas se derreteriam. 2 quando realizavas coisas terríveis que não esperávamos 3 coisas de que nunca se ouviu falar desde os tempos antigos. O ouvido jamais ouviu e o olho jamais viu que um Deus além de ti tenha feito tanto por aqueles que nele confiam. 4 Tu vais ao encontro daqueles que praticam a justiça e sempre se lembram dos teus caminhos. Acontece, porém, que ficaste irritado conosco, porque há muito tempo pecamos contra ti e fomos rebeldes. 5 Todos juntos nos tornamos como uma coisa imunda, a nossa justiça é como roupa suja, nós todos murchamos como folhas, e nossos pecados como vento nos arrastaram. 6 Ninguém invocava o teu nome, nem se esforçava para apoiar-se em ti, pois escondeste de nós a tua face e nos entregavas ao poder da nossa culpa. 7 Mas agora, Javé, tu és o nosso pai; nós somos o barro, e tu és o nosso oleiro; todos nós somos obra de tuas mãos. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Isaías 63, 16 – 17. 19; 64, 2 – 7

Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.
Salmo Responsorial: 79(80), 2 – 3. 15 – 16. 18 – 19 (R. 4)
REFRÃO: Iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos, para que sejamos salvos!

1. Escutai, ó pastor de Israel, vós que levais José como um rebanho. - R.

2. Vós que assentais acima dos querubins, mostrai vosso esplendor em presença de Efraim, Benjamim e Manasses. Despertai vosso poder, e vinde salvar-nos. - R.

3. Voltai, ó Deus dos exércitos; olhai do alto céu, vede e vinde visitar a vinha. Protegei este cepo por vós plantado, este rebento que vossa mão cuidou. - R.

4. Estendei a mão sobre o homem que escolhestes, sobre o homem que haveis fortificado. E não mais de vós nos apartaremos; conservai-nos a vida e então vos louvaremos. - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior,  coloco-me  na  presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver o conselho em minha vida!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Conselho, tão necessário nos melindrosos passos da vida, para que escolha sempre aquilo que mais Vos seja do agrado, e siga em; tudo Vossa divina graça e saiba socorrer meu próximo com bons conselhos.

Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura da primeira carta de São Paulo aos 1coríntios - Irmãos, 3 Graça e paz a vocês da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. 4 Sem cessar, agradeço a Deus por causa de vocês, em vista da graça de Deus que lhes foi concedida em Jesus Cristo. 5 Pois em Jesus é que vocês receberam todas as riquezas, tanto da palavra quanto do conhecimento. 6 Na verdade, o testemunho de Cristo tornou-se firme em vocês, 7 a tal ponto que não lhes falta nenhum dom, que esperam a Revelação de nosso Senhor Jesus Cristo. 8 É ele que também os fortalecerá até o fim, para que vocês não sejam acusados no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo. 9 O Deus que chamou vocês para a comunhão com o seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, ele é fiel. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
1coríntios 1, 3 – 9

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós.

O evangelho do Dia
Quer estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos - Naquele tempo, 33 Prestem atenção! Não fiquem dormindo, porque vocês não sabem quando vai ser o momento. 34 Vai acontecer como a um homem que partiu para o estrangeiro. Ele deixou a casa, distribuiu a tarefa a cada um dos empregados, e mandou o porteiro ficar vigiando. 35 Vigiem, portanto, porque vocês não sabem quando o dono da casa vai voltar; pode ser à tarde, à meia-noite, de madrugada ou pelo amanhecer. 36 Se ele vier de repente, não deve encontrá-los dormindo. 37 O que eu digo a vocês, digo a todos: Fiquem vigiando.» - Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
Marcos 13, 33 – 37

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia.

"Reflexão da Palavra"
Vigiai: não sabeis quando o dono da casa vem.
A Comunidade judaica, e volta do exílio, enfrenta um grande desafio: reconstruir os fundamentos da nação, da cidade e do Templo. Não era uma tarefa fácil. A maioria dos exilados já se havia organizado na Babilônia e em outras regiões do império caldeu.
A maior parte dos que havia chegado da Judéia cinqüenta anos antes já havia morrido e os descendentes não sentiam grande nostalgia pela terra de seus pais. Os profetas convidavam continuamente o povo a reconhecer os erros que haviam conduzido à ruína, porém, a maior parte dos exilados ignorava os mediadores de Javé. Alguns tomaram a peito o projeto de reconstruir a identidade, as instituições e a vida da nação.
Contudo, não contaram inicialmente com muito apoio. Parecia uma idéia louca e desnecessária: para que voltar a Jerusalém se já não havia remédio… O mesmo ocorre às vezes conosco: vivemos da nostalgia, da saudade do passado, porém não nos comprometemos em transformar a realidade do presente. Lembramos de outros tempos em que se vivia melhor, porém não resgatamos os valores que tornam possível uma convivência humana justa e equitativa.
Jesus faz a seus discípulos uma recomendação que hoje nos surpreende: manter-se despertos. É o oposto do que nós faríamos. Porém, ele tem razão. Se cada um de nós está estonteado pelas preocupações mais supérfluas, o perigo é ver passar a hora apropriada para realizar a missão que Jesus nos encomenda.
Jesus, no evangelho, nos ensina a estar alerta contra os que crêem que os ensinamentos cristãos são algo supérfluo. O evangelho deve ser proclamado onde seja necessário, deve ser colocado onde seja visto, deve ser colocado ao alcance de todos. Nossa missão é fazer do evangelho uma lâmpada que ilumine o caminho da vida e nos mantenha em atitude de vigilância.
A interpretação que se dava a estes textos do evangelho que apontam para o futuro ou para a escatologia esteve quase sempre revestida de um sabor apocalíptico e de temor: o Senhor havia estabelecido um prazo que poderia acabar em qualquer momento, imprevisivelmente, pelo qual necessitávamos estar preparados para um juízo surpreendente e castigador que o Senhor poderia abrir em qualquer momento contra nós.
"Que a morte nos surpreenda confessados". Este medo funcionou durante muito tempo, durante tantos séculos, como durou uma imagem mística de Deus, excessivamente calcada pela imagem do soberano feudal, que dispõe despoticamente sobre seus acólitos.
O medo da condenação eterna, tão impregnado na sociedade cristã medieval e barroca, fez com que a "greve de confessionários" pudesse ser, em determinados momentos, uma arma afiada pelo clero contra as classes altas, por exemplo, por parte dos missionários defensores do povo contra os conquistadores espanhóis, donos de escravos.
Provoca risos pensar na eficácia que uma tal "greve de confessionários" poderia ter hoje em dia.... A estrela da "vida eterna", o dilema salvação / condenação eternas, brilhava com sua potencia indiscutível no firmamento da cosmovisão do homem da mulher pré-modernos...
Porém, são tempos idos. Seria um erro enfocar o comentário aos evangelhos, como o que lemos hoje, nessa perspectiva, pensando que nossos contemporâneos ainda são pré-modernos... O estado de alerta, o olhar atento ao futuro que convida ao adoçamento ou à rotina.... sim, é uma categoria e uma dimensão do homem e da mulher modernos. Se o interpretarmos como "esperança", a pertença da mensagem ainda é mais vigente.
Que pode significar "advento" para a sociedade atual? Como nome de um tempo litúrgico significa bem pouco e não haveria de lamentar-se muito nem gastar pólvora inutilmente, pois qualquer dia - talvez mais rápido do que se imagina - a Igreja mude o esquema dos ciclos da liturgia, que clama a gritos por uma renovação.
O que importa não é o tempo litúrgico, mas o Advento mesmo, o "Advenimento" - pois é isso que significa a palavra - o "noch nicht Sein", como diria Ernest Bloch, aquilo cuja forma de ser consiste em "não ser ainda, porém em vias de chegar a ser"... Ateu como era, Bloch construiu todo seu poderoso edifício filosófico sobre a base da utopia e da esperança e apresentou em belas e inesquecíveis páginas a grandeza heróica do santo e do mártir ateu, capaz de dar a vida pela esperança... Egling, na mesma linha do ateísmo, dizia: "O mais real do real, não é a realidade mesma, mas suas possibilidades...".
Depois dos anos 90, estamos em um tempo de "desfalecimento utópico". Com o triunfo do neoliberalismo e a derrota das utopias (não "das ideologias", algumas das quais continuam ainda vivas), a cultura moderna - ou melhor, pós-moderna - castiga o pensamento esperançado e utopista. O ser humano moderno-pós-moderno está sobressaltado. Já não acredita em "grandes relatos".
Foi-nos imposta uma cultura anti-utópica, anti-messiânica, a-escatológica, sem esperança, apesar do brilho sedutor dos produtos da indústria mundial do entretenimento; por trás desse atrativo sedutor do entretenimento, temos a imagem de um ser humano em jejum de toda esperança, que transcenda minimamente o "carpe diem" ou o "desfrute a vida".
Que advenimento ("advento") espera o homem e a mulher contemporâneos? Como viver o advento em uma sociedade que não espera nenhum "advenimento"? Desde já, não reduzindo o advento a um "tempo litúrgico", ou a um tempo pré-natal… Como assim?
A Advenimento que os cristãos esperam não é só o do Natal… Nem sequer é "o céu"… Mas o Reino! Não é outro mundo… É este mesmo mundo… Porém, "totalmente outro"! Os cristãos não podem inculturar-se de todo nesta cultura anti-utópica e sem "grandes relatos", porque somos filhos da grande Utopia da Causa de Jesus, e temos o "grande relato” do Projeto de Deus…
Poderíamos não celebrar o advento, porém não podemos deixar de nos dar as mãos, juntamente com os mártires e santos ateus (sobram poucos) e com os homens e mulheres da terra, de qualquer religião do planeta, para trabalhar denodadamente pelo Advenimento do Novo Mundo.
Cada vez aparece mais claro: criar um Mundo Novo, fraterno-sororal e solidário, sem impérios nem instituições transnacionais ou mundiais exploradoras dos pobres, o que Jesus chamou "malkuta Javé", Reino de Deus, porém dito com palavras e fatos deste já terceiro milênio. Esse é o Advenimento que esperamos o sonho que nos resta sonhar, o que nos faz estar "alerta".

Oração: “Ó Deus Pai, fazei nós discípulos missionários, ao começar um novo Advento, nós te pedimos avivasse a nossa fé, fortaleças nossa esperança e consolides nosso amor, de modo faze nosso coração esteja cada dia mais aberto à Tua Palavra’, para que nossa vida seja cada vez mais conforme ao que tu nos ensinas. Possamos celebrar, com verdadeira alegria, e assim caminhemos seguindo teus passos e construamos, com a tua ajuda, teu reino entre nós, até o dia em que tu no-lo concedas em toda sua plenitude. O nascimento de Jesus Cristo, que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém!

Repouse ó Santo Espírito em minha alma, 
e conduze-me com o fogo do vosso amor!

domingo, 20 de novembro de 2011

HOJE É DOMINGO DIA DO SENHOR: XXXIV SEMANA DO TEMPO COMUM. NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

INVOCAÇÕES: Espírito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me.  E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 20 de novembro 2011

Tema do Dia

ASSENTAR-SE-Á EM, SEU TRONO GLORIOSO E SEPARARÁ UNS DOS OUTROS!

Oração da Serenidade
Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu, Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo.
Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar.
Coragem para modificar aquelas que podemos e Sabedoria para distinguir uma das outras.
Por Jesus Cristo, vosso Filho, e Nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amem! Santo. Amem!

XXXIV DO TEMPO COMUM
NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO
(branco, glória, creio, prefácio próprio - II semana do saltério)

 Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da profecia de Ezequiel - 11 «Assim diz o Senhor Javé: Eu mesmo vou procurar as minhas ovelhas. 12 Como o pastor conta o seu rebanho, quando está no meio de suas ovelhas que se haviam dispersado, eu também contarei as minhas ovelhas, e as reunirei de todos os lugares por onde se haviam dispersado, nos dias nebulosos e escuros. 15 Eu mesmo conduzirei as minhas ovelhas para o pasto e as farei repousar - oráculo do Senhor Javé. 16 Procurarei aquela que se perder, trarei de volta aquela que se desgarrar, curarei a que se machucar, fortalecerei a que estiver fraca. “Quanto à ovelha gorda e forte, eu a destruirei, pois cuidarei do meu rebanho conforme o direito». 17 «Quanto a você, rebanho meu, assim diz o Senhor Javé: Vou julgar entre ovelha e ovelha, entre carneiros e bodes. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Ezequiel 34, 11 – 12. 15 – 17

Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo Responsorial: 22(23), 1 – 2a. 2b – 3. 5 - 6 (R. 1)
REFRÃO: O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma!

1. Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, nada me faltará. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, - R.

2. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. - R.

3. Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça. A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias. - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver a ciência em minha vida!!!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom da Ciência, para que conheça cada vez mais minha própria miséria e fraqueza, a beleza da virtude, o valor inestimável da alma e ver claramente a sua luz, que me indicará o caminho a seguir.

Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da primeira carta de São Paulo aos 1coríntios - Irmãos, 20 Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos como primeiro fruto dos que morreram. 21 De fato, já que a morte veio através de um homem, também por um homem vem a ressurreição dos mortos. 22 Como em Adão todos morrem assim em Cristo todos receberão a vida. 23 Cada um, porém, na sua própria ordem: Cristo como primeiro fruto; depois, aqueles que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24 A seguir, chegará o fim, quando Cristo entregar o Reino a Deus Pai, depois de ter destruído todo principado, toda autoridade, todo poder. 25 Pois é preciso que ele reine, até que tenha posto todos os seus inimigos debaixo dos seus pés. 26 O último inimigo a ser destruído será a morte, 28 E quando todas as coisas lhe tiverem sido submetidas, então o próprio Filho se submeterá àquele que tudo lhe submeteu, para que Deus seja tudo em todos. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
1coríntios 15, 20 – 26. 28

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós.

O evangelho do Dia
Quer estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 31 «Quando o Filho do Homem vier na sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32 Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33 E colocará as ovelhas à sua direita, e os cabritos à sua esquerda. 34 Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham vocês, que são abençoados por meu Pai. Recebam como herança o Reino que meu Pai lhes preparou desde a criação do mundo. 35 Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer; eu estava com sede, e me deram de beber; eu era estrangeiro, e me receberam em sua casa; 36 eu estava sem roupa, e me vestiram; eu estava doente, e cuidaram de mim; eu estava na prisão, e vocês foram me visitar’. 37 Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber? 38 Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39 Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’ 40 Então o Rei lhes responderá: ‘Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês fizeram isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram.’ 41 Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastem-se de mim, malditos. Vão para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. 42 Porque eu estava com fome, e vocês não me deram de comer; eu estava com sede, e não me deram de beber; 43 eu era estrangeiro, e vocês não me receberam em casa; eu estava sem roupa, e não me vestiram; eu estava doente e na prisão, e vocês não me foram visitar’. 44 Também estes responderão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou sem roupa, doente ou preso, e não te servimos?’ 45 Então o Rei responderá a esses: ‘Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês não fizeram isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizeram’. “46 Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna.» - Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
Mateus 25, 31 – 46

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia.

"Reflexão da Palavra"

Assentar-se-á em seu trono glorioso e separará uns dos outros.
Vamos começar removendo obstáculos. Há alguns problemas em torno aos possíveis significados desta festa. Vejamos alguns:
a) A origem da festa e seu contexto original. Esta festa foi estabelecida em um contexto anterior ao Vaticano II, em 1925, por Pio XI, e com um espírito muito próximo da cristandade, quando o Vaticano expressava claramente seu desejo de que o cristianismo fosse a religião oficial dos estados cristãos. Ao confessar Cristo como Rei universal pretendia-se com isso veicular o desejo de que também a Igreja fosse testemunha e participante já aqui na terra dessa realeza: uma realeza de Cristo reconhecida como uma igreja que fosse respeitada, favorecida pelo Estado, com alto status na sociedade, forte e organizada.
Mesmo não estando revestida do poder político temporal, ao menos podia participar dele por uma relação estreita e harmoniosa com os poderes sociais. Durante muito tempo, o título "Cristo Rei", o "reinado social do Coração de Jesus"... incluíam esses aspectos de autodenominação da Igreja, esquecendo que a prática de Jesus de Nazaré foi, não só diferente, mas totalmente contrária.
b) O conceito de Reino-monárquico. O Reino não é hoje a forma mais freqüente de organização sociopolítica. A maior parte dos países possuem regime republicano, de diferentes rostos. Os reinos que persistem, já não o são - em sua maioria - em sua forma clássica, e sim adaptações, e a mentalidade atual (por exemplo, as monarquias "parlamentares"), ao superá-la, negam no fundo a essência do que é um "reino".
Ainda tendo consciência da limitação inevitável que todo linguajar teológico tenha, por sua própria natureza analógica, figurada, simbólica, apofática... cada vez mais se insiste que a palavra "reino" não seria a mais adequada nesta altura da historia, pois já não expressa uma forma de organização sociopolítica desejável para os humanos. Cada vez se evidencia mais a dificuldade de falar de Deus (e de Cristo) como "rei" e de seu projeto escatológico como um "reino".
Estamos seguros de que um reino, uma monarquia, poderia ser uma analogia do "Reino de Deus" realizado? Ou em muitos aspectos a realização do reino de Deus exigiria a superação de muito do que na sociedade se parece com uma monarquia, a um "reino"? Uma comunidade, pode ser comparada com um "reino", com uma "monarquia"? E uma família?
Paulo Suess vem propondo a expressão "democracia participativa do RD" para corrigir a distorção que o termo clássico leva consigo. E sabemos que não se pode simplesmente substituir uma expressão por outra, porém é evidente que é bom aludir com freqüência a essa insuficiência da expressão clássica, para que os ouvintes caiam na conta e para libertar o conteúdo (do reino mesmo, do significado), das limitações do significante (a palavra não completamente adequada).
Para falar do Reino pode ser melhor falar do Projeto, da Utopia de Deus... que fazemos nossa: queremos "construir a Democracia de Deus, cósmica, pluralista e inclusiva, e por isso, amorosa, encarnação viva do Deus dos mil rostos, cores, gêneros, culturas, etnias, sentidos...".

c) Conotação de gênero da palavra "Reino"
É útil saber que no âmbito da teologia feminista de língua inglesa, se rejeita também a expressão (God's Kingdom) por causa de seu machismo exacerbado. Em espanhol e português não existe o problema, porém saber que ele existe em outras línguas, isto nos convida a prevenir seu uso de forma consciente.

Os grandes temas da festa de hoje e da semana
Há vários temas que poderiam servir para orientar a reflexão da homilia ou da reflexão do círculo bíblico ou da comunidade cristã em torno dos textos deste domingo. Será preciso escolher entre eles. Aqui sugerimos alguns:
a) O Reino de Deus, como conteúdo da mensagem de Jesus. Jesus nunca se proclamou Rei: nada mais distante dele. O que Jesus fez foi colocar-se ao serviço total do Reino, de forma que este foi o centro da sua pregação e de sua vida, pois por ele deu a vida. Importa, pois, honrar esta identidade verdadeira de Jesus.
Jesus falou do Reino, foi um servidor de sua mensagem, porém seus seguidores se esqueceram do Reino e o Constituíram como o Reino mesmo, como o Rei... A mensagem foi substituída pelo mensageiro. É preciso voltar para Jesus.... Para falar concretamente do Reino é bom reparar no texto do prefacio desta festa, nele há uma "descrição" muito plástica de seu conteúdo.
Essa idéia foi recolhida no conhecido estribilho do Salmo 71 do compositor Manzano, que diz: "Teu Reino é Vida, teu Reino é Verdade, teu Reino é Justiça... é Paz... é Graça... é amor, venha a nós o teu Reino, Senhor". Bem glosada, e devidamente justificada essa perspectiva teológica pode ser uma boa orientação para a homilia. E não deveria faltar esse canto na celebração de hoje.
b) A relação entre cristianismo e reinocentrismo. Certa interpretação de uma festa - muito comum no cristianismo em geral - propicia um cristocentrismo exagerado, absoluto, que não faz justiça à verdade da revelação, à mensagem real de Jesus, ao que disse, não ao que depois dissemos que disse. Importa, pois pastoralmente, discernir a correta hierarquia de valores, que hoje mais e mais se costuma chamar "reinocentrismo".
c) O messianismo de Jesus. A aclamação ou a espera de Jesus como Rei deu-se no contexto do messianismo: esperava-se um libertador. Hoje a prostração é tal que nem se espera nada, podendo fazer da aclamação de Jesus como Rei algo bem distante do que o messias supôs para os que o esperavam.
d) A dimensão escatológica: O final dos tempos, nosso iniludível caminhar na historia, o "juízo final"... O final do ano litúrgico nos faz tematizar em nossa reflexão o próprio final da historia e o final também de nossas vidas pessoais.
Oração: Ó Deus, que quiseste reunir todos os povos em teu amor universal, e em tua comunicação multiforme e inefavel com todos. Faze que toda a criação e a humanidade, unidas pelo cuidado mutuo e pelo dialogo, alcance a plenitude do amor para o que sempre atraíste a todos. Tu que vives e estás presente em todos os povos e religiões, desde sempre e para sempre. Amém.

Oração: Ó Deus Pai Santo, para bem compreender a missão de evangelizar que nos deste, livra-nos de dúvidas do egoísmo, da ambição, da insegurança e da idolatria do dinheiro. Aumente nossa fé, nossa esperança e, sobretudo, aumetai nosso amor e nosso sentido da justiça, de modo que vivamos sempre próximos dos nossos irmãos, especialmente os mais necessitados. Faze-nos discípulos missionários, leves, alegres, confiantes no poder da Tua Graça e nas promessas de Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, que Contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amem.

Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!