domingo, 23 de outubro de 2011

DOMINGO DIA DO SENHOR: XXX SEMANA DO TEMPO COMUM.

INVOCAÇÕES: Alma de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me.  E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 23 de outubro 2011

Tema do Dia

AMARÁ O SENHOR TEU DEUS, AO TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO!

Oração da Serenidade
Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu, Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo.
Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar.
Coragem para modificar aquelas que podemos e Sabedoria para distinguir uma das outras.
Por Jesus Cristo, vosso Filho, e Nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amem! Santo. Amem!

XXX DO TEMPO COMUM
(verde, glória, creio - II semana do saltério)

 Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura do livro do Êxodo - Assim diz o Senhor: 20 Não explore o imigrante nem o oprima, porque vocês foram imigrantes no Egito. 21 Não maltrate a viúva nem o órfão, 22 porque, se você os maltratar e eles clamarem a mim, eu escutarei o clamor deles. 23 Minha ira então se inflamará, e eu farei vocês perecerem pela espada: as mulheres de vocês ficarão viúvas e seus filhos ficarão órfãos. 24 Se você emprestar dinheiro a alguém do meu povo, a um pobre que vive ao seu lado, você não se comportará como agiota: vocês não devem cobrar juros. 25 Se você tomar como penhor o manto do seu próximo, deverá devolvê-lo antes do pôr-do-sol, 26 porque ele se cobre com o manto, que é a veste do seu corpo; como iria cobrir-se ao dormir? Caso contrário, se ele clamar a mim, eu o ouvirei, porque sou compassivo. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Êxodo 22, 20 – 26

Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo Responsorial: 17(18), 2 – 3a.  3bc – 4.  47.  51 (R. 2)
REFRÃO:  Eu  vos  amo,  ó  Senhor,  sois  minha  força  e  salvação!

1. Disse:  Eu  vos  amo,  Senhor,  minha  força!  O  Senhor  é  o  meu  rochedo,  minha  fortaleza  e  meu  libertador.  Meu  Deus  é  a  minha rocha,  onde  encontro  o  meu  refúgio,  meu  escudo,  força  de  minha salvação  e  minha  cidadela.  - R.

2. O  Senhor  é  o  meu  rochedo,  minha  fortaleza  e  meu  libertador.  Meu Deus  é  a  minha  rocha,  onde  encontro  o  meu  refúgio,  meu  escudo, força  de  minha  salvação  e  minha  cidadela.  Invoco  o  Senhor,  digno de  todo  louvor,  e  fico  livre  dos  meus  inimigos.  - R.

3. Viva o Senhor  e  bendito  seja  o  meu  rochedo!  Exaltado  seja  Deus, que  me  salva!  - R.

4. Ele prepara  grandes  vitórias  a  seu  rei  e  faz  misericórdia  a  seu ungido,  a  Davi  e  a  sua  descendência  para  sempre.  - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver a ciência em minha vida!!!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom da Ciência, para que conheça cada vez mais minha própria miséria e fraqueza, a beleza da virtude, o valor inestimável da alma e ver claramente a sua luz, que me indicará o caminho a seguir.

Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da primeira carta de São Paulo aos tessalonicenses - Irmãos, dias, 5 De fato, o Evangelho que pregamos não foi apresentado somente com palavras, mas com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção. Vocês sabem o que fizemos entre vocês, para o bem de vocês mesmos. 6 E vocês imitaram o nosso exemplo e o exemplo do Senhor, acolhendo a Palavra com a alegria do Espírito Santo, apesar de tantas tribulações.  7 Assim vocês se tornaram modelo para todos os fiéis da Macedônia e da Acaia.  8 Partindo de vocês, a Palavra do Senhor se propagou, não apenas pela Macedônia e Acaia, mas também por toda parte se espalhou a fé que vocês têm em Deus, de modo que sobre isso nada precisamos dizer. 9 Eles mesmos falam da acolhida que tivemos entre vocês, e de como vocês se converteram, deixando os ídolos e voltando-se para Deus, a fim de servir ao Deus vivo e verdadeiro. 10 Falam também de como vocês esperam que Jesus venha do céu, o Filho de Deus, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos. É ele que nos liberta da ira futura. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
1tessalonicenses 1, 5 – 10

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós.

O evangelho do Dia
Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 34 Os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito os saduceus se calarem. Então eles se reuniram em grupo, 35 e um deles perguntou a Jesus para o tentar: 36 «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?» 37 Jesus respondeu: «Ame ao Senhor seu Deus com todo o seu coração, com toda a sua alma, e com todo o seu entendimento”. 38 Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39 O segundo é semelhante a esse: Ame ao seu próximo como a si mesmo. “40 Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos.» - Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
Mateus 22, 34 – 40

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia.

"Reflexão da Palavra"

AMARÁ O SENHOR TEU DEUS, AO TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO.
A legislação de Israel estava orientada a mitigar os efeitos do empobrecimento das grandes massas de camponeses. O exílio, a dispersão forçada por causa da guerra, a usura... Convertiam-se em uma ameaça para a convivência e, sobretudo, contradiziam os fundamentos éticos do povo de Deus.
O "código da aliança" dava ênfase, não somente às rubricas litúrgicas ou às orientações religiosas, mas também à proteção dos setores mais vulneráveis da sociedade: forasteiros, viúvas, órfãos, diaristas e pobres em geral. Os forasteiros, porque, na maioria dos casos, eram exilados de guerra que haviam sofrido o exílio forçado e chegavam às terras de Israel sem outro recurso que o de suas próprias mãos.
A legislação lembra os benefícios do êxodo e a mudança de situação do povo hebreu que passou da servidão à liberdade. As viúvas e os órfãos estavam à mercê dos parentes homens, que detinham o monopólio jurídico da terra.
Os diaristas estavam à mercê dos grandes proprietários que pagavam a eles quando tinham vontade e não ao concluir um dia de trabalho, como determinava a Lei. O clamor dessas pessoas se convertia em uma preocupação do Deus libertador, que não podia deixar impune os opressores, exploradores e usurários.
Um homem do antigo Israel como Jesus, se surpreenderia ao ver que nossa sociedade se baseia na usura. Para ele, os juros exagerados pagos por uma dívida era uma autêntica vergonha. E mais, se assustaria ainda ao saber que os grandes usurários governam politicamente os países e determinam quem vai viver satisfeito ou quantos milhões de pobres vão morrer de fome.
A usura é, na Bíblia, um delito comparável ao assassinato. A usura é a maior ameaça para os pobres, que se vêem obrigados a empenhar até a própria roupa para poder comer. A usura se origina na injusta percepção dos valores sociais, pois a ambição e o acúmulo se convertem no objetivo das relações sociais, tirando seu caráter de gratuidade e solidariedade.
Esta atitude costuma ser igualmente seguida no plano internacional. Considera-se natural a situação de submissão absoluta imposta no nível internacional, fruto de leis exclusivamente especulativas. Parece normal que haja domínio da vida e o trabalho de grandes massas em diferentes países, mediante a subida e queda, quase inteiramente caprichosa, dos "juros de mercado" internacionais.
Há alguns anos aconteceu o mesmo com a dívida externa: países inteiros, falidos com dívidas que equivaliam a muitas vezes o seu produto nacional bruto anual... isto é, que deviam tudo que podiam produzir durante vários anos e que de fato deviam a si mesmos.
E tudo isso, provindo de empréstimos oferecidos a juros baixos, porém flutuantes, dívidas que, uma vez contraídas, foram internacionalmente elevadas em até 18%, quando ao longo da historia as taxas não haviam alcançado mais que 6%. Nos empréstimos pessoais normalmente os juros cobrados são uma verdadeira exploração. Sabe-se onde começa a usura no plano internacional? Não estamos vivendo uma situação de usura internacional?
Costumamos pensar que o mundo civilizado e moderno é muito diferente daquele mundo de massas pobres e de escravos que não eram donos de si mesmos, porém a diferença não é tão grande assim: as grandes estruturas de injustiça são agora muito mais complexas, sofisticas e massivas.
Paulo interpreta a passagem de uma mentalidade legalista e opressora para uma mentalidade criativa e libertadora, como uma mudança da idolatria ao culto ao Deus verdadeiro, ao Deus da vida. Enquanto os operários eram prisioneiros dos intermináveis preceitos da lei escrita e oral, os assim chamados pagãos, eram escravos da incessante maré de modas de pensamento e de religiões que os impedia de descobrir-se a si mesmos como escravos da idolatria do império. Paulo propõe aos gentios, não uma religião a mais, mas um novo estilo de vida onde o discernimento, a gratuidade e a consciência de ser livre constituía o fundamento da relação com Deus e com o próximo.
O Evangelho aponta, precisamente, na mesma direção ao mostrar que para Jesus o fundamento da relação com Deus e o próximo é o amor solidário. Jesus sintetiza o decálogo e quase toda a legislação no amor fraternal e recíproco. Os juristas gostavam de provocar Jesus para saber dos seus conhecimentos sobre a Lei. Para eles o mandamento mais importante era a observância do sábado.
Esse dia devia ser dedicado por completo ao repouso e para escutar a leitura da Escritura. Com o tempo, a observância do dia de sábado foi convertido em uma carga que, a duras penas, era suportada pelos pobres. O sábado havia deixado de ser dia de festa do Senhor e se havia convertido em um dia lúgubre, cheio de prescrições ridículas, que impediam as pessoas de moverem-se, cozinhar e, inclusive, de auxiliar o necessitado.
Quando os juristas perguntam a Jesus pela lei mais importante, esperam que ele cometa o erra de se pronunciar contra a Lei. Jesus se adianta e os faz ver que na Lei o mais importante é o amor a Deus e o amor ao próximo. O amor é o espírito mesmo da legislação divina.
Ao colocar estes dois mandamentos como o eixo de toda a Escritura, Jesus coloca em primeiro lugar a atitude filial com relação a Deus e a solidariedade entre as pessoas como os fundamentos de toda a vida religiosa. Inclusive, a interpretação adequada das Escrituras (a Lei e os Profetas) depende de que sejam compreendidos e assumidos estes dois imperativos éticos.
Nós vivemos hoje em uma sociedade que tem muito mais normas que o povo judeu, inclusive nossas igrejas possuem extensas legislações. Vivemos também em um mundo com muito mais milhões de pobres e oprimidos do que podiam prever os profetas.
A palavra de Jesus que hoje lembramos e atualizamos em nossa celebração é um convite a sacudir nossa passividade, a recuperar a indignação ética diante da situação intolerável deste mundo chamado moderno e civilizado e a voltar ao essencial do evangelho, ao mandamento principal, aos dois amores.

Oração: Ó Deus Pai Santo, para bem compreender a missão de evangelizar que nos deste, livra-nos de dúvidas do egoísmo, da ambição, da insegurança e da idolatria do dinheiro. Aumente nossa fé, nossa esperança e, sobretudo, aumetai nosso amor e nosso sentido da justiça, de modo que vivamos sempre próximos dos nossos irmãos, especialmente os mais necessitados. Faze-nos discípulos missionários, leves, alegres, confiantes no poder da Tua Graça e nas promessas de Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, que Contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amem.

Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!

domingo, 9 de outubro de 2011

HOJE É DOMINGO DIA DO SENHOR: XXVIII SEMANA DO TEMPO COMUM

INVOCAÇÕES Espírito de Cristo de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 09 de outubro de 2011

Tema do Dia

CONVIDAI LA A FESTA TODOS OS QUE ENCONTRARDES!

Oração: Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu, Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo. Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que podem e Sabedoria para distinguir uma das outras. Por Jesus Cristo, vosso Filho, e Nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amem!

XXVIII DO TEMPO COMUM
(verde, glória, creio - IV semana do saltério)

Primeira Leitura
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura do livro profeta Isaías - 6 Javé dos exércitos vai preparar no alto deste monte, para todos os povos do mundo, um banquete de carnes gordas, um banquete de vinhos finos, de carnes suculentas, de vinhos refinados. 7 Neste monte, Javé arrancará o véu que cobre todos os povos, a cortina que esconde todas as nações; 8 ele destruirá para sempre a morte. O Senhor Javé enxugará as lágrimas de todas as faces, e eliminará da terra inteira a vergonha do seu povo - porque foi Javé quem falou. 9 Nesse dia se dirá: «Vejam o nosso Deus! “É nele que esperávamos para que nos salvasse: celebremos e festejemos a sua salvação». 10 A mão de Javé pousará sobre este monte, enquanto Moab será pisado no chão, como se pisa a palha no lodo da esterqueira. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Isaías 25, 6 – 10

Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 22(23), 1 – 3a. 3b – 4. 5. 6 (R/. 6)
REFRÃO: Na casa do Senhor habitarei eternamente.

1. Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, nada me faltará. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. - R.

2. Restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. - R.

3. Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça. A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias. - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver o entendimento em minha vida!!! Ó

Espírito Santo, concedei-me o dom do Entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação e da doutrina na Santa Religião.
Segunda leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses - Irmãos, 12 Aprendi a viver na necessidade e aprendi a viver na abundância; estou acostumado a toda e qualquer situação: viver saciado e passar fome, ter abundância e passar necessidade. 13 Tudo posso naquele que me fortalece. 14 Entretanto, vocês fizeram bem, tomando parte na minha aflição. 19 O meu Deus, por sua vez, atenderá com grandeza a todas as necessidades de vocês, conforme a riqueza dele em Jesus Cristo. 20 Ao nosso Deus e Pai seja dada a glória para sempre. Amém. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Filipenses 4, 12 – 14. 19 – 20

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós. É bom lembrar que ser cristão consiste, fundamentalmente, em promover a solidariedade, a misericórdia e a justiça, em compreender que a vida do ser humano é o bem mais valioso e sagrado que existe. O cristão de coração é aquele que ama a Deus, ama os seus irmãos que são templos dele e procura servir a Deus no serviço aos irmãos e irmãs, na valorização da pessoa humana e promoção da sua dignidade. O cristão de coração fala pouco e nem sempre sabe falar bonito, mas ama muito, é solidário, generoso e fraterno.

O evangelho do Dia Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 1 Jesus voltou a falar em parábolas aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo. 2 Ele dizia: «O Reino do Céu é como um rei que preparou a festa de casamento do seu filho. 3 E mandou seus empregados chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram ir. 4 O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Falem aos convidados que eu já preparei o banquete, os bois e animais gordos já foram abatidos, e tudo está pronto. Que venham para a festa’. 5 Mas os convidados não deram a menor atenção; um foi para o seu campo, outro foi fazer os seus negócios, 6 e outros agarraram os empregados, bateram neles, e os mataram. 7 Indignado, o rei mandou suas tropas, que mataram aqueles assassinos, e puseram fogo na cidade deles. 8 Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não a mereceram. 9 Portanto, vão até as encruzilhadas dos caminhos, e convidem para a festa todos os que vocês encontrarem’. 10 Então os empregados saíram pelos caminhos, e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. 11 Quando o rei entrou para ver os convidados, observou aí alguém que não estava usando o traje de festa. 12 E lhe perguntou: ‘Amigo, como foi que você entrou aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu. 13 Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrem os pés e as mãos desse homem, e o joguem fora na escuridão. Aí haverá choro e ranger de dentes’. 14 Porque muitos são chamados, Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
Mateus  22, 1 – 14

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia.

"Reflexão da Palavra"

Convidai La a festa todos os que encontrardes.
Isaias, o profeta mais influente na tradição judaica e cristã, através de sua linguagem poética e simbólica, contribui para que mantenhamos a esperança em contextos de morte como os que vivem hoje em dia os povos latino-americanos e do terceiro mundo em geral. O profeta não nos deixa perder a esperança em “outro mundo é possível”.
Através de Isaías se configura o projeto profético de Jesus: o anúncio do Reino de Deus, denunciando tudo que faz parte do anti-reino na sociedade, apontando para a possibilidade de mudança dessa realidade.
A imagem do convite ao banquete abre um caminho para ler em chave profética, o evangelho já que a partir da tradição de Isaias encontramos o convite para a festa, à qual acudiram todos os povos e será no “monte”, o lugar do encontro com Deus.
São Paulo, a partir da conhecida frase “tudo posso naquele que me conforta”, nos coloca na mesma linha de Isaias: o Senhor Deus saciará todas as nossas necessidades na pessoa de Cristo, na abundancia e na escassez, na abertura e na fome. Cristo é tudo para nós.
Lendo detidamente as três leituras da liturgia de hoje, nos deparamos com um fio condutor que, seguindo a imagem do banquete, nos permite saborear o gosto desta palavra que hoje tem sabor de alimento, esse mesmo que escasseia em muitos lugares do terceiro mundo e causa a morte de tantos.
A comunidade de Mateus responde à pergunta “o que é o Reino de Deus?”. Ele nos apresenta sua resposta a partir da imagem de um banquete de bodas, que se realiza em uma cidade (v. 7: mandou matar os homicidas e ateou fogo em sua cidade).
O Reino de Deus é um banquete ao qual todos são convidados e têm um lugar, onde há alimento para todos e todas, com a conotação de transformar uma realidade histórico-social má e injusta em outra boa e justa, o reino de Deus é como no banquete: há lugar para todos e exige corrigir as práticas que vão contra este principio, isto é, tudo que seja anti-reino.
A parábola expressa a relação entre o Senhor e seus convidados. Entre eles há duas categorias. Em primeiro lugar, alguns, que eram donos de campos e negócios, além de assassinos; estes não são dignos de entrar no Reino de Deus, por isso se auto-excluem da proposta do Reino que Deus nos oferece. O segundo tipo de convidados: estavam nas encruzilhadas dos caminhos e eram pessoas da rua, maus e bons, de tudo que há na vinha do Senhor. A sala, que havia sido preparada com toda etiqueta para o primeiro tipo de convidados, se encheu deste segundo tipo de comensais, nos quais não se havia pensado inicialmente. Para eles o banquete é agora. Chegou o momento, é sua oportunidade: o “Kayrós”, o tempo de participar ativamente na realização do projeto de Deus, as bodas de Deus com a humanidade.
Os primeiros convidados, “não dignos”, foram chamados três vezes ao banquete, porém não fizeram caso, pois estavam ocupados, cuidando de suas coisas e interesses. Os outros participantes, que não haviam recebido um primeiro convite oficial, aceitam e acolhem, animados, o convite informal para desfrutar do banquete das bodas...
Essa diferença de atitude permite constatar que há, claramente, diversas formas de responder ao chamado a participar na construção do Reio de Deus. Por isso, diz o evangelho, que “são muito os chamados e poucos os escolhidos”.
O v. 11 acrescenta um elemento novo à parábola, que muda a perspectiva: a presença do Rei oferece a chave que indica uma idéia de juízo, que recai sobre cada um dos convidados que estão desfrutando do banquete; faz sentido, então, a pergunta pela veste de festa, pois entre os convidados há alguém que não está devidamente vestido, isto é, que não está preparado e é lançado fora, para as trevas. É interessante perceber como o evangelho coloca as trevas no lado de fora do banquete, da comunidade, da igreja...
A partir desta historia, que tem como eixo central expressões a realidade do Reino de Deus, os convidados, a presidência do banquete, seria bom o questionamento: a que grupo de convidados nos assemelhamos? Que atitude assumimos diante do convite para participar do Reino? Somos sensíveis diante do conflito reino anti-reino? Estamos preparados (vestidos de festa) para assumir as exigências do Reino?
Apesar de tudo que foi dito, cabe-nos assumir a “objeção à totalidade” que muitos ouvintes e pessoas cultas e com verdadeira sensibilidade para os problemas atuais, vão sentir diante do texto do evangelho e diante da cosmovisão teológica a qual lançamos mão para explicá-la e aplicá-la. A sensação certa, ainda em muitos que não se consiga expressar com nitidez, é que este tipo de metáforas globais são profundamente inadequadas, estão gastas e ultrapassadas e não somente não dizem nada (por isso precisam de tanta explicação) como também se tornam ininteligiveis e até produzem rejeição. Como afirma a teóloga Sally McFague, são metáforas não somente obsoletas, mas perniciosas. Com toda probabilidade, Jesus já não as usaria hoje, e ficaria pasmo de ver muitos domingos dando volta em torno delas, querendo dar vida a uma simbologia e uma doutrina que estão mortas. É outro tema muito importante que precisamos nos acostumar a propor mais e mais. (cf.: “Fazem falta novas imagens religiosas”, Agenda Latino-americana 2011, p. 228). Acessível também no Arquivo digital da Agenda: serviciokoinonia.org/agenda/archivo

Oração Final: Pai Santo queremos ser dissípulos missionários, terra boa e dar frutos para o Teu Reino de Amor. Nós Te pedimos Senhor que fosse aceito por todos nós a Palavra de Jesus; que nos ensines a cultivá-la com carinho e dedicação; e que nos ajudes na sua partilha com os irmãos. Pelo mesmo Jesus, Teu Filho e nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém...

Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!

sábado, 1 de outubro de 2011

HOJE É DOMINGO DIA DO SENHOR: XXVII SEMANA DO TEMPO COMUM.


MISSA NA CASA CLARICE E GERALDO
INVOCAÇÕES Espírito de Cristo de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 02 de outubro de 2011

Tema do Dia

ARRENDOU A VINHA A OUTROS VINHATEIROS!

Oração: Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu, Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo. Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que podem e Sabedoria para distinguir uma das outras. Por Jesus Cristo, vosso Filho, e Nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amem!

XXVII DO TEMPO COMUM
(verde, glória, creio - III semana do saltério)

Primeira Leitura
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura do livro profeta Isaías -1 Cantarei em nome do meu amigo um canto de amor para a sua vinha. O meu amigo possuía uma vinha em fértil colina. 2 Capinou a terra, tirou as pedras e plantou nela videiras de uvas vermelhas. No meio, construiu uma guarita e fez um tanque de pisar uvas. Esperava que produzisse uvas boas, mas ela produziu uvas azedas. 3 E agora, moradores de Jerusalém e homens de Judá, eu lhes peço: julguem entre mim e a minha vinha. 4 O que mais eu deveria ter feito pela minha vinha, que não fiz? Por que esperei que desse uvas boas, e ela me deu uvas azedas? 5 Pois agora, vou dizer-lhes o que farei com minha vinha: vou arrancar a sua cerca para que sirva de pasto; derrubarei o seu muro para que seja pisada. 6 Vou fazer dela um matagal: ficará sem podar e nem capinar; só mato e espinhos crescerão nela; e às próprias nuvens eu mandarei que não chovam sobre ela. 7 A vinha de Javé dos exércitos é a casa de Israel, e sua plantação preferida são os homens de Judá. Eu esperava deles o direito, e produziram injustiça; esperava justiça, e aí estão gritos de desespero!
Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Isaías 5, 1 – 7

Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 79(80), 9. 12. 13 – 14. 15 – 16. 19 – 20  (R. Is 5,7a)
REFRÃO: A vinha do Senhor é a casa de Israel.

1. Uma vinha do Egito vós arrancastes; expulsastes povos para a replantar. - R.

2. Até o mar ela estendeu sua ramagem, e até o rio os seus rebentos. - R.

3. Por que derrubastes os seus muros, de sorte que os passantes a vindimem, e a devaste o javali do mato, e sirva de pasto aos animais do campo? - R.

4. Voltai, ó Deus dos exércitos; olhai do alto céu, vede e vinde visitar a vinha. Protegei este cepo por vós plantado, este rebento que vossa mão cuidou. - R.

5. E não mais de vós nos apartaremos; conservai-nos a vida e então vos louvaremos. Restaurai-nos, Senhor, ó Deus dos exércitos; mostrai-nos serena a vossa face e seremos salvos. - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver o entendimento em minha vida!!! Ó

Espírito Santo, concedei-me o dom do Entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação e da doutrina na Santa Religião.

Segunda leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses, 6 Não se inquietem com nada. Apresentem a Deus todas as necessidades de vocês através da oração e da súplica, em ação de graças. 7 Então a paz de Deus, que ultrapassa toda compreensão, guardará em Jesus Cristo os corações e pensamentos de vocês. 8 Finalmente, irmãos, ocupem-se com tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, honroso, virtuoso, ou que de algum modo mereça louvor. 9 Pratiquem tudo o que vocês aprenderam e receberam como herança, o que ouviram e observaram em mim. Então o Deus da paz estará com vocês.
Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Filipenses 4, 6 – 9

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós. É bom lembrar que ser cristão consiste, fundamentalmente, em promover a solidariedade, a misericórdia e a justiça, em compreender que a vida do ser humano é o bem mais valioso e sagrado que existe. O cristão de coração é aquele que ama a Deus, ama os seus irmãos que são templos dele e procura servir a Deus no serviço aos irmãos e irmãs, na valorização da pessoa humana e promoção da sua dignidade. O cristão de coração fala pouco e nem sempre sabe falar bonito, mas ama muito, é solidário, generoso e fraterno.

O evangelho do Dia Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 33 «Escutem essa outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, cercou-a, fez um tanque para pisar a uva, e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou a vinha para alguns agricultores, e viajou para o estrangeiro. 34 Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos agricultores para receber os frutos. 35 Os agricultores, porém, agarraram os empregados, bateram num, mataram outro, e apedrejaram o terceiro. 36 O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37 Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu próprio filho, pensando: ‘Eles vão respeitar o meu filho’. 38 Os agricultores, porém, ao verem o filho, pensaram: ‘Esse é o herdeiro. Venham, vamos matá-lo, e tomar posse da sua herança’. 39 Então agarraram o filho, o jogaram para fora da vinha, e o mataram. 40 Pois bem: quando o dono da vinha voltar, o que irá fazer com esses agricultores?» 41 Os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: «É claro que mandará matar de modo violento esses perversos, e arrendará a vinha a outros agricultores, que lhe entregarão os frutos no tempo certo.» 42 Então Jesus disse a eles: «Vocês nunca leram na Escritura: ‘A pedra que os construtores deixaram de lado tornou-se a pedra mais importante; isso foi feito pelo Senhor, e é admirável aos nossos olhos’? 43 Por isso eu lhes afirmo: o Reino de Deus será tirado de vocês, e será entregue a uma nação que produzirá seus frutos.  «PALAVRA DA SALVAÇÃO! GLÓRIA A VOZ SENHOR»
 Mateus 21, 33 – 43

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia

"Reflexão da Palavra"

ARRENDOU A VINHA A OUTROS VINHATEIROS.
Há quem siga aferrado ao um "serviço da palavra", mais apto para as gerações passadas do que para a sociedade atual. Há quem goste de ouvir uma "palavra" distante da realidade em que vivemos, expressa em linguagem teórica, com pouco sabor da vida e da problemática das pessoas...
A inculturação continua sendo um assunto pendente para muitos pregadores cristãos. Nós nos perguntamos como conseguir que nosso "serviço da palavra" se inspire e se faça carne em compromissos concretos pela Vida, pela Justiça e pela Solidariedade concretas, tal como são vividas hoje no dia a dia...
Podemos olhar para os profetas; eles podem nos orientar nessa tarefa. Eles sempre mantiveram uma atitude crítica frente às instancias de poder e, simultaneamente, viviam no meio do povo. Isaías, por exemplo, não duvida em utilizar uma velha canção romântica sobre a vinha para comunicar com eficácia a sua mensagem. Não teme que o chamem de cancioneiro, poeta cantador, ou que as pessoas pensem que seus recursos didáticos sejam de baixo nível.
Para Isaias o importante era chamar a atenção para o decadente reino de Judá, os perigos evidentes de uma política interna exercida mediante o autoritarismo, a repressão e o imediatismo. E a habilidade de seu "serviço da palavra", comprometido e vital, ao mesmo tempo acessível e profundo, ficou refletido na "canção da vinha" proposta como primeira leitura.Acontece a mesma coisa com a pregação de Jesus, como podemos ver no evangelho de hoje.
Jesus se vale do mesmo tema da vinha para expressar sua mensagem. Muitos grupos fanáticos consideravam que a salvação de Israel era a única meta da historia. Jesus questionou duramente esta maneira de pensar, por ser superficial e excludente. Por isso, muitos líderes sectários, tanto de direita como de esquerda, consideraram que Jesus era uma ameaça. Para Jesus, o Reino de Deus estava aberto a todos os seres humanos "de boa vontade", ou seja, que tivessem como valor primeiro de sua vida o Amor e a Justiça.
O Reino é "Vida, Verdade, Justiça, Paz, Gratuidade, Amor". Por isso, para Jesus não eram importantes as diferenças raciais, de gênero ou de qualquer outro tipo: todas as pessoas "de boa vontade", todas as que estão dispostas a viver a solidariedade fraterna, são convidadas. E Jesus, não somente o propôs como um ideal, mas também o realizou na prática.
Esta maneira de agir e de pensar acarretou-lhe agudos e profundos conflitos com os grupos religiosos e políticos da época, inclusive com seus próprios discípulos. Para os praticantes da doutrina ortodoxa essa abertura do Reino de Deus aos estrangeiros, enfermos e pecadores era absolutamente impensável. Mais ainda, eles consideravam que fora de Israel e de sua religião não havia salvação para ninguém mais. Consideravam-se "proprietários" do Reino de Deus.
Jesus os desafia abertamente e por meio dessa comparação com a vinha, mostra-lhes que a ortodoxia recalcitrante não conduz à salvação. O profeta da Galileia satiriza as pretensões privatizadoras dos ortodoxos e lhes mostra que Deus entrega o Reino àquelas comunidades que vivem o amor e a justiça. O Reino não é propriedade privada de ninguém, nem de nenhum grupo em particular. Ninguém o tem assegurado a título de uma reza ou de uma determinada religião.
Toda ação e ministério de Jesus refletem o seu compromisso com a vida. Suas ações e palavras convocam a todos a partilhar a vida na nova realidade humana e mundana que a construção do Reino vai provocando: suas obras poderosas, sua acolhida aos excluídos, o anuncio da utopia de Deus que abre novos horizontes de esperança no coração dos pobres.
Estes e outros sinais são manifestações da vontade do Pai que envia a Jesus para que seus filhos e filhas "tenham vida e a tenham em abundancia" (Jo 10,10) e que, por isso, convida a celebrar o retorno do filho "que estava morto e voltou à vida" (cf. Lc 15, 32).
A denuncia de Jesus, por outra parte, nos indica que o mensageiro do Deus da Vida não pode permitir que o ser humano esteja permanentemente torturado por experiências de morte. Queremos que nossa vida e nosso ministério sejam uma confissão e um testemunho de nossa fé em Deus "que ama a vida" (Sb 11, 26). Como seguidores de Jesus, sabemos que esta vida se manifesta e pode ser vivida em plenitude quando se coloca totalmente a serviço do Reino (cf. Mt 10, 39).
Jesus, o Filho do homem, está disposto a dar a vida em resgate por todos (cf. Mt 20, 28). Ninguém lhe tirou a vida; ele mesmo a entregou livremente. Dele aprendemos que ser bom pastor é dar a vida pelo rebanho, dar a vida pelos irmãos (cf. Jo 10,11).
Neste momento devemos somar esforços com tantos cristãos e cristãs que nos últimos anos optaram por servir à vida, ainda que com o risco de perder ou complicar a sua própria. Ao fazer isso, prolongamos a melhor tradição cristã, confiados na intercessão de nossos irmãos e irmãs mártires.

Oração: Pai Santo queremos ser dissípulos missionários, terra boa e dar frutos para o Teu Reino de Amor. Desde o começo dos tempos manifestaste teu amor e que dia-a-dia cuidas de todos e cada um de nós como um vinhateiro amoroso; guia nossos passos para que sejamos agradecidos e faze que nossa gratidão não seja somente de palavra, mas com obras de "direito e de justiça", em favor de todos e especialmente dos privados de seus direitos. Nós Te pedimos Senhor que fosse aceito por todos nós a Palavra de Jesus; que nos ensines a cultivá-la com carinho e dedicação; e que nos ajudes na sua partilha com os irmãos. Pelo mesmo Jesus, Teu Filho e nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo. Amém...

Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!