domingo, 24 de abril de 2011

PÁSCOA DA RESSIRREIÇÃO:DOMINGO DIA DO SENHOR.

JESUS RESSUSCITADO.
INVOCAÇÕE Espírito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me.  E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 24 de abril 2011

Tema do Dia

ELE DEVIA RESSUSCITAR DOS MORTOS!

Oração
Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu,
Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo.
 Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que podem e Sabedoria para distinguir uma das outras. Por Jesus Cristo, vosso Filho, Nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amem!

PÁSCOA DA RESSIRREIÇÃO
(branco, glória, seqüência, creio, pref. da Páscoa I - I semana do saltério)

Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura dos Atos dos Apóstolos - Naqueles dias, 34 Pedro então começou a falar: «De fato, estou compreendendo que Deus não faz diferença entre as pessoas. 37 Vocês sabem o que aconteceu em toda a Judéia, a começar pela Galiléia, depois do batismo pregado por João. 38 Eu me refiro a Jesus de Nazaré: Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder. E Jesus andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os que estavam dominados pelo diabo; porque Deus estava com Jesus. 39 E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles mataram a Jesus, suspendendo-o numa cruz. 40 Deus, porém, o ressuscitou no terceiro dia e lhe concedeu manifestar a sua presença, 41 não para todo o povo, mas para as testemunhas que Deus já havia escolhido: para nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ele ressuscitou dos mortos. 42 E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos. “43 Sobre ele todos os profetas dão o seguinte testemunho: todo aquele que acredita em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados.» - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Atos dos Apóstolos 10, 34. 37 – 43

Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 117(118), 1 – 2. 16 – 17. 22 – 23 (R.24)
REFRÃO: Este é o dia que o Senhor fez para nós:/alegremo-nos e nele exultemos!

1. Aleluia. Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque eterna é a sua misericórdia. Diga a casa de Israel: Eterna é sua misericórdia. - R.

2. A destra do Senhor fez prodígios, levantou-me a destra do Senhor; fez maravilhas a destra do Senhor. Não hei de morrer; viverei para narrar às obras do Senhor. - R.

3. A pedra rejeitada pelos arquitetos tornou-se a pedra angular. Isto foi obra do Senhor, é um prodígio aos nossos olhos. - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver o conselho em minha vida!!!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Conselho, tão necessário nos melindrosos passos da vida, para que escolha sempre aquilo que mais Vos seja do agrado, e siga em tudo, Vossa divina graça e saiba socorrer meu próximo com bons conselhos.

Segunda leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da carta de São Paulo aos Colossenses-Irmãos,  1 Se vocês foram ressuscitados com Cristo, procurem as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus.  2 Pensem nas coisas do alto, e não nas coisas da terra.  3 Vocês estão mortos, e a vida de vocês está escondida com Cristo em Deus.  4 Quando Cristo se manifestar, ele que é a nossa vida, então vocês também se manifestarão com ele na glória. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Colossenses 3, 1 – 4

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós. É bom lembrar que ser cristão consiste, fundamentalmente, em promover a solidariedade, a misericórdia e a justiça, em compreender que a vida do ser humano é o bem mais valioso e sagrado que existe. O cristão de coração é aquele que ama a Deus, ama os seus irmãos que são templos dele e procura servir a Deus no serviço aos irmãos e irmãs, na valorização da pessoa humana e promoção da sua dignidade. O cristão de coração fala pouco e nem sempre sabe falar bonito, mas ama muito, é solidário, generoso e fraterno.

O evangelho do Dia
Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João – Naquele tempo, 1 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus bem de madrugada, quando ainda estava escuro. Ela viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo. 2 Então saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo que Jesus amava. E disse para eles: «Tiraram do túmulo o Senhor, e não sabemos onde o colocaram.» 3 Então Pedro e o outro discípulo saíram e foram ao túmulo. 4 Os dois corriam juntos. Mas o outro discípulo correu mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao túmulo. 5 Inclinando-se, viu os panos de linho no chão, mas não entrou. 6 Então Pedro, que vinha correndo atrás, chegou também e entrou no túmulo. Viu os panos de linho estendidos no chão 7 e o sudário que tinha sido usado para cobrir a cabeça de Jesus. Mas o sudário não estava com os panos de linho no chão; estava enrolado num lugar à parte. 8 Então o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo, entrou também. Ele viu e acreditou. 9 De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura que diz: «Ele deve ressuscitar dos mortos.» - Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
João 20, 1 - 9

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia.

"Reflexão da Palavra"

Fica conosco, pois já é tarde.
(A-) Comentário comum
A primeira leitura dos atos reflete o esforço das primeiras comunidades por apresentar o ministério de Jesus em forma simples e atrativa. O texto que lemos hoje é uma espécie de “credo”, kerigma, ou anuncio fundamental. São narrados os acontecimentos da missão de Jesus e o significado de sua ação para os pobres. Logo se dá uma grande ênfase no trabalho da comunidade como testemunha da ressurreição.
A comunidade cristã sempre esteve interessada em comunicar o significado e valor da vida, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré e não somente em narrar o acontecimento como tal. Toda a vida apostólica de Jesus foi concentrada nessa pregação, destinada a mostrar aos novos discípulos como a ação do Mestre da Galileia que perdura na obra da comunidade.
O discurso de Pedro conserva a lembrança fidedigna do que eles, os apóstolos, pregavam depois da ressurreição de Jesus. É o chamado “kerigma” ou proclamação solene do núcleo da fé cristã, destinada aos judeus e aos pagãos, convidando-os a crer em Jesus Cristo, a confiar nele e a ingressar na sua Igreja.
Não se trata de uma ideologia nem de um código moral detalhado. Trata-se do anuncio dos acontecimentos que acabamos de celebrar na semana santa: a vida de Jesus de Nazaré, circunscrita geograficamente desde a Galileia, ao norte do país, até Jerusalém, a capital.
Sua pregação e seus milagres são sinais da misericórdia de Deus. Sua morte na cruz e sua ressurreição dentre os mortos, da qual os apóstolos foram constituídos testemunhas fidedignas. Aos seus ouvintes e a nós hoje, Pedro exorta a crer em Jesus Cristo para obter a salvação.
Este é o conteúdo fundamental de nossa fé, que todos devemos testemunhar alegremente com nossa vida e com nossas palavras. Porque são fatos salvadores, libertadores, pelos quais Deus se doa como Pai, perdoando nossos pecados e dando-nos sentido à nossa vida, às vezes tão extraviada e tão sofrida.
Na segunda leitura, da carta aos Colossenses, recebemos o convite a radicalizar nosso estilo de vida cristã. A exortação a buscar os bens “de cima” não é uma maneira de legitimar a evasão de nossas responsabilidades no presente, mas, pelo contrario, um convite a assumir o projeto de Jesus, a partir da sua perspectiva e dos valores por ele proclamados.
Os valores de cima são os valores que, em sua vida histórica, proclamou e viveu o ressuscitado: o amor universal, a justiça e a solidariedade. Os valores que nos conduzem a ele, para sua experiência de ressurreição. Os valores do “mundo” são aqueles modos de vida que imperam nos sistemas que impõem o egoísmo, o individualismo e o acúmulo de bens. Por “mundo” não se entende nossa existência histórica como tal, mas as organizações humanas que criam modos de vida, com freqüência incompatíveis com o evangelho.
O evangelho de João nos fala hoje, precisamente, desse conjunto de dificuldades que obscurecem o entendimento humano e o tornam incapaz de compreender as verdades da fé. Os discípulos não devem ir em busca do Mestre no sepulcro.
O lugar de Jesus de Nazaré não está entre os mortos, mas na presença de Deus, de onde anima a comunidade a continuar sua missão. Maria Madalena compreende perfeitamente este acontecimento e, no profundo do coração, experimenta uma alegria transbordante quando descobre que o lugar para buscar o seu Senhor não é o cemitério.
Pedro e o outro discípulo correm, alertados pela voz de Madalena. Porém, somente o outro discípulo compreende o significado da ausência de Jesus. Pedro examina o túmulo e os panos, porém seu entendimento ainda está preso aos seus temores.
O evangelho conclui com a frase: “Até então não haviam compreendido a Escritura”, para mostrar como a comunidade de crentes teve de percorrer um longo caminho antes de compreender o significado e o alcance histórico da ressurreição de Jesus. Enquanto eles e elas ainda choravam de dor pela ausência do Mestre, ele já estava animando a vida da comunidade na eucaristia, na vida comunitária e na solidariedade para com os mais pobres.
O texto nos convida a fazer um caminho de fé que nos faça compreender o significado da ressurreição de Jesus para nossas vidas. Não basta correr de um lado para outro buscando o Senhor sem compreender o que significa sua ressurreição.
É necessário aprender a descobrir nos sinais de morte ou o gérmen da vida. Aí onde o discípulo desprevenido experimenta o vazio da tumba, o “outro discípulo”, o que ama intensamente ou entranhavelmente o Senhor, descobre a manifestação mais profunda do Deus da vida.
B) Segundo esquema
Como em outros anos, incluímos aqui um segundo esquema de homilia, nitidamente na linha da espiritualidade latino-americana da libertação, que intitulamos “O Ressuscitado é o Crucificado”.
O que não é a ressurreição de Jesus
Pode-se dizer teologicamente que a ressurreição de Jesus não é um fato “histórico”, com isto não se quer dizer que seja um fato irreal, mas que sua realidade está mais além do físico. A ressurreição de Jesus não é um fato realmente que possa ser registrado pela historia: ninguém teria a possibilidade de fotografar a ressurreição.
Objeto de nossa fé, a ressurreição de Jesus é mais que um fenômeno físico. De fato, os evangelhos não narram a ressurreição: ninguém a viu. As testemunhas falam a partir de suas experiências de crentes: sentem que o ressuscitado “está vivo”, porém não são testemunhas do fato mesmo da ressurreição.
A ressurreição de Jesus não tem semelhança alguma com o “reavivamento” de Lázaro. Jesus não voltou a esta vida nem aconteceu a reanimação de um cadáver (de fato, em teoria, não teríamos problema em acreditar na ressurreição de Jesus ainda que seu cadáver houvesse ficado entre nós, porque o corpo ressuscitado não é, sem mais, o cadáver).
A ressurreição (tanto de Jesus quanto a nossa) não é uma volta para trás, mas um passo adiante, um passo para outra forma de vida, a vida de Deus.
Importa realçar este aspecto para que nos demos conta de que nossa fé na ressurreição não é a adesão a um “mito” como ocorre em tantas religiões, que possuem seus mitos de ressurreição. Nossa afirmação da ressurreição não tem por objetivo um fato físico, mas uma verdade de fé com um sentido mais profundo, que é o que queremos desenvolver.
A “boa noticia” da ressurreição foi conflitiva
Uma primeira leitura de Atos provoca estranheza: por que a notícia da ressurreição suscitou a ira e a perseguição por parte dos judeus? Noticias de ressurreição não eram tão infreqüentes naquele mundo religioso. Não deveria ofender a ninguém a noticia de que alguém tivesse tido a sorte de ser ressuscitado por Deus.
Contudo, a ressurreição de Jesus foi recebida com uma gravidade extrema por parte das autoridades judaicas. Faz pensar no forte contraste com a situação atual: hoje ninguém se irrita ao escutar essa notícia. A ressurreição de Jesus hoje provoca indiferença? Por que esta indiferença? Será que não anunciamos a mesma ressurreição? Ou não anunciamos a mesma coisa no anúncio da ressurreição de Jesus?
Lendo mais atentamente o livro de Atos, percebe-se que o anúncio mesmo que faziam os apóstolos tinha um ar polêmico: anunciavam a ressurreição “desse Jesus a quem vocês crucificaram”. Isto é, não anunciavam a ressurreição em abstrato, como se a ressurreição de Jesus fosse simplesmente a afirmação do prolongamento da vida depois da morte.
Tampouco estavam anunciando a ressurreição de alguém qualquer, como se o que importante fosse simplesmente que um ser humano, qualquer que fosse, havia transpassado as portas da morte.
O crucificado e o ressuscitado
Os apóstolos anunciavam uma ressurreição muito concreta: a daquele homem chamado Jesus, a quem as autoridades civis e religiosas haviam rejeitado, excomungado e condenado. Quando Jesus foi atacado pelas autoridades, ficou só. Seus discípulos o abandonaram, e Deus mesmo guardou silencio como se estivesse de acordo. Tudo parecia concluir com a crucificação.
Porém, aí ocorreu algo. Uma experiência nova e poderosa se lhes impôs: sentiram que estava vivo. Foram invadidos por uma certeza estranha: que Deus confirmava a missão de Jesus e se empenhava em reivindicar seu nome e sua honra.
Jesus está vivo; não puderam vencê-lo com a morte. Deus o ressuscitou, sentou-o à sua direita, confirmando a veracidade e o valor de sua vida, de sua palavra, de sua Causa. Jesus tinha razão e não as autoridades que o expulsaram deste mundo e desprezaram sua Causa. Deus está do lado de Jesus, Deus respalda a Causa do Crucificado. O crucificado ressuscitou e vive!
E foi isto que verdadeiramente irritou as autoridades judaicas: Jesus deixou-as irritadas estando vivo e, igualmente, estando ressuscitado. Também a elas, o que as irritava não era o fato físico mesmo de uma ressurreição, que um ser humano morra ou ressuscite; o que não podiam tolerar era pensar que a Causa de Jesus, seu projeto, sua utopia, que já haviam considerado tão perigosa em vida e que já acreditavam enterrada, voltasse e se colocasse novamente em pé, isto é, que houvesse ressuscitado. E não podiam aceitar que Deus estivesse se comprometendo por aquele crucificado, condenado e excomungado. Eles acreditavam em outro Deus.
Crer com a fé de Jesus
Porém, os discípulos que redescobriram em Jesus o rosto de Deus (como o Deus de Jesus) compreenderam que Jesus era o Filho, o Senhor, a Verdade, o Caminho, a Vida, o Alfa, o Ômega. A morte não tinha nenhum poder sobre ele. Estava vivo. Havia ressuscitado. E não podiam senão confessá-lo e “segui-lo”, “aderindo à sua Causa”, obedecendo a Deus antes que aos homens, ainda que custasse a vida.
Trata-se de crer que a ressurreição não é para eles a afirmação de um fato físico-histórico, que aconteceu ou não, nem uma verdade teórica abstrata (a vida pós-morte), mas a afirmação contundente da validez suprema da Causa de Jesus, à altura mesma de Deus (à direita de Deus Pai), pela qual é necessário viver e lutar até a doação da própria vida.
E se nossa fé reproduz realmente a fé de Jesus (sua visão da vida, sua opção diante da historia, sua atitude diante dos pobres), será tão conflitiva como o foi na pregação dos apóstolos ou na vida mesma de Jesus.
Se, no entanto, reduzimos a ressurreição de Jesus a um símbolo universal da vida pós-morte, ou à simples afirmação de uma vida para além da morte, ou a um fato físico-histórico que ocorreu há vinte séculos. Então essa ressurreição fica esvaziada do conteúdo que teve em Jesus e já não diz nada a ninguém, nem irrita os poderes deste mundo, mas chega até a desmotivar ou desmobilizar o seguimento e o compromisso pala Causa de Jesus.
O importante não é crer em Jesus, mas crer como Jesus. Não é ter fé em Jesus, mas ter a fé de Jesus: sua atitude diante da história, sua opção pelos pobres, sua proposta, sua luta decidida, sua Causa.
Crer lucidamente em Jesus na América Latina, ou neste Continente “cristão”, onde a noticia de sua ressurreição já não irrita a tantos que invocam seu nome para justificar inclusive as atitudes contrarias às de Jesus, implica voltar a descobrir o Jesus histórico e o sentido da fé na ressurreição.
Crendo com essa fé de Jesus, as “coisas de cima” e as da terra não são já duas direções opostas, nem sequer distintas.
As “coisas de cima” são da Terra Nova que está enxertada já aqui embaixo. É preciso fazê-la nascer no doloroso parto da História, sabendo que nunca será fruto adequado de nossa planificação, mas dom gratuito daquele que vem. Buscar as “coisas de cima” não é esperar passivamente que soe a hora escatológica (que já soou na ressurreição de Jesus), mas tornar realidade em nosso mundo o Reinado do Ressuscitado e sua Causa: Reino de vida, de Justiça, de Amor e de Paz.
Oração comunitária
Ó Deus, origem e fonte de nossa vida, que nos enches de alegria por ocasião das festas da Páscoa, ajuda-nos. Renovados pela grande alegria experimentada pela comunidade, queremos trabalhar sempre para vencer a morte e fazer crescer a vida, até que a experimentemos em sua consumação plena. Por teu Filho Jesus, morto e ressuscitado. Amém.
Complementamos a reflexão com este soneto de Dom Pedro Casaldáliga:
“Eu mesmo O verei”
E seremos nós, para sempre,
Como é Tu o que foste, em nossa terra,
Companheiro de todos os caminhos.
Seremos o que somos, para sempre,
Porém gloriosamente restaurados,
Como são tuas essas cinco chagas,
Imprescritivelmente gloriosas.
Como Tu és o que foste humano, irmão,
Exatamente igual na tua morte,
Jesus, o mesmo e totalmente outro,
Assim seremos para sempre, exatos,
O que fomos, somos e seremos,
Totalmente outros, porém, tão nós mesmos.

Oração Final
Pai Santo, que assumiste a nossa humanidade na encarnação de Teu Filho amado, dá-nos sabedoria e força para que também nós nos tornemos discípulos missionários. Um povos que sofrem fome no mundo ou que estejam sedentos de justiça, de paz e de verdade e Vida em abundância. Por meio de seu Filho permita que todos os povos possam satisfazer suas necessidades e avancem para a comunhão fraterna de amizade e solidariedade. Contigo, revelando aos irmãos à luz interior do Teu Espírito que habita em nós; Pelo mesmo Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!

domingo, 17 de abril de 2011

MVI_D.RAMOS.AVI

DOMINGO DE RAMOS E PAIXÃO DO SENHOR

JESUS REI DOMINGO DE RAMOS
INVOCAÇÕES Espírito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me.  E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 17 de abril 2011   

Tema do Dia

PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO!

Oração
Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu, Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo. Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que podem e Sabedoria para distinguir uma das outras. Por Jesus Cristo, vosso Filho, Nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amem...

RAMOS E PAIXÃO DO SENHOR
(vermelho, creio, pref. próprio - II semana do saltério)

Primeira Leitura
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura do livro do profeta Isaías - Naqueles dias, 4 O Senhor Javé me deu a capacidade de falar como discípulo, para que eu saiba ajudar os desanimados com uma palavra de coragem. Toda manhã ele faz meus ouvidos ficar atentos para que eu possa ouvir como discípulo. 5 O Senhor Javé abriu meus ouvidos e eu não fiz resistência nem recuei. 6 Apresentei as costas para aqueles que me queriam bater e ofereci o queixo aos que me queriam arrancar a barba, e nem escondi o meu rosto dos insultos e escarros. 7 O Senhor Javé me ajuda, por isso não me sinto humilhado; endureço o meu rosto como pedra, porque sei que não vou me sentir fracassado. Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Isaias 50, 4 – 7

Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 21(22), 8 - 9. 17 - 18a. 19 - 20. 23 - 24 (R. 2a)
REFRÃO: Meu Deus, por que me abandonastes?

1. Todos os que me vêem zombam de mim; dizem, meneando a cabeça: Esperou no Senhor, pois que ele o livre, que o salve, se o ama. - R.

2. Sim, rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores. Traspassaram minhas mãos e meus pés: poderia contar todos os meus ossos. Eles me olham e me observam com alegria, - R.

3. Repartem entre si as minhas vestes, e lançam sorte sobre a minha túnica. Porém, vós, Senhor, não vos afasteis de mim; ó meu auxílio, bem depressa me ajudai. - R.

4. Então, anunciarei vosso nome a meus irmãos, e vos louvarei no meio da assembléia. Vós que temeis o Senhor, louvai-o; vós todos, descendentes de Jacó, aclamai-o; temei-o, todos vós, estirpe de Israel, - R.  

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver a Sabedoria em minha vida!!!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom da Sabedoria, a fim de que cada vez mais aprecie as coisas divinas e, abrasado pelo fogo do Vosso amor, prefira com alegria as coisas do céu afaste tudo que é mundano e me una para sempre a Cristo, se entregando neste mundo por Seu amor.

Segunda leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da carta de São Paulo aos Filipenses -Irmãos, 6 Ele tinha a condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus. 7 Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como simples homem, 8 humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz! 9 Por isso, Deus o exaltou grandemente, e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome; 10 para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a terra; 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Filipenses 2, 6 – 11

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós. A transfiguração nos mostra que Jesus, verdadeiro homem, vive todas as dimensões da existência humana, ou seja, da glória até o sofrimento e a morte. No alto do Monte Tabor, a sua glória torna-se manifesta, porém Jesus está diante de Moisés e Elias, ou seja, diante de todas as profecias que foram feitas em relação a ele, principalmente as que se referem à sua morte e ressurreição. E Jesus nos mostra que a verdadeira realização humana encontra-se em fazer a vontade de Deus, ou seja, amar até o fim. A morte de cruz foi colocada pelos homens como condição para que Jesus amasse até o fim, e Jesus não fugiu do seu compromisso, nos mostrando que é perfeitamente possível cumprir a vontade do Pai até o fim. (Mc 9, 2 -13)

O evangelho do Dia
Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus – Naquele tempo, 14 Então um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi aos chefes dos sacerdotes, 15 e disse: «O que é que vocês me darão para eu entregar Jesus a vocês?» Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16 E a partir desse momento, Judas procurava uma boa oportunidade para entregar 17 No primeiro dia dos ázimos, os discípulos se aproximaram de Jesus, e perguntaram: «Onde queres que façamos os preparativos para comermos a Páscoa?» 18 Jesus respondeu: «Vão à cidade, procurem certo homem, e lhe digam: ‘O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo, eu vou celebrar a Páscoa em sua casa, junto com os meus discípulos.’ « 19 Os discípulos fizeram como Jesus mandou, e prepararam a Páscoa. 20 Ao cair da tarde, Jesus se pôs à mesa, com os doze discípulos. 21 Enquanto comiam, Jesus disse: «Eu lhes garanto: um de vocês vai me trair.» 22 Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: «Senhor, será que sou eu?» 23 Jesus respondeu: «Quem vai me trair, é aquele que comigo põe a mão no prato. 24 O Filho do Homem vai morrer, conforme a Escritura fala a respeito dele. Porém, ai daquele que trair o Filho do Homem. Seria melhor que nunca tivesse nascido!» 25 Então Judas, o traidor, perguntou: «Mestre, será que sou eu?» Jesus lhe respondeu: «É como você acaba de dizer.» 26 Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a bênção, o partiu, distribuiu aos discípulos, e disse: «Tomem e comam, isto é o meu corpo.» 27 Em seguida, tomou um cálice, agradeceu, e deu a eles dizendo: «Bebam dele todos, 66 O que vocês acham?» Responderam: «É réu de morte!» Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
Mateus 26, 14 - 27, 66

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia.

"Reflexão da Palavra"

Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo
Vamos fazer um comentário pensando nas pessoas do povo, com suas preocupações diárias da vida. Pra começar, queremos nos perguntar: É possível celebrar a semana santa de uma forma alternativa? Comecemos perguntando-nos: o que sentem, o que sentimos, diante da semana santa? Muitos trabalhadores, profissionais dos mais variados setores e também intelectuais, ou pessoa de alguma cultura, se sentem mal quando, na semana santa, pela significação especial de tais dias, ou para acompanhar a família, e com a lembrança de uma infância e juventude religiosa, entram em uma igreja, captam o ambiente e escutam a pregação.
Sentem-se imersos de novo naquele mundo de conceitos, símbolos, referencias bíblicas... que elaboram uma mensagem sobre a base de uma crença central fora do templo a pessoa não se encontra nunca em nenhum outro setor da vida: a “redenção”. Estamos na semana santa, e o que celebramos é o grande mistério de todos os tempos, o mais importante acontecimento: a redenção.
O “homem” foi criado por Deus (só em segundo plano a mulher), porém esta, a mulher, convenceu o varão a comerem juntos uma fruta proibida por Deus. Aquilo foi uma queda no plano de Deus, que veio abaixo, foi interrompido, e precisou ser substituído por um novo plano, o plano da redenção, para redimir o ser humano que está em “desgraça com Deus” desde que praticou aquele “pecado original, devido à infinita ofensa que tal “pecado” infringiu a Deus.
Esse novo plano, de redenção, exigiu a “vinda de Deus ao mundo”, mediante sua encarnação em Jesus, para assumir assim nossa representação jurídica diante de Deus e “pagar” por nós a Deus uma reparação adequada por semelhante ofensa infinita. E é por isso, pelo que Jesus sofreu indizíveis tormentos em sua Paixão e Morte, para “reparar” a ofensa, redimindo dessa forma a humanidade, e conseguindo o perdão de Deus e o resgate do poder do domino sob o qual permanecia cativa.
Esta é a interpretação, a teologia sobre a qual se constroem e giram a maior parte das interpretações em curso durante a semana santa. E este é o ambiente diante do qual muitos crentes de hoje se sentem mal, muito mal. Sentem que se asfixiam. Se vêem transladados a um mundo que nada tem com o mundo real de cada dia, nem com o da ciência, o da informação, o do sentido mais profundo de sua vida. Por este mal estar, outros cristãos não somente se foram da semana santa tradicional como também da Igreja.
Há outra forma de entender a Semana Santa, que não nos obrigue a transitar pelo mundo dessa teologia na qual tantos já não cremos?
Podemos não crer em tal teologia. Não se trata de nenhum dogma de fé. Trata-se de uma maravilhosa construção interpretativa do mistério de Cristo, graças à genialidade medieval de santo Anselmo de Canterbury, que a partir de sua visão de direito romano, construiu, “imaginou” uma forma de explicar a si mesmo, naquele contesto cultural, o sentido da morte de Jesus. Estava  condicionado por muitas crenças próprias da Idade Média e fez o que pode e o fez bem feito: elaborou uma fantástica interpretação que cativou tanto as mentes de seus coetâneos que perdurou até o século XX. É preciso felicitar santo Anselmo, sem dúvida.
O Concílio Vaticano II é o primeiro momento eclesial que supõe certo abandono da hipótese da Redenção, ou uma interpretação da significação de Jesus para mais além da redenção. Sem dúvida, nos documentos conciliares aparece a materialidade do conceito, numerosas vezes inclusive, porém a estrutura do pensamento e da espiritualidade conciliar vão muito mais além.
O significado de Jesus para a Igreja posconciliar – não digamos da Igr3eja com espiritualidade da libertação – deixa passa pela redenção, pelo pecado original, pelos terríveis sofrimentos expiatórios de Jesus e pela genial “substituição penal satisfatória” idealizada por Anselmo de Canterbury.
Desaparecem estas referencias, e quando ouvidas, soam estranhas, incompreensíveis, ou causam rejeição. É o caso do filme de Mel Gibson, que foi rejeitado por muito espectadores crentes, não por outra coisa senão pela imagem do “Deus cruel e vingador” que dava por suposta, imagem que, evidentemente, hoje não somente já não se crê, mas que convida veementemente à rejeição.
Como celebrar a semana santa quando se é um cristão que já não comunga com essas crenças? A pessoa se sente profundamente cristão, admirador de Jesus, discípulo seu, seguidor de sua causa, lutador por sua Utopia, porém sente-se mal nesse outro ambiente asfixiante das representações da paixão ao novo e velho estilo de Mel Gibson, das via-crúcis, os passos da semana santa, das meditações das sete palavras, das horas santas que retomar repetitivamente as mesmas categorias teológicas de santo Anselmo do século XI estando como estamos no século XXI.
Por trás da semana santa que celebramos não deixam de estar aí, mesmo que bem longe, as raízes ancestrais, as festa que os indígenas originários já celebravam sobre a base certa do equinócio astronômico. Trata-se de uma festa que evoluiu muito criativamente ao ser herdada de um povo a outro, de uma cultura a outra, de uma religião a outra.
Uma festa que foi herdada e recriada também pelos nômades israelitas com a festa do cordeiro pascal, e depois transformada pelos israelitas sedentários como que a festa dos pães ázimos, como lembrança e atualização da Páscoa, pedra angular da identidade israelita. Festa que os cristãos logo cristianizaram como a festa da Ressurreição de Cristo e que somente mais tarde, com o devir dos séculos, na obscura Idade Media, ficou opaca sob a interpretação jurídica da redenção por obra do genial santo já mencionado.
Podemos pensar que “outra semana santa é possível” e urgente! Mesmo não havendo espaço para desenvolver aqui uma nova interpretação desta festa, podemos por enquanto aliviar aos que se sentiam culpado pelo desejo de que ‘outra semana santa é possível’, e convidar também a todos à criatividade, livre, consciente, responsável e gozosa.
Certamente não vai ser possível em todas as partes ou em qualquer contexto, porém o será em muitas comunidades concretas. Se não é possível na minha comunidade, poderá sê-lo em alguma outra comunidade mais livre e criativa que talvez não esteja muito longe da minha por que não perguntar, por que não buscar essa comunidade?

Oração Final
Pai Santo, para bem compreender a missão de evangelizar que nos deste, livra-nos de dúvidas do egoísmo, da ambição, da insegurança e da idolatria do dinheiro. Ponhamos nossas vidas nas mãos de Deus, para que nos dê a humildade necessária a fim de reconhecer diante dele que estamos a caminho e que nos falta muito que aprender. Faze-nos discípulos missionários leves, alegres, confiantes no poder da Tua Graça e nas promessas de Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, que Contigo reina na unidade do Espírito Santo. AMÉM...
Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!

domingo, 3 de abril de 2011

IV DOMINGO DA QUARESMA: DIA DO SENHOR.

JESUS CURA O CHEGO DE NASCENSA
INVOCAÇÕES Espírito de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me.  E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.

Hoje é domingo, 03 de abril de 2011

Tema do Dia

O CEGO FOI, LAVOU-SE E VOLTOU ENXERGANDO!

Oração
Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu,
Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo.
 Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que podem e Sabedoria para distinguir uma das outras. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem!

IV DOMINGO DA QUARESMA
(roxo, creio, prefácio próprio - IV semana do saltério)

 Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura do livro de Samuel - 1 Javé disse a Samuel: «Até quando você vai ficar lamentando Saul? Fui eu mesmo que o rejeitei como rei de Israel. Encha a vasilha de óleo. “Ordeno que você vá ter com a família de Jessé, o belemita, porque eu escolhi um rei entre os filhos dele». 6 Quando chegou, Samuel viu Eliab e pensou: «Certamente é esse que Javé quer ungir!» 7 Javé, porém, disse a Samuel: «Não se impressione com a aparência ou estatura dele. “Não é esse que eu quero, porque Deus não vê como o homem, porque o homem olha as aparências, e Javé olha o coração». 10 Jessé apresentou a Samuel sete dos seus filhos. E Samuel respondeu: «Não foi nenhum desses que Javé escolheu». 11 Então Samuel perguntou a Jessé: «Estão aqui todos os seus filhos?» Jessé respondeu: «Falta o menor. “Ele está tomando conta do rebanho». Então Samuel disse a Jessé: «Mande buscá-lo, porque não nos sentaremos à mesa enquanto ele não chegar». 12 Jessé mandou chamá-lo e o fez entrar: era ruivo, seus olhos eram belos, e tinha boa aparência. E Javé disse: «Levante-se e unja o rapaz, porque é esse». 13 Samuel pegou a vasilha de óleo e ungiu o rapaz na presença dos irmãos. Desse dia em diante, o espírito de Javé permaneceu sobre Davi. Depois Samuel voltou para Ramá. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
1Samuel 16, 1. 6 - 7. 10 – 13

Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.

Salmo responsorial: 22(23), 1 - 3a. 3b - 4. 5. 6 (R. 1)
REFRÃO: O Senhor é o pastor que me conduz,  não me falta coisa alguma!

1. Salmo de Davi. O Senhor é meu pastor, nada me faltará. Em verdes prados ele me faz repousar. Conduz-me junto às águas refrescantes, restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. - R.

2. restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos ele me leva, por amor do seu nome. Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são o meu amparo. - R.

3. Preparais para mim a mesa à vista de meus inimigos. Derramais o perfume sobre minha cabeça, e transborda minha taça. - R.

4. A vossa bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias. - R.

Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.

Hoje eu vou experimentar e viver o entendimento em minha vida!!!

Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação e da doutrina na Santa Religião
.

Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.

Leitura da carta de São Paulo aos Efésios - Irmãos, 8 Outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Por isso, comportem-se como filhos da luz. 9 O fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade. 10 Saibam discernir o que é agradável ao Senhor. 11 Não participem das obras estéreis das trevas; pelo contrário, denunciem tais obras. 12 Dá até vergonha dizer o que eles fazem às escondidas. 13 Porém, tudo o que é denunciado, torna-se manifesto pela luz, 14, pois tudo o que se torna manifesto é luz. É por isso que se diz: «Desperte, você que está dormindo. “Levante-se dentre os mortos, e Cristo o iluminará.» - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Efésios 5, 8 – 14

Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós. O cristão de verdade não pode ficar parado. Ele nunca pode dizer que cumpriu a sua missão, pois ele deve estar sempre a caminho, sempre se lançando rumo aos novos trabalhos, prestando atenção aos apelos que a realidade faz, buscando superar novos desafios e obstáculos, sempre olhando com misericórdia os irmãos e irmãs, procurando conhecer os seus problemas e necessidades e sendo para toda a manifestação do amor de Deus.

O evangelho do Dia
Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João – Naquele tempo, 1 Ao passar, Jesus viu um cego de nascença. 2 Os discípulos perguntaram: «Mestre, quem foi que pecou, para que ele nascesse cego? Foi ele ou seus pais?» 3 Jesus respondeu: «Não foi ele que pecou, nem seus pais, mas ele é cego para que nele se manifestem as obras de Deus. 4 Nós temos que realizar as obras daquele que me enviou, enquanto é dia. Está chegando a noite, e ninguém poderá trabalhar. 5 Enquanto estou no mundo, eu sou a luz do mundo.» 6 Dizendo isso, Jesus cuspiu no chão, fez barro com a saliva e com o barro ungiu os olhos do cego. 7 E disse: «Vá se lavar na piscina de Siloé.» (Esta palavra quer dizer «O Enviado»). O cego foi, lavou-se, e voltou enxergando. 8 Os vizinhos e os que costumavam ver o cego, pois ele era mendigo, perguntavam: «Não é ele que ficava sentado, pedindo esmola?» 9 Uns diziam: «É ele mesmo.» Outros, porém, diziam: «Não é ele não, mas parece com ele.» Ele, no entanto, dizia: «Sou eu mesmo.» 10 Então lhe perguntaram: «Como é que seus olhos se abriram?» 11 Ele respondeu: «O homem que se chama Jesus fez barro, ungiu meus olhos e me disse: ‘Vá se lavar em Siloé’. Eu fui, me lavei, e comecei a enxergar.» 12 Perguntaram-lhe: «Onde está esse homem?» Ele disse: «Não sei.» 13 Então levaram aos fariseus aquele que tinha sido cego. 14 Era sábado o dia em que Jesus fez o barro e abriu os olhos do cego. 15 Então os fariseus lhe perguntaram como é que tinha recuperado a vista. Ele disse: «Alguém colocou barro nos meus olhos, eu me lavei, e estou enxergando.» 16 Então os fariseus disseram: «Esse homem não pode vir de Deus; ele não guarda o sábado.» Outros diziam: «Mas como pode um pecador realizar esses sinais?» 17 E havia divisão entre eles. Perguntaram outra vez ao que tinha sido cego: «O que você diz do homem que abriu seus olhos?» Ele respondeu: «É um profeta.» 18 As autoridades dos judeus não acreditaram que ele tinha sido cego e que tinha recuperado a vista. Até que chamaram os pais dele 19 e perguntaram: «Este é o filho que vocês dizem ter nascido cego? Como é que ele agora está enxergando?» 20 Os pais disseram: «Sabemos que é o nosso filho e que nasceu cego. 21 Como é que ele agora está enxergando, isso não sabemos. Também não sabemos quem foi que abriu os olhos dele. Perguntem a ele. É “maior de idade e pode dar explicação.» 22 Os pais do cego disseram isso porque tinham medo das autoridades dos judeus, que haviam combinado expulsar da sinagoga quem confessasse que Jesus era o Messias. 23 Foi por isso que os pais disseram: «É maior de idade; perguntem a ele.» 24 Então as autoridades dos judeus chamaram de novo o homem que tinha sido cego e lhe disseram: «Confesse a verdade. Nós “sabemos que esse homem é um pecador.» 25 Ele respondeu: «Se ele é pecador, isso eu não sei; só sei que eu era cego e agora estou enxergando.» 26 Eles insistiram: «Que é que ele fez? Como foi que abriu seus olhos?» 27 Ele respondeu: «Eu já lhes disse, e vocês não me escutaram. Por que vocês querem ouvir de novo? Será que também vocês querem se tornar discípulos dele?» 28 Então insultaram o cego curado e disseram: «Você é que é discípulo dele. Nós, porém, somos discípulos de Moisés. 29 “Sabemos que Deus falou a Moisés, mas quanto a esse homem, nem sabemos de onde ele é.» 30 Ele respondeu: «Isso é de admirar! Vocês não sabem de onde ele é. No entanto, ele abriu meus olhos. 31 Sabemos que Deus não ouve os pecadores, mas ouve aquele que o respeita e faz a sua vontade. 32 Nunca se ouviu falar que alguém tenha aberto os olhos de um cego de nascença. 33 “Se esse homem não vem de Deus, não poderia fazer nada.» 34 Eles disseram: «Você nasceu inteirinho no pecado e quer nos ensinar?» E o expulsaram. 35 Jesus, ouvindo dizer que tinham expulsado aquele que fora cego, foi à procura dele e perguntou-lhe: «Você acredita no Filho do Homem?» 36 Ele respondeu: «Quem é ele, Senhor, para que eu acredite nele?» 37 Jesus disse: «Você o está vendo; é aquele que está falando com você.» 38 O cego que tinha sido curado disse: «Eu acredito Senhor.» E se ajoelhou diante de Jesus. 39 Então Jesus disse: «Eu vim a este mundo para um julgamento, a fim de que os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos.» 40 Alguns fariseus que estavam perto dele ouviram isso e disseram: «Será que também somos cegos?» 41 Jesus respondeu: «Se vocês fossem cegos, não teriam nenhum pecado. “Mas como vocês dizem: ‘Nós vemos’, o pecado de vocês permanece.»
Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
João 9, 1 – 41

No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia

"Reflexão da Palavra"

O cego foi, lavou-se e voltou enxergando
O povo de Deus propôs-se, desde o tempo passado, um grande problema: como saber quem é o enviado de Deus? Muitos apareciam fazendo alarde de suas habilidades físicas, de sua astucia, de sua sabedoria, inclusive, de sua profunda religiosidade, porém era muito difícil saber quem procedia de acordo com a vontade do Senhor e quem queria ser líder unicamente para obter o poder.
Na época de Samuel, a situação era realmente complicada. O profeta, movido pelo Espírito de Deus, buscou um líder que tirasse o povo da difícil situação de crise interna das instituições tribais e da ameaça dos filisteus. Surgiu Saul, um rapaz distinto, de boa família e de extraordinária compleição física. Os hebreus mais cautelosos o apoiaram de imediato, esperando que o novo rei conseguisse controlar o avanço dos filisteus. Contudo, o novo rei, em pouco tempo, se converteu em um tirano insuportável que fez com que se agravasse o conflito interno e que, por suas constantes mudanças de comportamento, comprometeu seriamente a segurança das terras cultiváveis.
Samuel, então, pensou que a solução era ungir um novo rei, uma pessoa na qual se poderia confiar e dar conta da situação. A unção profética se converteu, naquele momento, no meio pelo qual se legitimava a ação de um novo líder “salvador” do povo.
Séculos mais tarde, os profetas deram-se cota de que não bastava mudar o rei para mudar a situação, mas que era necessário buscar um sistema social que respeitasse os ideais tribais, o que logo se chamou ‘o direito divino’. Contudo, subsistiu a idéia de que o líder salvador tinha que ser designado por um profeta reconhecido. Desse modo, a unção dos reis de Israel passou a ser um símbolo de esperança em um futuro melhor, mais de acordo com os planos de Deus.
Na época do NT, o povo de Deus que habitava na Palestina, enfrentou um grande desafio: como reconhecer Jesus como ungido do Senhor? Ainda que Jesus houvesse conhecido João Batista e, logo depois, tivesse retomado sua pregação, pairava a respeito dele a dúvida, devido à sua origem humilde, à maneira tão diferente de interpretar a lei e a sua pouca vinculação com o templo e seus rituais. Muitos se recusavam em reconhecer que ele era um profeta ungido pelo Senhor, movidos simplesmente por preconceitos culturais e sociais.
A comunidade cristã teve que abrir passagem no meio destes obstáculos e proclamar a legitimidade da missão de Jesus. Somente quem conhecesse a obra do Nazareno, seu grande amor à vida, sua dedicação aos pobres, sua pregação do reinado de Deus, podia reconhecer que ele era o “ungido”, o “Messias”, ou o Cristo.
Os sinais e prodígios que Jesus realizava no meio do povo pobre causavam grande impacto e, por isso, foram motivo de controvérsia. Os opositores do cristianismo viam nas curas que Jesus realizava simplesmente o agir de um curandeiro. Seus discípulos, ao contrário, compreendiam todo o seu valor libertador e salvífico. Pois, não se tratava somente de colocar remédio às limitações humanas, mas de devolver-lhe toda a dignidade de ser humano.
A pessoa que recuperava a visão poderia descobrir que seu problema não era um castigo de Deus pelos pecados dos antepassados, nem uma terrível prova do destino. Era uma pessoa que passava do desespero à fé e descobria em Jesus o profeta, o ungido do Senhor. Seu problema, uma limitação física, havia sido convertida em um terrível marco social e religioso.
Porém, o problema não era sua limitação visual, mas a terrível carga de desprezo que a cultura lhe havia imposto. Jesus livra-o do insuportável peso da marginalidade social e o conduz para uma comunidade onde é aceito pelo que é, sem importar as etiquetas que os preconceitos sociais lhe haviam imposto.
No evangelho relata-se uma espécie de drama entre os vizinhos do lugar onde o cego costumava pedir esmola, os fariseus, que eram um grupo de judeus piedosos e cumpridores da lei e os “judeus” em geral, uma expressão genérica com a qual o evangelista designa as altas autoridades religiosas do povo judeu da época de Jesus. Até os pais do cego estão envolvidos no drama.
Trata-se de um verdadeiro “drama teológico”, simbólico, de uma grande beleza literária. De nenhuma maneira se trata de uma narrativa ao estio jornalístico de fatos históricos, ou de um relato  e descrição ingênua  como os casos foram acontecendo. Não esqueçamos que é João quem escreve, e que seu Evangelho se move sempre em um alto nível de sofisticação, de recurso ao símbolo e usando sempre a expressão indireta.
Se temos que dirigir a palavra na homilia, convém não “contar” as coisas como quem conta fatos históricos indiscutíveis, com estivesse entretendo crianças. Os ouvintes são adultos e agradecem por serem tratados como tais, sem abusar de que se tenha a palavra em um âmbito sagrado onde, por respeito ninguém irá contradizer, e por isso se pode dizer qualquer coisa, que “tudo vale” nesse ambiente.
No drama teológico de João, o cego se converte no centro da narrativa. Todos se perguntam como é possível que um cego de nascimento seja agora capaz de ver. A suspeita que algo grande tenha acontecido, perguntam por quem o fez ver, porém não chegam a crer que Jesus seja a causa da luz dos olhos do cego que não via. Um simples homem como Jesus não parece ser capaz de realizar tais maravilhas. Menos ainda pelo fato de ter realizado a cura em dia de sábado, dia sagrado de descanso no qual os fariseus se empenhavam em guardar de maneira escrupulosa.
Pior ainda, sendo o cego um pobre que pedia esmola ao pé de uma das portas da cidade. Todos interrogavam ao pobre cego que agora vê: os vizinhos, os fariseus e os chefes do templo.
Jesus o encontra, e se faz solidário, ao saber que o pobre havia sido expulso da sinagoga judaica. E neste novo encontro com Jesus, o cego chega a “ver plenamente”, a “ver”, não somente a luz, mas a “gloria”de Deus, reconhecendo nele o enviado definitivo de Deus, o Filho do homem escatológico, o Senhor digno de ser adorado... É a mensagem que João nos quer transmitir narrando um drama teológico, como é seu estilo, mais que afirmando proposições abstratas, como teria feito se fosse de formação filosófica grega.
O final do evangelho de hoje, as palavras que João coloca nos lábios de Jesus fazem explodir a mensagem teológica do drama: Jesus é um juiz, é o juízo do mundo, que vem colocar o mundo de pernas pro ar: os que viam não vêem, os que não viam conseguem ver, Afinal, o que é preciso ver? Jesus. Ele é a luz que ilumina.
Só faltava acrescentar metafísica e ontologia gregas neste drama... É uma linguagem de confissão de fé. João e sua comunidade estão “entusiasmados”, “cheia de alegria e de amor, plena realmente por ter descoberto Jesus. Sentem que ele muda o mundo, que conseguem enxergar as coisas de outra forma, e que é nele que Deus se fez presente. E assim o confessam. Nada mais falta. A Ontologia dos séculos subseqüentes é cultural, ocidental, grega. Para o caso, sobra.
Qual o significado hoje para nós? O mesmo que a 20 séculos de distancia. Com mais perspectiva, com mais sentido crítico, com mais consciência da relatividade de nossas afirmações, sem fanatismos nem exclusivismos, sabendo que a mesma manifestação de Deus também se deu em outros lugares, em tantas outras religiões, através de tantos outros mediadores. Porém, com a mesma alegria, o mesmo amor e o mesmo convencimento.
Oração Comunitáriasenhor, tu nos abres os olhos para que descubramos a beleza da criação e a grandeza do teu amor, ajuda-nos a colaborar contigo para que todas as pessoas possam alegrar-se em sua vida a ver tua luz. Nós te pedimos, por Jesus Cristo, teu filho e irmão nosso. Amém.

Oração Final
Pai Santo faça serem discípulos missionários, terra boa e dar frutos para o Teu Reino de Amor. Nós Te pedimos que semeasse em nós a Palavra de Jesus; que nos ensines a cultivá-la com carinho e dedicação; e que nos ajudes na sua partilha com os irmãos.  Pelo mesmo Jesus, Teu Filho e Nosso Senhor,  na unidade do Espírito Santo. Amém...

Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!