INVOCAÇÕES Espírito de Cristo de Cristo, santificai-me. Coração de Cristo, vivificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Nas VOSSAS chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do inimigo maligno defendei-me. Na hora da minha morte, chamai-me. E mandai-me, ir para vós, Para que vos louve com vossos Santos. Por todos os séculos dos séculos. Amem.
Hoje é domingo, 13 de março de 2011
Tema do Dia
JESUS JEJUOU DURANTE QUARENTA DIAS E FOI TENTADO!
Oração
Eu seguro minha mão na sua, uno meu coração ao seu,Para que juntos, possamos fazer aquilo que sozinho não consigo.
Conceda-me Senhor, a Serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que podem e Sabedoria para distinguir uma das outras. Por Jesus Cristo, vosso Filho, e Nosso Senhor na unidade do Espírito Santo. Amem!
I DA QUARESMA
(roxo, creio, prefácio próprio - I semana do saltério)
Primeira Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura do livro do Gênesis -7 Então Javé Deus modelou o homem com a argila do solo, soprou-lhe nas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se um ser vivente. 8 Javé Deus plantou um jardim em Éden, no Oriente, e aí colocou o homem que havia modelado. 9 Javé Deus fez brotar do solo todas as espécies de árvores formosas de ver e boas de comer. Além disso, colocou a árvore da vida no meio do jardim, e também a árvore do conhecimento do bem e do mal. 1* A serpente era o mais astuto de todos os animais do campo que Javé Deus havia feito. Ela disse para a mulher: «É verdade que Deus disse que vocês não devem comer de nenhuma árvore do jardim?» 2 A mulher respondeu para a serpente: «Nós podemos comer dos frutos das árvores do jardim. 3 Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: ‘Vocês não comerão dele, nem o tocarão, do contrário vocês vão morrer’ «. 4 Então a serpente disse para a mulher: «De modo nenhum vocês morrerão. 5 Mas Deus sabe que, no dia em que vocês comerem o fruto, os olhos de vocês vão se abrir, e vocês se tornarão como deuses, conhecedores do bem e do mal». 6 Então a mulher viu que a árvore tentava o apetite, era uma delícia para os olhos e desejável para adquirir discernimento. Pegou o fruto e o comeu; depois o deu também ao marido que estava com ela, e também ele comeu. 7 Então abriram-se os olhos dos dois, e eles perceberam que estavam nus. Entrelaçaram folhas de figueira e fizeram tangas. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Gênesis 2, 7 - 9; 3, 1 – 7
Meu encontro com Deus
Minha expressão de louvor e gratidão ao Pai pelo dia de hoje.
Salmo responsorial: 50(51), 3 - 4. 5 – 6a. 12 - 13. 14. 17 (R. 3a)
REFRÃO: Piedade, ó Senhor, tende piedade, / pois pecamos contra vós.
1. Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidão de vossa misericórdia apague a minha iniqüidade. Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. - R.
2. Eu reconheço a minha iniqüidade, diante de mim está sempre o meu pecado. Só contra vós pequei, o que é mal fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento. - R.
3. Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza. De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito. - R.
4. Restituí-me a alegria da salvação, e sustentai-me com uma vontade generosa. - R.
5. Senhor abri meus lábios, a fim de que minha boca anuncie vossos louvores. - R.
Penso na existência de Deus, um Deus de amor, sempre aqui, presente. Em profundo silêncio interior, coloco-me na presença de Deus e deixo-me ser conduzido neste momento diário de oração.
Hoje eu vou experimentar e viver o entendimento em minha vida!!!
Ó Espírito Santo, concedei-me o dom do Entendimento, para que, iluminado pela luz celeste da Vossa graça, bem entenda as sublimes verdades da salvação e da doutrina na Santa Religião.
Segunda Leitura:
Leio cuidadosamente a Palavra de Deus indicada pela Igreja,
que me ajudará a viver como verdadeiro cristão.
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos Irmãos, 12 Assim como o pecado entrou no mundo através de um só homem e com o pecado veio à morte, assim também a morte atingiu todos os homens, porque todos pecaram. 13 De fato, já antes da Lei existia pecado no mundo, embora o pecado não possa ser levado em conta quando não existe Lei. 14 Ora, a morte reinou de Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não haviam pecado, cometendo uma transgressão igual à de Adão, o qual é figura daquele que devia vir. 15 O dom da graça, porém, não é como a falta. Se todos morreram devido à falta de um só, muito mais abundantemente se derramou sobre todos a graça de Deus e o dom gratuito de um só homem, Jesus Cristo. 16 Também não acontece com o dom da graça, como aconteceu com o pecado de um só que pecou: a partir do pecado de um só, o julgamento levou à condenação, ao passo que a partir de numerosas faltas, o dom da graça levou à justificação. 17 Porque se através de um só homem reinou a morte por causa da falta de um só, com muito mais razão reinarão na vida aqueles que recebem a abundância da graça e do dom da justiça, por meio de um só: Jesus Cristo. 18 Portanto, assim como pela falta de um só resultou a condenação para todos os homens, do mesmo modo foi pela justiça de um só que resultou para todos os homens a justificação que dá a vida. 19 Assim como, pela desobediência de um só homem, todos se tornaram pecadores, do mesmo modo, pela obediência de um só, todos se tornarão justos. - Palavra do Senhor. Graças a Deus!
Romanos 5, 12 – 19
Pela verdadeira fé que nos foi revelada, tornamo-nos verdadeiramente livres e herdeiros da promessa; por isso, não há motivo para desunião entre nós. É bom lembrar que ser cristão consiste, fundamentalmente, em promover a solidariedade, a misericórdia e a justiça, em compreender que a vida do ser humano é o bem mais valioso e sagrado que existe. O cristão de coração é aquele que ama a Deus, ama os seus irmãos que são templos dele e procura servir a Deus no serviço aos irmãos e irmãs, na valorização da pessoa humana e promoção da sua dignidade. O cristão de coração fala pouco e nem sempre sabe falar bonito, mas ama muito, é solidário, generoso e fraterno.
O evangelho do Dia
Quero estar atento e ouvir o que Deus tem a dizer através do evangelho
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos, 1 Então o Espírito conduziu Jesus ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 Jesus jejuou durante quarenta dias e quarenta noites, e, depois disso, sentiu fome. 3 Então, o tentador se aproximou e disse a Jesus: «Se tu és Filho de Deus, manda que essas pedras se tornem pães!» 4 Mas Jesus respondeu: «A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. ’ «5 Então o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o na parte mais alta do Templo. 6 E lhe disse: «Se tu és Filho de Deus, joga-te para baixo! Porque a Escritura diz: ‘Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em nenhuma pedra.’ « 7 Jesus respondeu-lhe: «A Escritura também diz: ‘Não tente o Senhor seu Deus.’ «8 O diabo tornou a levar Jesus, agora para um monte muito alto. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e suas riquezas. 9 E lhe disse: «Eu te darei tudo isso, se te ajoelhares diante de mim, para me adorar.» 10 Jesus disse-lhe: «Vá embora, Satanás, porque a Escritura diz: ‘Você adorará ao Senhor seu Deus e somente a ele servirá.’ «11 Então o diabo o deixou. E os anjos de Deus se aproximaram e serviram a Jesus. - Palavra da salvação. Glória a vos Senhor.
Mateus 4, 1 – 11
No silêncio do meu coração, o que Deus quer me dizer? Escuto, medito e permaneço inspirado (a) por sua mensagem ao longo deste dia
"Reflexão da Palavra"
Jesus jejuou durante quarenta dias e foi tentado
Os comentários bíblico-liturgicos para ajudar a elaboração das homilias dominicais deste típico “domingo das tentações”, o primeiro da quaresma, podem apresentar nesta ocasião um paralelismo antagônico: a primeira tentação foi a mesma de Eva teve e que a levou ao pecado. A cena de tentação de Jesus no deserto acabou em vitória; ela pode ser tomada como exemplo.
Nessa linha de pensamento é muito fácil encontrar comentários na rede de computadores. Por isso mesmo, gostaríamos de dar nossa contribuição no sentido crítico. Obviamente, este aspecto não seria apropriado para convertê-lo, sem mais, em uma homilia, porém, acreditamos que tampouco seria bom que uma homilia esquecesse esse aspecto crítico. Certamente os agentes de pastoral saberão o que sua comunidade precisa e saberão encontrar comentários em outros pontos de serviço bíblico-litúrgico na internet.
A primeira leitura deste domingo reúne, resumidamente, dois importantes relatos bíblicos: o da criação e do pecado original. São muito significativos, muito importantes, mas também muito problemáticos. É importante lembrar aos ouvintes e leitores que estes textos e todos os que formam o grupo dos onze primeiros capítulos do Gênesis, que se referem aos inícios da “historia da salvação”, sempre foram entendidos de uma forma literal.
Todas as gerações que nos precederam na fé os entenderam assim. Certamente nossos pais – e nossos avós – nunca pensaram em outra coisa e muitos cristãos atuais também possuem essa mesma visão. Desde o tempo imemorial estes textos foram, para muitas gerações, como que a fonte de sua compreensão do mundo e da historia.
As “coordenadas gerais” que estes mitos trazem (Deus acima de tudo, a natureza abaixo, um ato de criação, uma criação diferente do ser humano, Deus que proíbe comer o fruto da árvore, a desobediência que se converte em “pecado original”, que transformará a sorte de toda a humanidade posterior, o papel especialmente importante da mulher nesse pecado, o aborrecimento de Deus, sua ruptura de relações com a Humanidade depois de comer o fruto proibido), foram para toda essa humanidade judeu-cristã dos últimos três mil anos, o “paradigma” a partir do qual entenderam o mundo, a Deus e a si mesmos, isto é, a realidade inteira. Estamos diante de mitos religiosos, diante dos quais é preciso tirar as sandálias, como quem pisa em terra sagrada.
É importante lembrar que hoje não se acredita que esses relatos devam ser entendidos assim, literalmente. Hoje sabemos que a Bíblia não pode ser considerada como uma explicação da origem do cosmos, nem do ser humano. A Bíblia não contém mensagens de física, nem de química, nem de biologia evolutiva, nem de geofísica ou astrofísica que nos informem sobre todos esses campos do saber.
E que, portanto, podemos ser cristãos e aceitar razoavelmente o que a ciência nos diz, incluídas as opiniões contrarias a tantas afirmações e pressupostos incluídos nos relatos bíblicos.
É importante cair na conta de que esta nova maneira de entender os textos bíblicos não foi fruto de uma descoberta fácil e ingênua, mas uma trabalhosa intuição dos biblistas e teólogos, seguida de um difícil processo de elaboração e que durante todo esse tempo realizaram, enfrentando oposição, e a condenação de autoridades de suas respectivas igrejas. No campo católico, há 100 anos Roma ainda proclamava o caráter histórico dos onze primeiros capítulos do Gênesis, e reiterava a condenação a quem se atrevia a pensar diferente.
Todo cristão medianamente formado pode ter sua opinião sobre a origem do mundo, da mesma forma que pode ter sua opinião sobre política, medicina ou psicologia, livremente, sem coação, e sem que haja nenhuma opinião oficial da Igreja nesses campos. Os relatos bíblicos estão em outro plano, um plano simbólico, que não afeta o campo autônomo da ciência.
É preciso esclarecer que hoje não é possível sustentar que o símbolo judeu-cristão chamado “pecado original” tenha um fundamento histórico. Ele não tem sustentação histórica. Mais ainda, é praticamente impossível, pois o mais provável é que tenha havido mais de um filão de surgimento de nossa espécie.
O poligenismo é hoje a opinião mais comum da ciência. A proclamação que a Igreja católica fez do monogenismo no século passado foi devido ao fato de pensar que o significado do símbolo do pecado original dependia efetivamente de um pecado histórico cometido pelo primeiro homem e primeira mulher, do qual descenderíamos absolutamente todos os homens e mulheres.
Especialmente importante é esclarecer que hoje se torna inverossímil teologicamente falando, todo o conjunto simbólico da tentação e do pecado original: pensar que toda a humanidade esteja em uma situação de prostração espiritual (que seja uma “massa damnata”, uma multidão condenada, como dizia santo Agostinho) por culpa de um suposto primeiro pecado de um suposto primeiro casal e pensar que devido a isso Deus tenha rompido suas relações com a humanidade e que esta ruptura não seria dissolvida senão com o sangue da morte na cruz do Filho de Deus, tal e como foi apresentado pela tradição mais comum e constante do cristianismo.
Tudo isso se torna hoje inaceitável e, portanto, devem sentir-se aliviados todos os que se sentem incomodados diante das costumeiras explicações das homilias a respeito, tão parecidas às catequeses infantis recebidas quando crianças.
Outras várias considerações e comentários críticos também muito importantes poderiam ser feitos entre os temas implicadas nesses dois grandes relatos que foram unidos na primeira leitura deste domingo (por exemplo, sobre a “transcendência” de Deus que aí se apresenta como obvia, sobre a imagem mesma de “theos”, a visão negativa da realidade que leva consegue a crença em um primeiro “pecado primordial”, a terrível culpabilização e inferiorização da mulher causada pelo texto).
Já afirmamos que não pretendemos que a lista de advertências críticas seja o conteúdo de uma homilia, mas simplesmente um pano de fundo crítico que se deve ter em conta na hora de falar das “tentações” e do “pecado”, para o qual podem ser encontrados muitos comentários nos numerosos portais de serviço bíblico na rede de computadores.
É importante dizer claramente, e insistimos que se pode ser cristão e ser pessoa atualizada em questões científicas. E que existem outras formas de falar da realidade do mal e do pecado, e não tomar como única referencia alguns mitos religiosos elaborados há mais de dois milênios.
Finalizando, já que tantas vezes temos insistido no pecado original e em suas fatais conseqüências para toda a humanidade, seria bom compensar essa atitude com uma referencia ao que hoje a teologia de fronteira intui: que o original não foi um pecado, mas uma bênção.
Pode ajudar o livro de FOX, Tathew, “Original Blessing”, Bear & Company 1983; tradução: La bendición original. Una nueva espiritualidad para el hombre del siglo XXI, Obelisco, Barcelona 2002, 410 pp
Oração Comunitaria
Ó Deus, que sabes que nossa vida humana está submetida a tantos influxos, pressões, tentações, repulsas, mas também tantos estímulos, inspirações e bons exemplos; nós te pedimos que a atração e o influxo do bem sejam muito mais fortes em nossa vida que a tentação e a força do mal, e que o exemplo de Jesus nos ajude a segui-lo pelo caminho do amor e do bem. Nós te pedimos em nome de Jesus, teu filho e irmão nosso. Amém.
Oração Final
Pai Santo queremos ser dissípulos missionários, terra boa e dar frutos para o Teu Reino de Amor. Nós Te pedimos Senhor que fosse aceito por todos nós a Palavra de Jesus; que nos ensines a cultivá-la com carinho e dedicação; e que nos ajudes na sua partilha com os irmãos. Pelo mesmo Jesus, Teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém...
Repouse ó Santo Espírito em minha alma,
e conduze-me com o fogo do vosso amor!
